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22/03/2019  

Sistema de fluorescência em Raios X tem patente registrada junto ao INPI

Agência UEL

Sistema portátil de fluorescência em Raios X

Pesquisadores do Laboratório de Física Nuclear, do Centro de Ciências Exatas (CCE), desenvolveram um sistema que faz análises em obras de artes. É o Sistema portátil de fluorescência em Raios X, que rendeu ao Laboratório o registro da primeira patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) neste mês.

Obras e esculturas do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu Histórico Nacional (MHN) e Museu de Arqueologia e Etmologia da USP foram estudadas, analisadas e datadas com o uso do sistema. Portátil e versátil, o equipamento foi levado aos referidos locais, para identificar os elementos químicos inorgânicos nas mais variadas amostras, desde pinturas até moedas medievais.

O depósito de pedido de patente foi realizado em 2008. A invenção consiste em um sistema portátil, que varia entre 30 e 100 cm, e contém suporte mecânico especialmente desenvolvido para acomodar um mini-tubo de raios X e um mini-detector de raios X. A técnica do sistema direciona o tubo para as amostras para que elas emitam a própria radiação e, com isso, forneça as informações de sua composição, que são captadas por meio de software livre no computador.

Devido à variação de tamanho, o sistema pode medir de minúsculas até grandes amostras. Portanto, é possível analisar cédulas de dinheiros, alimentos, produtos cosméticos, por exemplo. Além disso, o sistema é versátil, podendo ser girado e direcionado diretamente para a amostra, como é o caso de pinturas em tela e também pinturas rupestres. Tem como principais aplicações em Arqueometria, que consiste na aplicação de técnicas da física e da química para a análise de materiais arqueológicos, como foi realizado nos museus já citados, e também em análises ambientais e forenses.

O sistema foi desenvolvido - de 2004 a 2008 - durante a pesquisa do então doutorando Fábio Melquiades, atualmente professor do Departamento de Física, do CCE. Ele foi montado na Oficina Mecânica da Física, com peças importadas que custaram em torno de 20 mil dólares. Na tese, o sistema foi utilizado para análise ambiental, no caso, metais pesados do Lago Igapó. O inventor conta que, na época, o sistema era pioneiro no país e só existiam equipamentos robustos, que não permitiam o deslocamento fácil e custavam cerca de 60 mil dólares.

Segundo Fábio Lopes, pesquisador do Laboratório e também um dos inventores da patente, o sistema portátil da UEL foi escolhido por uma restauradora do Museu do Louvre, da França, para restauração de obra no MASP, em 2008. "No Louvre tem algo comercial similar, mas não foi necessário trazer, porque tínhamos o equipamento portátil aqui", conta.

Com o passar dos anos, outros sistemas portáteis foram desenvolvidos, inclusive em universidades que tinham acesso ao sistema da UEL. Apesar do tempo para o registro da patente, os pesquisadores não desqualificam a qualidade do sistema, que rendeu muitas pesquisas de mestrado e doutorado, além de diversas parcerias pelo país.

Pesquisadores do Laboratório de Física Nuclear

Para o também professor do Departamento de Física e inventor da patente, Paulo Sérgio Parreira, esse foi um desenvolvimento importante para o grupo de pesquisa. "Adquirimos know how na montagem desses sistemas portáteis", afirma. Já Fábio Melquiades afirma ser gratificante ter patente concedida, o que caracteriza a inovação do produto. "É o reconhecimento de que foi um trabalho inovador, e que estamos colhendo os frutos agora", defende.

Além dos três pesquisadores citados, a patente também foi registrada em nome do professor e coordenador do Laboratório de Física Nuclear, Carlos Roberto Appoloni, do Departamento de Física, e do servidor aposentado da Oficina Mecânica de Física, Venâncio Ferreira de Oliveira.

Pioneirismo no Brasil

Paulo Sérgio Parreira, Fábio Lopes e Fábio Melquiades, todos formados no curso de Física, do CCE, contam que os mais de 40 anos do Laboratório de Física Nuclear Aplicada, criado e coordenado pelo Prof. Carlos Roberto Appoloni, foram de pesquisas inovadoras para o país. O pioneirismo, segundo eles, ocorre inclusive em função da criação do Laboratório e das pesquisas desenvolvidas em Arqueometria, iniciadas em 1993, pelo professor Appoloni.

Além disso, Carlos Appoloni e Paulo Parreira foram quem iniciaram as pesquisas com fluorescência de raios X de amostras no Laboratório, inicialmente com apoio do LIN/Universidade de São Paulo (USP/Piracicaba). Posteriormente, os professores Appoloni e Parreira, como orientador e co-orientador, respectivamente, orientaram a tese de Fábio Melquiades para a qual foi criado o sistema portátil de raios X, patenteado recentemente.


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