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20/03/2019  

Projeto amplifica vozes populares

Juliana Felix*

A partir de material audiovisual, participantes buscam evidenciar as formas de resistência de lideranças populares, religiosas e de partidos políticos

"Falar de direitos básicos ameaçados, direitos e falar sobre o combate ao preconceito, racismo e homofobia será sempre atual", afirma o professor Eliel Ribeiro Machado

Organizar-se para reivindicar direitos e mudanças é uma das formas de combater a desigualdade social e lutar por direitos civis, sociais, econômicos e inclusão social. Nos últimos anos manifestações têm sido frequentes, a fim de se opor a alterações ocorridas na política nacional e que ferem direitos fundamentais.

Pensando em grupos que lideram essas manifestações e que representam grande parte da população, o projeto de extensão "Amplificador de Vozes de Lideranças Populares, Religiosas e de Partidos Políticos: Democracia e Direitos no Governo de Michel Temer" busca criar um material que auxilie, política e culturalmente, os próprios movimentos populares espalhados pelo Brasil. Coordenado pelo professor Eliel Ribeiro Machado e vinculado ao Departamento de Ciências Sociais, teve início em dezembro de 2016 e tinha previsão de ser finalizado em dois anos. No entanto, houve prorrogação e encerrará no meio deste ano.

O projeto é a continuação do XXIX SEMINÁRIO LUTAS & RESISTÊNCIAS: Crise política e onda conservadora no Brasil: há luz no fim do túnel?, realizado em 2016 e que reuniu um grande público no Anfiteatro Maior do Centro de Ciências Humanas da UEL. Ambas as iniciativas partem da conjuntura do país em 2016 e, como esclarece o docente, o projeto nasceu da necessidade de ir além das mesas redondas que aconteceram nas três noites do Seminário, e criar um espaço para que as lideranças de movimentos sociais pudessem ter voz e contribuíssem com outros grupos representativos.

O trabalho busca entender como lideranças locais, regionais e até mesmo lideranças internas da Universidade Estadual de Londrina lidaram com as significativas mudanças que passaram a ocorrer com a ascensão do presidente Michel Temer após o impeachment de Dilma Rousseff. "A diretiva do governo de Temer foi de suprimir direitos consagrados na Constituição de 1988 e uma onda de manifestações populares passou a ocupar as ruas do país por conta disso", aponta o coordenador.

Inúmeras manchetes como "Manifestações pedem 'fora Temer' em 19 estados e no DF" foram publicadas nos jornais do país inteiro quando Michel Temer tomou posse. Manisfestantes foram às ruas pedir eleição imediata e a queda do presidente. As principais motivações que levaram aos protestos foram envolvimento com escândalos de corrupção e as reformas propostas aos trabalhadores.

Com material essencialmente audiovisual, o projeto tem o objetivo não só de amplificar a voz, mas também evidenciar o descontentamento e as formas de resistência. "É um espaço para que vozes sejam ouvidas, já que os meios pelos quais elas atuam são ignorados pela mídia", explica o docente. A partir de entrevistas e rodas de conversas com lideranças internas e externas à UEL, as gravações - algumas já postadas na página do Facebook "Amplificador de Vozes" - estão em processo de transcrição para a criação de um livro.

Os encontros foram realizados no Laboratório de Tecnologia Educacional da UEL. Ao todo foram gravadas entrevistas com nove lideranças, entre elas representantes de grupos como: Sindiprol/Aduel, Partido dos Trabalhadores, movimento LGBT, Diretório Central dos Estudantes da UEL, Partido Socialismo e Liberdade de Londrina (PSOL) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Foram discutidos pontos como descontentamento político, educação, militância, direitos humanos, resistência efetiva, políticas públicas e posicionamento dos movimentos direcionados às mudanças que ocorreram com o novo governo, como reforma trabalhista, reforma da Previdência e impactos acerca dos direitos sociais.

Como pontua o professor, o tema do projeto não perde sua atualidade."Falar de direitos básicos ameaçados, direitos presentes na constituição, e falar sobre o combate ao preconceito, racismo e homofobia, será sempre atual". Como o intuito, desde o início, é disseminar esses conteúdos e atingir diferentes públicos, Eliel acredita que pessoas serão efetivamente alcançadas quando o trabalho estiver completo, com todas as entrevistas publicadas e com uma divulgação significativa.

LIVRO

Como resultado da trajetória do projeto de quase três anos, em 2020 será lançado um livro com o tema que inspirou o trabalho. Através de e-book e também na versão impressa, a obra, segundo o professor, servirá de conteúdo para lideranças de movimentos sociais e sindicais.

O professor afirma que poderá servir como pesquisa, mas não será totalmente acadêmico. "O propósito é atingir a grande massa e difundir temas pouco debatidos. Com o livro queremos oferecer o acesso a entrevistas bem exploradas através de uma pluralidade de vozes", acrescenta.

Segundo Eliel, a obra deverá ser publicada pela Editora da Universidade Estadual de Londrina, responsável pela publicação de centenas de livros acadêmicos. A obra é avaliada por dois revisores, em avaliação às cegas, e depois deve ser aprovada pelo Conselho Editorial.

* Estagiária de Jornalismo na COM

Esta matéria foi publicada no Jornal Notícia nº 1.390. Confira a edição completa:




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