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16/10/2018  

Laboratório faz atendimento clínico de aves posssui-foto

Agência UEL

Setor oferta uma gama de serviços

O Laboratório de Medicina Aviária (LMA) do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva (DMVP), do Centro de Ciências Agrárias (CCA), é responsável pelas atividades ligadas ao aperfeiçoamento da indústria avícola. O setor desenvolve pesquisas sobre saúde intestinal das aves, resistência bacteriana aos antimicrobianos, alternativas ao uso de antimicrobianos na produção de aves. Além de atividades de ensino desenvolvidas na graduação e pós-graduação, dentro do curso de Medicina Veterinária, o setor oferta atendimento clínico às aves de estimação.

O Laboratório de Medicina Aviária é de responsabilidade da professora Ana Angelita Sampaio Baptista, do DMPV. Ele tem estudos sobre colibacilose, salmonelose, resistência a antimicrobianos e bactérias probióticas. São oferecidos inclusive serviços de exames laboratoriais e diagnósticos de enfermidades - bacteriológicos e sorológicos - que acometem as aves por meio do atendimento de aves de estimação e produção. A professora Angelita informa que também estão à disposição consultoria e avaliação de produtos.

Também é realizada necropsia dentro do atendimento clínico ambulatorial. "A gente faz o serviço de necropsia em parceria com outros laboratórios e clínicas, nas ocasiões ocorre o óbito do da ave sem motivo aparente da morte", explica a professora. Ela detalha ainda que o laboratório tem três linhas de pesquisa: saúde intestinal das aves, resistência bacteriana aos antimicrobianos (resistência a antibióticos) e alternativas ao uso de antimicrobianos na produção avícola (ácidos orgânicos, prebióticos e probióticos na produção avícola).

"Essas pesquisas são necessárias, porque na produção existe muita bactéria resistente e para isso são usados antibióticos, mas estudamos alternativas menos invasivas com a utilização de bactérias benéficas na produção como são os lactobacilos vivos. O objetivo é o uso dos probióticos na melhora da saúde intestinal do animal, portanto, sem o emprego de antibióticos", disse. Ela menciona a utilização do óleo essencial de orégano para descontaminação da casca de ovo, com o objetivo de retirar bactérias maléficas depositadas nas cascas dos ovos.

Desse modo, a professora Ana Angelita também ressalta a procura por alternativas que imunizam lesões intestinais nos frangos no desenvolvimento da produção avícola. "Por muito tempo se pregou a utilização de antibióticos na produção, que provou o surgimento de bactérias multi-resistentes. Nos últimos anos, o foco é encontrar métodos alternativos para combater essas as baterias que prejudicam o desenvolvimento da ave", explica a responsável pelo Laboratório.

O LMA também atua na análise de produtos direcionados para a melhoria do setor avícola. "No momento, realizamos testes de produtos direcionados para a indústria avícola. Por exemplo, a empresa tem um produto no mercado e quer avaliar a eficiência dele e com isso encaminha essa demanda para o nosso laboratório. Fazemos testes para demonstrar a eficiência, ou não, do produto".

O Laboratório da UEL tem como objetivo aprofundar os conhecimentos na área de medicina aviária, para incentivar o estudo das doenças que acometem as aves. O setor é espaço de pesquisa para alunos do curso de medicina veterinária, na área de doenças que afetam as aves. É uma equipe formada por estagiários, residentes e mestrandos, que trabalham na rotina do LMA, com recebimento de amostras e coleta de material sobre a supervisão da professora.

Produção - Mais de 150 mercados são importadores da carne de frango brasileira, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). As granjas contam com recursos tecnológicos em genética e manejo adequado, que garantem saltos produtivos, colocando o país como terceiro maior produtor mundial de carne de frango, com mais de 12 milhões de toneladas anuais.

A cadeia produtiva de carne de frango e ovos envolve tradição e qualidade, além de cuidados com a sanidade. Com isso, a professora Ana rebate o "mito" do uso de hormônios na produção da carne de frango. "Não existe emprego de nenhum hormônio durante a produção de carne, mas como o frango vai muito cedo (42 dias) para o abate às pessoas no geral ficam com esta impressão errada. O que é usado para melhorar a produção são o manejo nutricional e sanitário, aliado ao genético que seleciona os melhores animais para a produção. Eles realmente foram selecionados para ganhar peso em um período curto", explica a professora.

As indústrias e granjas brasileiras seguem rígidos protocolos sanitários, em meio ao ambiente técnico, de acordo com padrões estabelecidos pela legislação regulatória do setor e com respeito às normas de bem-estar animal. Toda a produção é acompanhada por complexo e detalhado programa do Ministério da Agricultura brasileiro, o Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), que avalia os autocontroles adotados pelas indústrias avícolas.

Conforme informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), um conjunto de fatores garantiram ao Brasil a consolidação como líder mundial nas exportações. Assim, segundo a professora Ana Angelita, os produtores adotam práticas para controlar o impacto de atividades junto às pessoas e ao meio-ambiente.

Guarda responsável de aves de estimação

O atendimento clínico de aves no Laboratório de Medicina Aviária ocorre duas vezes por semana, às segundas-feiras e quintas-feiras, das 8 ao meio dia. O serviço é pago e para receber atendimento é preciso primeiro dar entrada no Hospital Veterinário (HV). Em seguida a ave é encaminhada para o LMA.

O Laboratório começou realizar atendimento clínico para aves de estimação em janeiro deste ano. De acordo com a professora, a maior parte dos atendimentos é de animais que adoecem em decorrência da alimentação inadequada, já que as aves são frequentemente alimentadas apenas com sementes. Portanto, ela alerta que cuidados básicos são necessário para manter a ave de estimação.

A calopsita, por exemplo, considerada doméstica pela legislação ambiental brasileira, conquista cada vez mais admiradores devido à docilidade. Ana Angelita explica ainda que as elas são aves que se apegam aos seus donos e são extremamente interativas, divertidas e, em condições normais, sempre alegres e simpáticas. No geral, convivem bem com outras espécies e são facilmente adaptáveis, desde que possuam espaço adequado, inb e todas as suas necessidades atendidas.

A professora alerta que optar pela calopsita como animal de estimação é decisão séria. Pois, o responsável deve se comprometer com todas as exigências para uma vida saudável do animal. Então, antes de decidir se deve ou não ter uma calopsita, a professora Ana Angelita recomenda tomar algumas precauções:

Tenha certeza de que se comprometerá com um novo animal de estimação. As calopsitas podem viver até 25 anos e é preciso estar preparado para gastar com alimentação, instalações e consultas veterinárias.

As calopsitas são pássaros muito ativos, brincalhões, inteligentes e sentem a necessidade de interagir com seus donos, fora ou dentro de suas instalações. É fundamental que elas recebam toda a atenção necessária ou, caso contrário, podem apresentar comportamento agressivo.

Criança pode manusear a ave de maneira inadequada e assustá-la. Embora sejam pássaros dóceis, podem apresentar comportamento defensivo quando se manuseadas bruscamente.

Encontre instalação adequada para a calopsita. Cuidado com gaiolas que possuem espaçamento grande entre as grades. 

É necessário fornecer apenas sementes e rações adequadas o pássaro. A alimentação ideal das calopsitas é composta de diferentes sementes e ração especial para aves. Fornecer dieta balanceada é fundamental para garantir a boa saúde da ave, além de consultas veterinárias frequentes.


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