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16/05/2018  

Jornal Notícia 1.376

Agência UEL

        

Perspectivas históricas

UEL e Universidade de Coimbra firmam projeto inédito

Vamos todos cirandar!

Minicérebros impulsionam pesquisas de tratamento de autismo

"Era uma vez uma menina..."

Agenda

Pesquisa avalia nascentes da região

EDUEL

EXPEDIENTE

Perspectivas históricas


Os alunos participantes analisam as representações iconográficas apresentadas em sala de aula, leem livros, pesquisam bibliografia, discutem e produzem artigos

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

Todas as sextas-feiras, às 10 horas, um grupo de nove alunos do curso de Arquitetura se reúne com o professor Jorge Marão Carniel Miguel (Departamento de Arquitetura e Urbanismo), numa das salas de Multimeios do Centro de Tecnologia e Urbanismo, para analisar representações iconográficas medievais e renascentistas. O professor vem reunindo centenas de imagens para serem analisadas, dentro do projeto de ensino que coordena: "As técnicas da perspectiva arquitetônica: uma análise histórica".

O objetivo é justamente montar um acervo de imagens que mostram a evolução da perspectiva arquitetônica desde o Gótico, mas sem ignorar o que veio antes, com ênfase no Renascimento, que deu as bases para a arquitetura moderna. Organizadas cronologicamente, as imagens chegam até a fase atual da utilização de modelos digitais tridimensionais. Em termos de conteúdo, o projeto se liga à disciplina de Teoria e História da Arquitetura.

No projeto, os alunos participantes analisam as representações iconográficas apresentadas em sala de aula, leem livros, pesquisam bibliografia, discutem e produzem artigos a serem encaminhados a eventos científicos ou publicação. Arquitetos importantes, desde Brunelleschi até Le Courbusier, são vistos e analisados. Artefatos como o perspectógrafo e caixas de câmara escura também são conhecidos pelas imagens e estudados. Para o coordenador do projeto, professor Jorge Marão, um dos vários objetivos é justamente reforçar conceitos que os alunos levarão para a vida toda.

O projeto começou há um ano com quatro alunos, número que mais que dobrou. Atualmente, há alunos de duas turmas de 4º ano. O foco não se restringe às técnicas arquitetônicas, mas alcança a simbologia, ou seja, a ideia é entender o que a arquitetura representava e como ela fazia para efetivar tais representações.

Gestalt - Para isso, a fundamentação teórica e metodologia de apoio é a Gestalt. Esta teoria leva em conta a composição das formas em pontos, linhas, planos, volume, e como tais elementos afetam a percepção visual. Além disso, a abordagem histórica coloca cada imagem em sua própria época, e os conceitos são também etimologicamente conhecidos. Em sala, os alunos são divididos em grupos de três. Alguns reconhecem que, de início, gostavam menos da Idade Média, mas conhecê-la mais a fundo aumentou o interesse pelo período. Na verdade, eles entendem que existe uma continuidade no desenvolvimento da Arquitetura que passa por uma tradição e inovações. Trata-se, sob certo aspecto, de uma linguagem e, como tal, precisa ser bem conhecida para utilizá-la e, se for o caso, até rompê-la.
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UEL e Universidade de Coimbra firmam projeto inédito


"O conceito de risco está ligado ao da incerteza", afirma o professor Lúcio Cunha

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

O professor Lúcio Cunha, do Departamento de Geografia e Turismo da Universidade de Coimbra, esteve na UEL em abril para uma série de atividades acadêmicas, a convite do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UEL. Cunha, que também é coordenador do Grupo Dinâmicas da Natureza e Meio Ambiente do Centro de Estudos em Geografia e Planejamento Espacial, em Coimbra, foi membro de bancas de avaliação na Pós, ministrou aulas, participou de trabalhos de campo e se reuniu com professores da Pós.

O professor Cunha é o coordenador português do projeto FCT/CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). A FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) é uma agência pública nacional portuguesa de apoio à investigação em ciência, tecnologia e inovação, em todas as áreas do conhecimento. Ela existe há 20 anos e, no ano passado, lançou um edital para apoio a 10 projetos a serem desenvolvidos no biênio 2018-2019, fornecendo recursos para a mobilidade de pesquisadores. Dos 10 aprovados, somente um é do Paraná e somente um é da área de Geografia: o projeto "Paisagem e Território", ligado ao Programa de Pós-Graduação em Geografia da UEL.

De acordo com o coordenador do projeto "Paisagem e Território", professor Humberto Yamaki (Departamento de Arquitetura e Urbanismo), é um tema amplo e plural, que será desenvolvido por seis professores da UEL, todos do Programa de Pós-Graduação em Geografia, de forma interdisciplinar, envolvendo Arquitetura, Geografia, Geologia e Agronomia. A equipe portuguesa contará com sete professores da Universidade de Coimbra, também de várias áreas.

Yamaki informou que trabalha com a recriação e revitalização de locais atingidos por uma catástrofe. Este é apenas um dos miniprojetos que serão desenvolvidos, pois a ideia é que cada professor desenvolva os seus, dentro de suas linhas de pesquisa.

Para a professora Ideni Terezinha Antonello (Departamento de Geociências), vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia, a interdisciplinariedade é um dos pontos altos do projeto binacional. Outro é a possibilidade de intercâmbio entre a UEL e a Universidade de Coimbra, em mão dupla, pois tanto os pesquisadores portugueses virão ao Brasil, quanto os brasileiros irão para lá. Bolsas de Pós-Doutorado e Doutorado Sanduíche estão incluídas no projeto aprovado.

Já o coordenador da Pós, professor Pedro Vendrame (Departamento de Geociências), enfatizou que este convênio contribui muito com a internacionalização do Programa, o que tem sido uma exigência da CAPES para elevar ou manter uma nota alta na avaliação. "Em todos os sentidos, fortalece a Pós", salienta o professor.

De seu lado, o professor Lúcio Cunha também destaca o caráter interdisciplinar do projeto como fator principal de sucesso da proposta, assim como o fato de que os pesquisadores da UEL e de Coimbra já se conheciam, o que facilitou a comunicação entre as instituições.

Desastres - Lúcio Cunha é um pesquisador da Geomorfologia, um ramo da Geologia que estuda os relevos e sua evolução. Mais especificamente, estuda as relações entre a Natureza e as sociedades humanas, particularmente nas interações que envolvem riscos de desastres e os impactos deles derivados. "A Ciência do Risco é muito geográfica", observa o professor. Porém, não se restringe à Geografia. Fatores científicos e políticos contribuem, porque os desastres afetam não só os territórios, mas as pessoas, a economia, os patrimônios públicos e privados.

Entende-se como risco a probabilidade da ocorrência de fenômenos perigosos e danosos, com maior ou menor grau de perturbação, resultados de processos naturais ou intervenção humana, e que afetam as paisagens e as sociedades humanas. O impacto na sociedade sem dúvida é valorizado, pois um vulcão que entra em erupção numa ilha deserta aparentemente não oferece risco algum. Mas não necessariamente é assim, afinal, os sistemas ecológicos do planeta atuam entre si. Daí o interesse global no tema.

Vários elementos interferem no grau do risco de desastres: periculosidade, probabilidade, eventualidade, susceptibilidade e vulnerabilidade (de pessoas e bens). Uma questão que surge é se as pessoas colocam a si mesmas em condição vulnerável, por ocuparem áreas de risco. Para o professor, isso pode acontecer por ignorância, por confiança de que nada de ruim ocorrerá, falta de opção, mas também porque podem ser incentivadas a isto. Ele cita um caso em Coimbra, onde a construção de uma barragem gerou uma falsa sensação de segurança, e o poder público construiu casas e incentivou a ocupação de determinada área. A região foi se urbanizando, mas depois vieram as cheias. "Não há áreas de risco zero, assim como não há as de risco absoluto", sentencia Cunha.

Ações humanas - A intervenção humana tem alcance limitado, na avaliação do professor português. E lembra de um dito popular de pescadores de Portugal: "O mar não é ladrão. Ele só leva o que é dele". Ou seja, é preciso conhecer e respeitar as dinâmicas da Natureza. "Para preservar, é preciso entender os riscos, que afetam a alma e o bolso", brinca.

Segundo ele, as ações humanas não geram os grandes cataclismas, mas é possível aprender muito, inclusive sobre eles, com os pequenos eventos. "Devemos fazer isso, pois eles são mais fáceis de entender, e com eles criar teorias e práticas, mudar mentalidades e fazer uma educação ambiental formal e informal", afirma. Aí entram as universidades e os especialistas técnicos governamentais, entre outros agentes, capazes de orientar o uso racional dos recursos naturais, que são finitos, e reduzir os riscos de desastres.

O professor enfatiza que não existe grau de previsibilidade absoluto dos desastres. Toda previsão se baseia em "onde" e "quando". Cunha observa que o "onde" é fácil, pois se conhece as condições geográficas de cada local. Mas o "quando" é diferente. Portanto, sabe-se que tal lugar sofrerá um desastre, mas não exatamente quando, especialmente se depende de condições atmosféricas. Como dados meteorológicos possuem valor econômico, existe um interesse em fazer previsões, mas elas nunca serão absolutas. "O conceito de risco está ligado ao da incerteza", sintetiza o professor.
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Vamos todos cirandar!


?O ideal seria a escola proporcionar o espaço do brincar, de forma planejada, ou seja, com o professor fazendo o papel de orientador da brincadeira?, defende a profa. Cleide

PEDRO LIVORATTI

A valsa João e Maria, de Chico Buarque e Sivuca, de 1977, mostra poeticamente o fazer de conta, o imaginário e o espaço do brincar. Os versos fazem menção às brincadeiras tradicionais, que não estão mais presentes no dia a dia das crianças, como o pião, o bodoque e os personagens incorporados em cenas no quintal - o rei, a princesa, o cowboy. Demonstrar a importância do brincar na formação humana, bem como no ambiente escolar, é parte da proposta do projeto de extensão "Quintal da Infância: um tempo e um espaço para brincar", coordenado pela professora do Departamento de Educação da UEL, Cleide Vitor Mussini Batista. Nos últimos quatro anos o projeto ouviu relatos de 2 mil crianças de Educação Infantil e de anos iniciais e de mais de 550 professores.

Além de realizar entrevistas, a equipe do projeto promoveu cursos de extensão com temas como Psicomotricidade e Aprendizagem, Brincares da Criança, Oficinas de Jogos junto a educadores das redes Estadual e Municipal, beneficiando municípios da região de Londrina. Estas oficinas buscaram identificar o significado e a importância que os professores dão ao brincar, considerando a formação escolar e do sujeito.

O projeto conseguiu ainda realizar intervenções, como analisar os dados levantados nas pesquisas com professores e estudantes; promover a formação continuada de educadores com foco no brincar, além de elaborar alternativas para ampliar o repertório de atividades que possam favorecer o desenvolvimento das capacidades infantis. A professora Cleide constata que o brincar está hoje no periférico da escola, mascarado como atividade, e não como ementa ou conteúdo acadêmico nos cursos de Pedagogia ou nas licenciaturas.

Ela vai mais longe e defende a diferenciação entre brincar/brinquedo/brincadeira e jogo. Com base nos relatos de professores, ficou claro que não há compreensão clara sobre o desenvolvimento destas atividades, bem como não existe planejamento para a atividade lúdica no ambiente escolar. A professora esclarece que o brincar é desprovido da ação, mas é preciso intervenção, ou seja, incentivo para que os alunos desenvolvam a atividade do brincar de forma satisfatória.

"A criança precisa ter acesso ao simbólico, ao fazer de conta. Isto compromete a compreensão, que posteriormente pode afetar o código da escrita e a compreensão textual", afirma a professora. Isto significa dizer que a escola, mais do que alfabetizar, precisa formar o sujeito, daí a importância do brincar. Atividades correlacionadas como jogos auxiliam as crianças na absorção de regras, ao desenvolvimento da tolerância e da frustração.

Com a experiência de trabalhar também como psicanalista, a professora testemunha que as crianças hoje têm grande dificuldade para lidar com a frustração. Entre os casos comuns que chegam ao consultório estão crianças que apresentam agressividade, dificuldades de escolaridade, inclusive apresentando problemas motores, pela falta de vivência com o corpo, movimentos e atividades físicas que o brincar oferece.

"De modo geral as crianças não conseguem lidar com a frustração, elaborar lutos de perdas. Ela vai se tornar um adulto com sérias dificuldades para suportar o sofrimento e com grande ansiedade", atesta a professora, mencionando que o ideal é que as crianças vivam as chamadas quadras da vida, experimentando todas as fases, naturalmente.

Relatos - As entrevistas realizadas pela equipe do projeto demonstraram a importância na família no desenvolvimento infantil. Um dos relatos marcantes foi de uma criança que afirmou que a brincadeira de que mais gostava era a das cócegas, deixando transparecer a carência pelo afeto dos pais. Outro relato contundente partiu de outra criança que disse que os olhos dos pais brilhavam quando eles manuseavam o celular, mais do que a atenção dispensada ao filho. Os testemunhos também revelaram que as crianças de escolas localizadas nos Distritos de Londrina, na zona rural, tinham mais contato com as brincadeiras tradicionais como bola de gude, pipa, jogo de bets e carrinho de rolimã.

Com base nesta experiência, a professora sustenta que o ideal seria a escola proporcionar o espaço do brincar, de forma planejada, ou seja, com o professor fazendo o papel de orientador da brincadeira. "É preciso fazer o empréstimo do imaginário, sustentar isto, propiciar elementos para enriquecer", afirma a professora, acrescentando que crianças que apresentam transtornos não armam cena, não aceitam criar metáforas. Para ela o brincar remete ao faz de conta, a experimentar vivências. Ou como define o compositor Chico Buarque, na letra de João e Maria, relatando aventuras de heróis cheios de coragem, que enfrentavam batalhões, alemães e seus canhões, no faz de conta pra lá do quintal em uma noite que não tem fim. Os versos relatam o que a ciência comprova.
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Minicérebros impulsionam pesquisas de tratamento de autismo


Nosso objetivo hoje, a curto e médio prazo, é melhorar a qualidade de vida do paciente e melhorar todos os sintomas que atrapalham o desenvolvimento da criança e que a tiram da inserção social?, defende Priscila Negraes

BIA BOTELHO

Uma pesquisa promissora na área de Neurociência e células-tronco com foco no autismo em crianças tem sido desenvolvida pela bióloga Priscila Davidson Negraes, na Universidade da Califórnia (Estados Unidos). Graduada e mestre pela UEL, a pesquisadora esteve na Universidade no início do mês para palestra no Centro de Ciências Biológicas sobre o trabalho realizado juntamente com a equipe do Project Scientist do Sanford Consortium for Regenerative Medicine.

A pesquisa consiste em buscar formas de tratamento para o autismo. Para isso, o grupo desenvolveu um minicérebro humano, um modelo que permite mimetizar, numa escala muito pequena, o que acontece durante o desenvolvimento do córtex humano. "A gente consegue fazer numa plaquinha com que os estágios do desenvolvimento se estabeleçam para tentar entender em que momento aquela alteração de fato contribui para os sintomas da doença", explica a cientista.

Para criar o minicérebro, os cientistas retiram células da pele da criança ou da polpa do dente de leite, expandem-nas em laboratório, fazem uma reprogramação celular e formam as chamadas células-tronco pluripotentes induzidas (IPSCS), ou seja, células maduras que voltam a ser células-tronco. Então condicionam o ambiente e direcionam essas células para serem neurônios do córtex cerebral. "O que era pele vira célula-tronco e a gente faz virar neurônio com a bagagem genética do próprio paciente", resume.

O processo demora de 4 a 6 meses, conta a pesquisadora, que explica ainda que consegue manter o modelo vivo por até dois anos. Ela afirma que os minicérebros possuem entre 1 e 2 milímetros, menores que a cabeça de um alfinete, e possuem a mesma aparência do cérebro, com as seis camadas vistas no córtex cerebral.

Na pesquisa, os modelos são colocados numa plaquinha que simula o que é feito num eletroencefalograma (EEG). Priscila conta que essa placa possui diversos eletrodos, que captam a comunicação entre os neurônios. "Conseguimos atingir um grau de atividade tão robusto que permite comparar a atividade in vitro do minicérebro com um EEG de uma criança", afirma.

Diferencial - A pesquisadora explica o diferencial realizado nas pesquisas na Califórnia. ?Todos que trabalham com modelagem de doenças usando minicérebros focam nos aspectos celulares e moleculares. O grande diferencial do nosso trabalho é que a gente deu um foco mais funcional, analisando se as células estão funcionando como deveriam, porque o objetivo final é fazer um tratamento personalizado. Então, antes de dar uma droga para o paciente a gente testaria nos minicérebros, veria se aquela droga seria efetiva para o paciente e aí sim entraria com uma terapia. Porque um medicamento não resolve para todo mundo, cada um tem sua particularidade?, avalia.

Essa técnica de utilização de minicérebros foi criada em 2012. Na ocasião, era feito um minicérebro com todas as regiões cerebrais, cada um era diferente e sem o controle do que estavam gerando, segundo Priscila. "Nosso grupo focou no desenvolvimento do córtex, porque é nossa região de interesse. Já é sabido que ele está comprometido no autismo e é extremamente importante para cognição, memória e comunicação".

Autismo - A pesquisadora conta que o autismo é uma condição neurológica que afeta 1 a cada 54 meninos nos EUA. A definição tem mudado nos últimos anos e, segundo ela, é uma condição na qual o indivíduo tem limitações para sociabilização, comunicação e, muitas vezes, reflete em retardo mental ou atraso no desenvolvimento.

Ela diz que o autismo apresenta diferentes fases e graus de severidade. Os estudos realizados são focados no idiopático, em que não se sabe de fato a causa definida, e no sindrômico, no qual se sabe exatamente qual o gene alterado. As causas para o desenvolvimento são genéticas ou condicionadas ao ambiente e, apesar da grande recorrência, ainda não há cura, nem tratamento adequado.

Nesses anos de trabalho, já fizeram modelagem de vários modelos para diferentes tipos de autismo sindrômico e idiopático, identificaram as alterações, algumas drogas possíveis de reverter as alterações, e estão fazendo validações in vivo, em camundongos. A pesquisa está na fase de triagem de drogas com potencial terapêutico, já utilizadas para outras alterações neurológicas.

"A gente quer a cura. Esse é nosso objetivo final. Mas sabemos que não é tão simples assim, principalmente com o autismo, uma doença tão complexa. Nosso objetivo hoje, a curto e médio prazo, é melhorar a qualidade de vida do paciente e melhorar todos os sintomas que atrapalham o desenvolvimento da criança e que a tiram da inserção social", defende a cientista.

Ética - Priscila reconhece os impasses gerados pela pesquisa e as discussões que trazem e podem trazer futuramente. Segundo ela, essa pode ser a solução para o debate em torno da utilização de embriões em pesquisas, porque permite usar o tecido do próprio paciente.

Porém há ainda outros pontos. "Há uma outra discussão clínica: como ele vai se encaixar? Para um medicamento ir para o mercado, ele precisa passar por estudo em animal. Mas o animal, embora seja importante, tem fisiologia diferente do humano, e o minicerébro já é humano", observa.

Segundo Priscila, haverá ainda mais discussões éticas sobre esse tipo de pesquisa, porque até hoje somente quatro grupos no mundo trabalham com minicérebro e já existem outros que realizam pesquisas com miniórgãos, como olho, coração e fígado.

Trajetória - Priscila Negraes se formou em Ciências Biológicas na UEL em 2001. Tem Mestrado em Genética e Melhoramento também pela UEL e Doutorado em Genética pela UNESP (Botucatu), além de Pós-doutorado em Neurociências e Células-tronco pela USP. Ela atuou na área de Genética, Epigenética, Células-tronco e Neurociências, realizando pesquisas principalmente nas áreas de cultivo celular, biologia celular e molecular, diferenciação neural de células-tronco embrionárias.

O mais recente trabalho da pesquisadora é o livro "Trabalhando com células-tronco", ou no original, "Working with Stem Cells", publicado em parceria com o também pesquisador alemão, Henning Ulrich.

Desde 2012, é cientista de projeto Universidade da Califórnia e atua na modelagem de doenças neurológicas. "Eu gosto muito do que faço e pretendo continuar pesquisando por toda a vida. Tenho um contato muito grande com famílias, conheço muitos pacientes e isso motiva muito a gente ainda a cada dia levantar e pesquisar para recuperar e ajudar a vida daquelas crianças", afirma.
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"Era uma vez uma menina..."


Juraci buscou inspiração em autores infantis consagrados como Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ziraldo e os irmãos Grimm

PEDRO LIVORATTI

A Técnica em Assuntos Universitários da UEL, Juraci Gatto Locateli, está lançando seu primeiro livro infantil, "Era uma vez uma menina", uma autobiografia que tem o objetivo de incentivar novos leitores a descobrirem o universo da literatura e do conhecimento. O livro tem ilustração do designer Mário Nakano, ex-estudante da UEL, e retrata parte da infância de Juraci, no sítio da família, na Vila Oriental, município de Pérola, no noroeste do Paraná. A publicação sai pela EDUEL, com tiragem de 190 exemplares.

Segundo a autora, o livro é paradidático e representa o resultado de pesquisa realizada por Juraci no início dos anos 2000, realizada durante a Especialização em Lazer na área da Educação Lúdica. O estudo foi feito na Ludoteca da UEL, observando as crianças que frequentavam o lugar. Juraci observou que apenas uma criança mantinha o hábito de emprestar os livros infantis.

A partir desta constatação, ela começou a incentivar os pequenos contando histórias e incentivando a leitura dos livros. Ao final de uma semana, outras crianças começaram a buscar a prateleira, demonstrando interesse pela leitura. "A literatura é um lazer e as crianças hoje são obrigadas a ler, sem qualquer prazer. Impor o hábito não funciona", defende.

A inspiração para contar histórias veio do avô, sr. José Amado, que gostava de contar casos para a neta. A partir daí ela despertou o interesse por histórias e livros. Para chegar ao resultado final, Juraci também buscou inspiração em autores infantis consagrados como Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ziraldo e os irmãos Grimm. A escritora lembra que o texto do livro representa a introdução do seu Trabalho de Conclusão da Especialização, que chamou atenção da orientadora, a professora Cleide Vítor Batista, do Departamento de Educação.

Biografia - A história é contada em primeira pessoa, com Juraci relatando memórias da infância. A menina gostava dos brinquedos feito à mão, bonecas confeccionadas com espiga de milho. Carretéis de linha viravam brinquedo, assim como latas e até biscoitos. Pedras também se transformavam em dados e até o chão de barro representava um painel para desenhar.

Os desenhos assinados por Mário Nakano dão vida às letras e conseguem levar o leitor ao cenário do sítio na Vila Oriental, no noroeste do Paraná. Para a autora, o resultado final surpreendeu, considerando a qualidade do papel e da impressão e a diagramação. Ela estima que os desenhos, com traços precisos e competentes, garantem metade do conteúdo transmitido pela história.

Prestes a se aposentar na Universidade, onde trabalha desde 1982, a servidora pretende apostar na carreira de escritora infanto-juvenil, além de investir no universo da fotografia, que tem como hobby, e na arte de contadora de histórias. Atualmente ela faz um trabalho voluntário, no Departamento Infantil da Igreja que frequenta. Juraci já tem concluído um segundo livro que tem o título provisório "Nascem as cores". Nesta história ela volta a revelar um pouco da inquietação que tinha quando criança. Muito curiosa, ela se questionava o porquê dos tons das flores, plantas, paisagens. Esta teoria consta do livro, que ela prefere não revelar antes da publicação.

Editora e Proex lançam Eduel Social

Com o objetivo de facilitar o acesso da comunidade universitária à produção editorial da UEL, a Editora da UEL e a Pró-reitoria de Extensão (PROEX) fizeram o pré-lançamento do EDUEL Social. O projeto visa disponibilizar aos estudantes, técnicos e professores os livros da EDUEL de forma subsidiada.

Aos estudantes serão concedidos descontos com base na avaliação econômica e social. Alunos atendidos pelos programas do Serviço de Bem Estar à Comunidade (SEBEC) terão as maiores faixas de desconto - 100% (e-books) e 50% (livros impressos). A avaliação socioeconômica será conduzida pelo SEBEC, com o uso de dados da Pró-Reitoria de Recursos Humanos.

Conforme divulgou a direção da EDUEL, para marcar o pré-lançamento do Eduel Social, até o final de abril foram concedidos os seguintes descontos: estudantes 90%, técnicos e professores 80% para compra de e-books e estudantes 45% de desconto, técnicos e professores 35% na aquisição de livros impressos.

As condições especiais são válidas para integrantes da comunidade interna, sendo que é necessário o envio dos seguintes dados pessoais para o e-mail eduelsocial@eduel.com.br: nome completo, CPF, número de matrícula ou número da chapa funcional, além do título do livro, autor, ISBN, formato do livro (impresso ou e-book).

Feita a solicitação, a equipe da EDUEL responderá ao e-mail com um Código Promocional e com as instruções para a efetivação da compra. Como a expedição do Código Promocional é feita pelos parceiros comerciais da EDUEL, o prazo de envio pode ser de uma a duas semanas.

O livro impresso será comercializado, a partir das condições especiais de pré-lançamento do Projeto EDUEL Social, exclusivamente, na Livraria da EDUEL, mediante apresentação de documento comprobatório, com foto, de vínculo com a UEL.
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Agenda

Ultrassonografia em equinos
A Residência de Grandes Animais e Hospital Veterinário da UEL promove, de 8 a 10 de junho, um curso teórico-prático de Ultrassonografia em Eqüinos. As inscrições podem ser feitas no endereço www.fauel.org.br/concurso/inscricao/?ativo=136.
O curso será realizado na Sala de Pós-graduação do Centro de Ciências Agrárias e no Hospital Veterinário. As atividades serão ministradas pela médica veterinária Gabriela Ferreira de Campos e pelo professor do curso de Medicina Veterinária da Universidade Norte do Paraná, Pedro Henrique de Carvalho. A programação completa está no endereço www.fb.com/events/1779593265668182/.
Mais informações pelo telefone (43) 3371-4671.

V SIMCARNE
Estão abertas as inscrições para o V Simpósio de Qualidade da Carne (SIMCARNE), organizado pelo Grupo de Pesquisa e Análise de Carne (GPAC) e pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal. O evento será realizado nos dias 19 e 20 de junho, no Anfiteatro do PDE (Campus), com palestras de professores e profissionais renomados da área. As inscrições podem ser feitas até 18 de junho pelo endereço www.uel.br/eventos/simcarne.
O Simpósio terá como tema a ?Carne Suína - proteína mundial?, destacando as áreas de produção, inovação e tecnologia, além dos diversos setores da cadeia produtiva. O Simpósio conta com apoio do Governo estadual, Fundação Araucária, Pró-reitoria de Extensão (PROEX) e Capes. A programação completa está disponível no endereço www.uel.br/eventos/simcarne.

Políticas Públicas
O programa de extensão Juventude pelo Bairro da UEL promove o 1º Simpósio Políticas Públicas e Vulnerabilidade Socioespacial, nos dias 2 e 3 de julho. As inscrições de trabalhos devem ser feitas até 4 de junho, e até 25 de junho para participação, pelo endereço http://www2.uel.br/eventos/simpov.
O tema central é ?Reflexões interdisciplinares dos direitos da juventude?. Serão ao todo três diferentes eixos: Juventude, Territorialidade e Direito à Cidade, Comunicação e Juventude, Políticas Sociais Públicas para os jovens. Os eixos são destinados a projetos de pesquisa e extensão, grupos de pesquisa, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, profissionais vinculados ao campo das políticas sociais voltadas para a juventude, além de representantes de lutas e movimentos sociais com interesse na temática do direito da criança e do adolescente e interessados em geral.
Mais informações pelo telefone 3371-4323 ou e-mail projetojuventudeuel@gmail.com.

Origem da vida
Será realizado, de 11 a 18 de agosto, na sala 201 do Centro de Ciências Biológicas, o curso ?Concepções Sobre Origem e Evolução da Vida II?. As inscrições podem ser feitas até o dia 6 de agosto no endereço https://www.sistemasweb.uel.br.
O curso é dirigido a professores, estudantes de graduação e a comunidade em geral, e as aulas serão ministradas pelos professores Mariana de Andrade e Glaura Fernandes e Rogério de Souza (Departamento de Biologia Geral), e o professor Dimas Zaia, (Departamento de Química).
Mais informações pelos e-mails rogfs@uel.br e damzaia@uel.br.
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Pesquisa avalia nascentes da região


Alba Lucia Cavalheiro pesquisou 11 nascentes

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

A tese da bióloga Alba Lúcia Cavalheiro, formada pela UEL, e intitulada "Florestas ripárias e qualidade da água em nascentes no norte do Paraná, Brasil", representa uma oportunidade de aprofundar os estudos sobre a importância das matas ciliares (ou ribeirinhas) na região, predominantemente agrícola. Em parceria com a professora Maria Josefa Santos Yabe, do Departamento de Química da UEL, ela pesquisou 11 nascentes num raio de 30km do Campus da UEL, levando em conta diversos fatores, como a largura e a qualidade da mata ciliar. Das 11 áreas, 3 apresentam grande cobertura, como uma dentro da Mata dos Godoy, um parque estadual com cerca de 675 hectares, e uma das últimas reservas naturais de mata nativa do norte do Paraná. Na outra ponta, áreas e uma propriedade sem qualquer cobertura vegetal.

Para Alba, os 30 metros de mata ciliar exigidos por lei (Código Florestal, Lei 12.651/12) não são suficientes para manter a qualidade da água na região. Faixas muito estreitas de floresta acarrentam em perda de solo e alterações na composição química da água, por exemplo. O professor José Marcelo Domingues Torezan (Departamento de Biologia Animal e Vegetal), orientador da tese, lembra que, embora a fauna não tenha sido objeto de estudo, sabe-se que ela é importante, já que pode ser indicadora da qualidade da água. "São ramos da pesquisa ainda a explorar", comenta. Alba enfatiza que a mata ciliar estabelece a conexão entre os ambientes aquático e terrestre, que interfere na qualidade da água. ?Limitar a mata implica em prejuízo ecológico?, resume.
Prof. José Marcelo Torezan: ?São ramos da pesquisa ainda a explorar?,

A maior parte dos riachos pesquisados fica em propriedades rurais, portanto a intervenção humana é um fator levado em consideração. As boas práticas agrícolas, o adequado manejo de solo, como a adoção de curvas de nível, contribuem para a preservação do ecossistema, à medida que ajuda a evitar erosão, desbarrancamentos e deslizamentos de terra para dentro dos rios provocados por chuvas.

As chuvas são um componente com certa imprevisibilidade, mas é sabido que as matas ciliares sofrem com um grande volume num curto período, assim como com uma estiagem prolongada. Muita chuva foi justamente o que Alba encontrou no período de coleta de suas 5 amostragens, entre agosto de 2015 e setembro de 2016. O ano de 2015 foi atípico em Londrina, assim como janeiro e fevereiro de 2016. O resultado foi que muitos rios mudaram. Mudaram com relação à posição das nascentes e ao leito, formaram-se áreas de água parada, houve deslizamentos nas margens e faixas de matas se perderam. ?Com esses eventos extremos, decorrentes das mudanças climáticas, o estudo ficou mais interessante ainda?, comentou Alba.

Outro ponto que chamou a atenção da pesquisadora foi o contrassenso entre o uso que se faz das nascentes, com vários pontos de captação de água e minirrepresas, e a pouca ou nenhuma importância e falta de cuidados que se destina a elas.

Para a bióloga, a tese acrescenta uma linha de pesquisa ao Labre (Laboratório de Biodiversidade e Restauração de Ecossistemas), referência em pesquisas sobre restauração florestal. ?É pôr o pé na água mesmo?, brinca, enquanto reforça a conexão entre a mata e os rios: ?e a mata vistas pelo rio?. Para o professor José Marcelo, ao avaliar uma das dimensões da floresta, a tese se articula perfeitamente com o PELD (Programa de Estudos de Longa Duração), por meio do Manp (estudo da Mata Atlântica do Norte do Paraná), especificamente a Mata dos Godoy.

Projeto ? A tese de Alba, defendida no último dia 19, integra as atividades do projeto de pesquisa "Qualidade da água em nascentes e riachos de primeira ordem em uma paisagem agrícola: impactos da faixa de preservação permanente", coordenado pelo professor José Marcelo. O projeto nasceu há cinco anos, a partir de questões ligadas à reforma do Código Florestal (de 1965), cujas discussões no Congresso Nacional desconsideraram muitos estudos realizados por entidades científicas. As pesquisas avançaram no Brasil depois da reforma (2012) e o projeto se dedicou à análise da realidade local, através do LABRE, ligado ao BAV.

O projeto investigou a influência da largura da faixa da mata ciliar sobre a qualidade da água em nascentes e riachos de primeira ordem (ainda não unido a outro) da região, onde predomina o cultivo de soja, milho e trigo. Foram 11 riachos estudados, dos quais 3 em floresta e 8 em larguras que variam de zero a 100 metros. A cobertura vegetal foi pesquisada em vários pontos do curso d?água, onde foram avaliados fatores como temperatura, nível de oxigênio, pH, condutividade elétrica, e concentração de fosfato e nitrato. Largura, profundidade, vazão média e tipo de leito também foram levados em conta. Com isso, o projeto objetivou melhorar o conhecimento sobre a capacidade da vegetação ribeirinha de regular fluxos terra-água e incorporar sedimentos e nutrientes vindos da prática agrícola, assim como subsidiar políticas de conservação e restauração ecológica das áreas de preservação permanente.
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EDUEL

PRATELEIRA

Aprendendo na pele
Autoria: Carlos Fonseca
R$ 35,00

É poesia pura o que a gente aprende na pele lendo esta história infantil para os pais lerem para os filhos e história adulta para os filhos lerem para os pais. É aí que leitoras e leitores são convidados não só a refletir, mas também a sentir na pele, as palavras de Humberto Maturana, pensador chileno contemporâneo: "Por isso digo que o amor é a emoção que funda o social. Sem a aceitação do outro na convivência (eis o amor), não há fenômeno social". Precisamos de uma história amorosa assim, que nos ensina a acariciar a pele do Outro, nosso semelhante. Carlos Fonseca nos estende a mão e nos convida a este gesto.

De figura feminina? Os perfis da mulher na obra de Moacyr Scliar
Autoria: Celina Oliveira Barbosa Gomes, Sonia Pascolati e Vicentônio Regis do Nascimento Silva
R$ 30,00

Este livro é fruto de trabalho exaustivo realizado nos últimos quatro anos por especialistas em Literatura que, aceitando o desafio, aplicaram as mais diferentes teorias e metodologias para analisar as personagens femininas do universo ficcional de Moacyr Scliar (1937-2011). Emancipada ou subordinada, inteligente ou ingênua, jovem ou experiente, ousada ou medrosa, articulada ou desequilibrada, rica ou pobre, religiosa ou agnóstica, cada personagem do escritor gaúcho redimensiona seu e sua realidade, reconstruindo percursos e estratégias de enfrentamento do domínio simbólico masculino.

Era uma vez uma menina
Autoria: Juraci Gatto Locateli
R$ 35,00

O livro narra as brincadeiras de uma menina que se diverte com brinquedos antigos, artesanais ou fazendo seus próprios brinquedos, mostrando a sua natureza criativa.

Estes e outros títulos podem ser adquiridos na Livraria EDUEL.
Mais informações, pelo telefone 3371-4691. Ou pelo e-mail - livraria-uel@uel.br

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EXPEDIENTE


Publicação semanal da Universidade Estadual de Londrina
Reitora: Profª Drª Berenice Quinzani Jordão
Vice-Reitor: Prof. Dr. Ludoviko Carnasciali dos Santos
Editado pela Coordenadoria de Comunicação Social - COM
Coordenadora da COM: Ligia Barroso
Editor: José de Arimatheía
Fotógrafos: Gilberto Abelha e Daniel Procópio
Jornalista Diagramador: Moacir Ferri - (MTb-3277 PR)
Jornalista Diagramador e Editor eletrônico: Nadir Chaiben (MTb 3521-PR)
Endereço: UEL - Campus Universitário - Caixa Postal 6001 - CEP 86051-990 - Londrina - Paraná - Página na Internet: www.uel.br
COM: Fone (43) 3371-4361 - 3371-4115 - Fax 3328-4593 (redação)
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