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08/04/2019  

ARTIGO - História do Desenvolvimento em Londrina e na UEL

Ivan Frederico Lupiano Dias*

Foto: Agência Estadual de Notícias

Em 1961, a região de Londrina era responsável por 50% do café produzido no mundo, daí a denominação de "Capital Mundial do Café". Parte do capital acumulado nessa cultura foi direcionado à promoção do desenvolvimento local. Em aproximadamente 11 anos (1964 - 1975) foram criados em Londrina uma empresa na área de TI, institutos de pesquisa na área de agronegócio; uma Universidade; um curso de ensino médio técnico - respectivamente; o SERCOMTEL; o IAPAR e a EMBRAPA; a UEL; a FUNTEL/IPOLON.

Praticamente no mesmo período, na UEL, foram criados os cursos de Engenharia Civil e Engenharia Agronômica e programa de pós-graduação em Ciência de Alimentos, mas não houve a criação de outros cursos de nível superior, à mesma época, que possibilitasse a agregação de mais recursos humanos em uma escala que permitisse o desenvolvimento tecnológico/industrial, na cidade, seja na área de TI ou de alimentos, como as Engenharias Elétrica, de Alimentos, Agro Industrial, Química, ou Nutrição. Não havia à época uma proposta de industrialização consistente para a cidade. Portanto, após a quebra da economia de Londrina e região, resultante da geada negra em 1975, a cidade carecia de um projeto de industrialização e de recursos humanos em escala que viabilizassem um projeto com essa característica.

Vários projetos estruturantes foram desenvolvidos, como o "Rumos do Norte", em 1990; "Proposta de Industrialização para Londrina e região baseada no desenvolvimento de um Polo Tecnológico" em 1993; "PDI - Plano de Desenvolvimento Industrial de Londrina", em 1995; "Londrina Tecnópolis"; e o "Fórum Desenvolve Londrina" em 2005, que hoje congrega quase uma centena de instituições públicas e privadas.

O projeto "Proposta de Industrialização para Londrina e região baseada no desenvolvimento de um Polo Tecnológico" é projeto de minha autoria, encampado posteriormente pela UEL e encaminhado à Prefeitura Municipal. Foi um dos primeiros projetos (talvez o primeiro) a propor o desenvolvimento tecnológico, inovação, e articulação do poder público, iniciativa privada e institutos de pesquisa e universidades como ingrediente necessário a um processo de desenvolvimento local.                       
      
A discussão da indústria 4.0, da Inteligência Artificial, da Internet das Coisas e suas consequências ainda necessita ser ampliada internamente e políticas de ação social precisam ser estabelecidas a partir destas análises. 
      

Em junho de 1993, o projeto ganhou mais visibilidade por iniciativa do então pró-reitor Tadeu Felismino, com a PROEX/UEL promovendo com representantes do poder público, iniciativa privada,  universidades e institutos de pesquisa da região e do estado o 1º. Workshop de Desenvolvimento: Um Projeto de Desenvolvimento Tecnológico para Londrina. Importante evento que definiu os rumos do desenvolvimento em Londrina por algum tempo. O Workshop referendou algumas propostas do projeto "Polo Tecnológico", entre outras: a instalação do Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET - em Londrina; a implantação de uma Incubadora Tecnológica; a criação do curso de Engenharia Eletrônica na UEL; a formação do Movimento Pro Polo Tecnológico. Este movimento, composto por representantes de várias entidades, levou à criação da ADETEC (Associação de Desenvolvimento Tecnológico) em outubro do mesmo ano. De concreto deste movimento destaco ainda, entre outras iniciativas, a criação do curso de Engenharia Elétrica aprovado em 1994, ofertado em 1997 pela UEL, a criação da INCIL - Incubadora Industrial de Londrina, em outubro de 1994, posteriormente desativada em junho de 2001 e a maturação da ideia de trazer o CEFET, implantada como UTFPR, em 2007.

Internamente, a UEL avançou. Em novembro de 2000, com apoio da SETI, da FIEP/PR, do CNPq e principalmente da empresa A. Yoshii Engenharia e Construções Ltda., (que doou projeto e instalações) foi inaugurada a Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL (INTUEL). Cleuza Asanome, professora do Departamento de Matemática Aplicada ficou à frente e a entidade jurídica gestora da INTUEL, um Consórcio, ficou sob minha presidência de novembro de 2000 a junho de 2002. Posteriormente houve outro avanço com a criação da AINTEC, a agência de inovação da UEL em 2008, incorporando a INTUEL e os Escritórios de Design, Transferência de Tecnologia e Proteção Intelectual. A AINTEC já proporcionou a criação de várias empresas, sendo destaque no cenário estadual e nacional, no momento sob a competente direção do professor Edson Miura, do Departamento de Administração.

Em 2005, externamente à Universidade, surgiu o Fórum de Empresas, que acabou gerando o Fórum Desenvolve Londrina. Em 2017 o Fórum promoveu a estruturação dos Ecossistemas de Inovação em estudo da Fundação CERTI, de Florianópolis.

Os Ecossistemas foram definidos em 5 áreas estratégicas: Saúde, Cadeia de Agronegócios, Eletrometalmecânica, Química e Materiais, e TIC, corroborando os estudos anteriores e posteriormente agregando-se ainda o da Construção Civil. A atual administração da UEL colocou a Inovação como uma de suas prioridades, está atuando de forma mais efetiva no processo de desenvolvimento local com nossa instituição, já encabeçando a Governança de Química e Materiais com o professor Henrique Santana do Departamento de Química e criou dois novos cursos de graduação, o de Nutrição e o de Biotecnologia.  Vários esforços estão sendo desenvolvidos internamente como os Seminários de Inovação nos centros de estudos, o INOVATEC, entre outros. Alguns cursos (poucos ainda) já ofertam a disciplina de Inovação e Empreendedorismo com muito sucesso.

Resumindo, a UEL foi pioneira e vanguarda nas propostas de desenvolvimento tecnológico e inovação em Londrina. Posteriormente afastou-se um pouco da sociedade organizada que promove as políticas de desenvolvimento locais, mas esta situação está sendo revertida.  A atual administração corretamente colocou a inovação entre suas prioridades, mas há questões urgentes a serem enfrentadas, como o pequeno número de cursos de Engenharia, a adequação das normas e resoluções internas associadas à inovação, a promoção de cultura inovadora internamente, a discussão e implantação de uma Política de Inovação.  A discussão da indústria 4.0, da Inteligência Artificial, da Internet das Coisas e suas consequências ainda necessita ser mais discutida internamente e políticas de ação social precisam ser estabelecidas a partir destas análises. Em minha opinião, visando a institucionalização da inovação na UEL, a AINTEC deveria ganhar o status de pró-reitoria. A inovação tem que estar no dia de nossas preocupações institucionais.  

*Ex-professor de Física da UEL


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