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08/11/2017  

Jornal Notícia 1.369

Agência UEL

        

Os "scrittori" da Pequena Londres

Educação como direito, não mercadoria

Nanotecnologia em favor da Medicina

Projetos ensinam robótica para alunos de colégios estaduais

Pesquisa sobre dor é premiada pela Capes

Agenda

Ciências Biológicas completa 45 anos

EDUEL

EXPEDIENTE

Os "scrittori" da Pequena Londres

MÁRCIA RORATO*

Formada durante o início da colonização por cerca de 33 diferentes etnias, Londrina foi reconhecida naquele período como a "Cidade de braços abertos/a todos aqueles de Pátrias distantes, que aqui confiantes/seu lar construíram...", conforme consta na letra do seu próprio Hino, composto por Francisco Pereira Almeida Junior e musicado por Andrea Nuzzi, reconhecido maestro italiano que aqui se fixou, em 1957, e teve uma relevante atuação para o desenvolvimento da música na cidade e região.

Os italianos e seus descendentes chegaram na cidade logo após os imigrantes e migrantes de origem japonesa, porém em maior número em relação a eles e aos vários outros grupos étnicos que aqui se radicaram em busca de melhores condições de vida e realização do sonho de tornar-se proprietários do seu próprio quinhão de terra.

Tais dados foram abordados pelo projeto de pesquisa Cultivos literários italianos e seus descendentes na ?Terra Rossa? de Londrina e região, que nasceu em 2015. Com pesquisas realizadas desde o mestrado, em 1994, sobre a presença italiana na literatura paulista, o objetivo é destacar a participação do italiano na literatura local, assim como nas áreas ligadas à cultura e artes em geral. Voltada aos estudos literários e ensino da língua e cultura italiana na instituição há, aproximadamente, vinte anos, o projeto buscou indagar a relevância da contribuição dos italianos para o desenvolvimento, sobretudo, das letras em Londrina e região.

É comum a ênfase à forte ligação dos italianos ao meio rural, relacionado principalmente ao cultivo do café; no entanto, deve-se levar em conta também a sua significativa atuação em atividades desenvolvidas nos centros urbanos da região, nas mais variadas profissões e, particularmente, nas áreas referentes às letras e artes.

Por isso, o projeto visa destacar tais áreas, considerando que se trata de ?um trabalho inicial, que procura ressaltar a presença dessa etnia na cidade de Londrina e região, com foco dirigido à sua produção literária em sentido amplo, abrangendo inclusive as atividades jornalística, cinematográfica, musical, fotográfica, entre outras desenvolvidas por esse grupo?, conforme esclarece Marcia.

O projeto fez um recorte, inicialmente, entre as décadas de 30 a 70 e, posteriormente, passará a abordar produções atuais já reconhecidas no meio artístico-literário da cidade. O trabalho de maior relevância destacado no período inicial de abrangência do projeto refere-se ao primeiro romance publicado em Londrina, Escândalos da Província, escrito pelo neto de italianos, Edison Maschio, em 1959, e reeditado em 2011 por Tony Hara e Marcos Losnak.

Na atualidade, destacam-se vários artistas e escritores londrinenses oriundos de famílias italianas, inclusive de grande relevância na literatura nacional, como Márcio Américo, artista versátil, que além de ser poeta, é também ator comediante, redator, dramaturgo e roteirista. Assim como, Mário Bortolotto, considerado um dos dramaturgos mais influentes do país, José Maschio (o Ganchão), reconhecido escritor e premiado repórter jornalístico, que atuou na grande mídia nacional e Domingos Pellegrini, considerado o maior escritor londrinense, autor de dezenas de obras e vencedor por duas vezes do Prêmio Jabuti.

No gênero epistolar, foram encontradas correspondências escritas em língua italiana por Costanza e sua filha, Amelia Foggia, para os irmãos na Itália, Maria e Alessandro Benzi, junto ao acervo pertencente à família do revolucionário líder dos carroceiros de Londrina, o italiano Filippo Foggia, que teve uma grande força política em Londrina, sendo responsável pela fundação da primeira entidade trabalhista da cidade, a União dos trabalhadores de Londrina.

A história da imprensa também é marcada pela presença de descendentes italianos, vários periódicos foram criados ou contaram com a contribuição deles em sua direção ou edição, como é o caso do Correio Paranaense, dirigido por Mario Fuganti e Pedro Vergara, O Repórter, que teve como diretor Renato Melito e a própria Folha de Londrina fundada, em 1947, por João Milanez.

Na empreita cinematográfica a presença de italianos surgiu em meados de 1945, quando cineastas como, Renato Melito, Orlando Vicentini e Raul Zanketi realizaram uma série de produções importantes que captaram as primeiras imagens de Londrina, no período da corrida em direção ao ?ouro verde?, além de terem criado, posteriormente, filmes de ficção sobre a cidade.

Outra forma de expressão artística abrangida pelo projeto é a fotografia produzida pelas bem focadas lentes do descendente italiano fotógrafo autodidata de reconhecido talento e capacidade criativa, José Juliani, que também retratou os primeiros tempos da colonização da cidade.

Nas artes plásticas encontra-se uma forte representante, Vany Maschio Teixeira, conceituada pintora e escultora, aluna de gravura em metal de Paulo Menten, considerado o grande mestre da gravura na região, falecido recentemente. Desde o início da sua carreira, já participou de, aproximadamente, vinte exposições e suas obras integram os acervos da antiga sede do Banestado em Curitiba, da Viação Garcia e da Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, na Vila da Fraternidade, em Londrina.

Considerado um projeto interdisciplinar, que reúne pesquisas, sobretudo na área da História, o trabalho contou, inicialmente, com a colaboração de Edson J. Holtz Leme, diretor do Sistema de Arquivos da UEL (SAUEL) e da historiadora Cacilda Maesima; além dos estudantes de graduação, Raaphael S. Menten, Gustavo Vendrameto, Carolline Cabrera e, como voluntária, a professora napolitana Chiara Cuozzo, recentemente vinculada ao Programa Idiomas Sem Fronteiras.

Trabalhos como este podem contribuir para o reconhecimento da significativa atuação dos imigrantes italianos e seus descendentes na área das letras e artes nas sociedades de Londrina e região, além de colaborar para a preservação da identidade e da memória literária, histórica e cultural dessa expressiva comunidade de presença marcante até os dias de hoje nessa região.

*Professora do Departamento de Letras Estrangeiras Modernas e coordenadora do projeto Cultivos literários italianos e seus descendentes na "Terra Rossa" de Londrina e região
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Educação como direito, não mercadoria


Francisco Tamarit participou de um encontro com educadores, no Centro de Educação, Comunicação e Artes, e proferiu palestra com o tema "O centenário da Reforma Universitária de Córdoba e a Reforma Universitária".

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

O professor Francisco Tamarit, ex-reitor da Universidade de Córdoba (Argentina), esteve na UEL no dia 31 de outubro para uma série de atividades, dentro de uma sequência de visitas a instituições de ensino superior latino americanas que ele vem fazendo, como preparação para a Conferência Regional de Educação Superior (CRES2018), que será em Córdoba, em junho do ano que vem.

A UEL entrou no roteiro do professor Francisco porque a reitora da UEL, Berenice Quinzani Jordão, preside a Red Zicosur Universitária, que se uniu às demais instituições e organizações comprometidas com objetivos comuns e vai apresentar contribuições aos temas a serem debatidos na CRES2018. Para Tamarit, é essencial promover uma integração entre os países da região, tendo como princípio inegociável que a educação é a chave para o desenvolvimento dos povos, é um dever dos Estados e um direito de todos, e jamais deve ser objeto de mercantilização, como já ocorre em alguns países, como EUA e Canadá. "A educação é um bem público e social, um direito e responsabilidade dos Estados, e não uma commodity", afirma.

Francisco Tamarit participou de um encontro com educadores, no Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), à tarde, e proferiu palestra à noite com o tema "O centenário da Reforma Universitária de Córdoba e a Reforma Universitária". O movimento reformista de junho de 1918 marcou a História, quando os estudantes da Universidade de Córdoba se organizaram e exigiram mudanças profundas na instituição, presa a vícios cristalizados, dogmatismo e autoritarismo, e defenderam a modernização do Ensino Superior, com maior participação dos universitários nas decisões e criando uma verdadeira identidade latino americana para as instituições. "Os estudantes são atores importantes e devem compartilhar a gestão das universidades, participando de conselhos e diretórios. É assim que as universidades caminham", diz Tamarit, que lembra que os alunos também participam da organização e da realização da CRES.

Entre uma atividade e outra, Tamarit foi recebido na Reitoria por professores e dirigentes da UEL das áreas de graduação, pesquisa e pós-graduação, educação, planejamento e avaliação acadêmica, de relações internacionais. Além do Centenário da Reforma de Córdoba, o tema do encontro foi a participação da UEL como instituição parceira na realização da CRES2018. A conferência do próximo ano vai comemorar o centenário do movimento reformista, inspirada pelo passado e com os olhos voltados para o futuro, ao discutir o panorama da Educação Superior na América Latina e Caribe, em preparação à Conferência Mundial da Unesco sobre Ensino Superior, que ocorrerá em Paris, em 2019.

Desafios - Na avaliação do professor, são muitos os desafios. Garantir a educação superior como direito é um deles, resistindo à pressão mercantilizadora. Também melhorar o acesso, corrigir distorções nos sistemas, assegurar a qualidade de ensino, ser sustentável, reforçar os vínculos das instituições com as sociedades locais, defender a diversidade cultural e as minorias pouco representadas (como os indígenas e campesinato), enriquecer a vida dos estudantes e da sociedade e promover a articulação e integração entre as instituições de ensino. Igualmente, é preciso fortalecer as redes (como a Zicosur), articular políticas acadêmicas e públicas, levar em conta particularidades locais, dividir conhecimento, repensar o processo de aprendizagem (mais centrado no estudante) para formar alunos críticos e produtivos. Para Francisco Tamarit, os problemas da sociedade não serão resolvidos sem as instituições de Ensino Superior.

O ex-reitor da Universidade de Córdoba disse que a América Latina tem cerca de 15 mil instituições de ensino superior e que a CRES, com seus eixos temáticos, é o grande debate sobre o tema no continente. Os eixos temáticos são: A Educação Superior de frente com os desafios sociais da América Latina e Caribe; Educação Superior, Internacionalização e integração regional da AL e Caribe; Educação Superior, diversidade cultural e interculturalidade na AL; Cem anos da Reforma Universitária de Córdoba: um novo manifesto da Educação Latino Americana. A CRES2018 é uma realização do Instituto Internacional das Nações Unidas para a Educação Superior na América Latina e Caribe (IESALC), Conselho Interuniversitário Nacional (CIN), Secretaria de Políticas Universitárias do Ministério da Educação da Argentina e Universidade Nacional de Córdoba (UNC).
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Nanotecnologia em favor da Medicina


"O mais importante é que chegamos ao Canadá com conhecimento e um serviço a oferecer", conta o professor Cesar Ticher sobre seus estudos no exterior

LARISSA PIAUÍ

Para a maioria das pessoas, a celulose é associada à fabricação de papel. No entanto, o professor Cesar Tischer, do Departamento de Bioquímica e Biotecnologia do Centro de Ciências Exatas, vai muito além dessa concepção comum. O pesquisador usa a estrutura da celulose bacteriana para desenvolver métodos mais novos e acessíveis, da chamada medicina regenerativa, que colabora para reconstruir o corpo humano.

O experimento de Tischer consiste em remover as células da madeira até sobrar apenas a sua estrutura de celulose. Existente na maioria dos vegetais e de característica fibrosa, a celulose é responsável pela rigidez e firmeza das plantas e não é digerida pelos seres humanos. O isolamento das estruturas da celulose é realizado com o uso de nanotecnologia avançada e proporciona mapeamento de todas as informações necessárias para uma análise completa, capaz de prever novas funcionalidades e as respostas que as estruturas podem fornecer na substituição de tecido.

O isolamento das estruturas da celulose proporciona sua dissolução. "Dissolvendo a celulose é possível moldá-las em tiras e dar diferentes formas de acordo com a necessidade e, por ser um material de baixo custo, abre várias possibilidades, e ao ser inserida na pele, tem como função colaborar na recuperação do tecido que foi danificado", explica o professor.

Esses avanços na área de biotecnologia, especificamente com os biopolímeros orgânicos, que colaboram com a medicina regenerativa, só são possíveis de ser realizados no interior do Paraná devido à ampla estrutura que os Laboratórios Multiusuários da UEL oferecem com os equipamentos de difração de raios-X, microscopia eletrônica de varredura (MEV), ressonância magnética nuclear (RMN), espectrômetro de massa acoplado a cromatógrafo gasoso (GC-MS), espectrômetro de massas (LC-QTOF) e microscópio de força atômica.

O primeiro contato de Tischer com esses equipamentos de última geração foi durante o estágio Pós-doutoral no Centre de Recherche sur les Macromolécules Végétales - CERMAV, em Grenoble/França. "Na França eu aprendi a reconhecer a estrutura da celulose de planta ou bactéria usando equipamentos importantes do processo, como o raio-x de difração e microscopia eletrônica. Desse modo, consegui aperfeiçoar a técnica que desenvolvia desde o mestrado com a ressonância magnética nuclear. Ao voltar para o Brasil, aconteceu a feliz coincidência de entrar na UEL bem no momento que estavam instalando esses equipamentos para a caracterização da celulose", relata.

As atividades são realizadas pelo grupo de pesquisa de Biotecnologia e Glicoconjugados que, além de Tischer, é formado pelos professores Anna Paola Butera, Doumit Camilios Neto e Suzana Mali de Oliveira; Renato Márcio Viana e Paula Tischer como estagiários de pós-doutorado; as mestrandas Francielle Lina Vidotto e Gina Alejandra Giraldo; e a aluna de especialização Sabrina Alves de Oliveira. O grupo atua na produção de celulose bacteriana, modificação física da celulose bacteriana, agregação de celulose com polímeros de interesse biológico, funcionalização química da celulose com grupos ativos, metabólitos produzidos durante a fermentação para produção de celulose, utilização da membrana de celulose bacteriana para geração de outros produtos como aditivos em embalagens e utilização da membrana de celulose bacteriana para geração de surfactantes.

Parceria internacional - A oportunidade de mostrar a qualidade das pesquisas realizadas na UEL para cientistas estrangeiros e desenvolver futuras parcerias aconteceu por intermédio da cientista Paula Tischer, integrante do grupo de pesquisa Biotecnologia e Glicoconjugados.

Durante o pós-doutorado realizado na Universidade Federal do Paraná, com estágio também na UEL, e se concentrando no uso do microscópio de força atômica para a caracterização mais precisa da estrutura da celulose, Paula entrou em contato com uma equipe de cientistas da Universidade de Ottawa (Canadá), e de lá veio o convite para atuarem num projeto por três meses com o cientista Andrew Pelling, pesquisador da medicina regenerativa (box).

Atualmente, essa técnica esta protegida por uma patente em desenvolvimento no Canadá. Para o professor César, essa troca de conhecimentos é essencial ?O mais importante disso é que chegamos lá com conhecimento e um serviço a oferecer. Pudemos mostrar o que temos na UEL e realizarmos parcerias por termos todo o material necessário. O que hoje é disponibilizado nos laboratórios multiusuários da UEL é o mesmo que tínhamos acesso na França e com isso é possível desenvolver a pesquisa de ponta sem ter que sair do país?, conta.

Nesse período de três meses de intercâmbio no Canadá, foi possível desenvolver e moldar pedaços gerados a partir de projetos desenhados no computador, usando essa tecnologia de injeção 3D. O próximo desafio é manter esse convênio ativo para sair desse passo e fazer a célula crescer" afirma, isso através de convênio celebrado entre a UEL e a Universidade de Ottawa através do professores Tischer e Pelling.

Medicina regenerativa: maçãs e flores

O campo da medicina regenerativa vem crescendo na última década. Um dos maiores expoentes no desenvolvimento de métodos mais novos e baratos é o cientista Andrew Pelling, pesquisador e professor da Universidade de Ottawa, que usa a maçã e até flores para ajudar a reconstruir o corpo humano.

A pesquisa de Pelling consiste em remover as células e o DNA de uma maçã, até sobrar apenas a sua estrutura de celulose - a mesma que deixa a fruta crocante e transformar em orelhas usando "esqueletos" dessa estrutura, caracterizando o material para diferentes aplicações.

Os trabalhos desenvolvidos por Paula e Cesar Tischer no Canadá aconteceram em conjunto com equipe de Andrew Pelling. "Os pesquisadores gostaram dos resultados, porque mostrei uma nova técnica com a dissolução da celulose. Conheço a estrutura da celulose, que é a matéria que eles estão trabalhando no momento", afirma o professor Cesar. Atualmente, a celulose modificada está sendo testada em ratos para a regeneração da pele e assim tornar realidade a reconstituição da pele com um processo mais barato.
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Projetos ensinam robótica para alunos de colégios estaduais


"O trabalho prático incentiva os participantes a se dedicarem, trazendo melhorias no desenvolvimento intelectual como um todo", afirma o professor Osni Vicente

ADRIAN RIBEIRO*

Dois projetos de extensão do curso de Engenharia Elétrica, do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), auxiliam alunos de escolas públicas no aprendizado de disciplinas escolares, além de noções básicas de robótica e programação.

O primeiro deles é o FOMENTECH. O projeto desenvolve atividades extracurriculares no contraturno das aulas para adolescentes que tenham entre 14 e 16 anos. Ao todo, são atendidos 90 estudantes de escolas públicas. Coordenado pelo professor Osni Vicente, o projeto conta com a participação de 25 alunos da graduação, como monitores, e mais cinco professores, todos da UEL.

As atividades do projeto consistem em oficinas com experiências práticas, que aplicam conceitos de Física e Matemática. Além disso, também são ministradas aulas de Eletrônica. O professor Osni Vicente comenta que o projeto funciona como motivador tanto para os alunos quanto para os monitores. "O trabalho prático incentiva os participantes a se dedicarem, trazendo melhorias no desenvolvimento intelectual como um todo", comenta.

O segundo projeto é o SHIELDS. Assim como o FOMENTECH, o SHIELDS dedica-se à disseminação de conhecimento da área das Ciências Exatas para estudantes das escolas públicas, porém o enfoque está mais voltado para o ensino de robótica. As atividades do projeto duram em média um ano e são divididas em dois momentos.

O primeiro, consiste no treinamento dos monitores. Nesta fase, os alunos de graduação são treinados para ministrar oficinas e lidar com os estudantes. Também nesta etapa são confeccionados os "shields", placas de circuito de expansão utilizadas na produção dos aparelhos. Os "shields" utilizados são da plataforma Arduino.

A segunda etapa são as oficinas desenvolvidas com os alunos do ensino fundamental e médio e dura em média quatro meses. Os "shields" são utilizados em três experimentos básicos: semáforo de leds, relé e ponte H. Atualmente o projeto conta com oito turmas, com aproximadamente 12 alunos cada. Participam como monitores 30 alunos de graduação.


Para o professor Ernesto Ferreyra, através do projeto os alunos da graduação têm a oportunidade de desenvolver um trabalho de cidadania e buscar o aperfeiçoamento pessoal.

ADRIAN RIBEIRO*

Cidadania - Um dos coordenadores, o professor Ernesto Ferreyra, enfatiza que através do projeto os alunos da graduação têm a oportunidade de desenvolver um trabalho de cidadania, ao mesmo tempo em que estão atingindo o aperfeiçoamento pessoal. O monitor Renê Menck Toginho conta que as oficinas oferecem uma experiência totalmente nova. "Nas oficinas aliamos conhecimento teórico com o prático. Além disso, temos que reaprender a maneira que falamos para que fique acessível às crianças".

As oficinas de ambos os projetos acontecem no Colégio Estadual Vicente Rijo. No entanto, também participam alunos de outras escolas estaduais, como o Colégio Prof.ª Maria Castaldi e Colégio de Aplicação da UEL. Os projetos de extensão funcionam em parceria com o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S), um programa estadual que oferece formação complementar para estudantes superdotados.

O curso de Engenharia Elétrica da UEL também já teve outros dois projetos de extensão ligados ao ensino de robótica, já encerrados: ROSABOTS e FUTBOTS. O ROSABOTS possuía funcionamento parecido com o do SHIELDS, no entanto era focado exclusivamente no ensino de meninas. Um dos objetivos específicos do projeto era contrariar o estereótipo de que meninas não possuem interesse por ciências exatas. Já o FUTBOTS envolvia a criação de programas para o uso durante partidas de futebol de robôs. Diferente dos outros projetos, este estava focado unicamente nas ferramentas de programação, sendo que os robôs não eram construídos.

Além disso, os alunos de ambos os projetos participam de uma exposição de ciências aplicadas. Trata-se do Robolon - Mostra Científica de Robótica e Automação de Londrina, que neste ano entra em sua terceira edição. Na feira são expostos os produtos criados pelos estudantes durante as oficinas.

Neste ano, o Robolon será realizado no dia 1° de dezembro, no ginásio do Centro de Educação Física e Esporte (CEFE). Por ano, são apresentados em média de 40 a 50 projetos. Os experimentos dos estudantes são julgados por avaliadores externos e os cinco melhores recebem premiação com medalhas e troféus. Além disso, os vencedores também recebem kits Arduino, bolsas de estudo de inglês e bolsas de Iniciação Científica Júnior.

Arthur de Souza Molina, do 2° ano do ensino médio, e Mateus Vasconcellos, do 9° ano do Ensino Fundamental, são dois alunos do Colégio Vicente Rijo que participam das oficinas do SHIELDS desde o início de 2017. Os dois se mostram muito empolgados com o projeto. "As oficinas têm sido excelentes, porque tenho tido a oportunidade de aprender sobre programação, o que antes parecia impossível. O conteúdo das oficinas ajuda com as outras aulas também, principalmente Matemática", comenta Arthur.

* Estagiário de Jornalismo na COM
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Pesquisa sobre dor é premiada pela Capes


O professor Waldiceu avalia que esta tese premiada é resultado de uma formação do aluno na UEL, resultado da contribuição de todo um corpo docente do CCB, o que faz da conquista um reconhecimento a um trabalho contínuo de todo o Centro

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

Uma pesquisa do Doutorado em Patologia Experimental da UEL ganhou um prêmio inédito para a instituição: o Prêmio CAPES de Tese Edição 2017, na área de Medicina II, oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. O estudo é de autoria de Felipe Almeida de Pinho Ribeiro, foi orientado pelo professor Waldiceu Aparecido Verri Junior, do Departamento de Ciências Patológicas, e o prêmio, anunciado em outubro, será entregue em dezembro, em Brasília.

Felipe defendeu a tese em 2016, depois de desenvolver a pesquisa na UEL e na Universidade de Harvard, em doutorado-sanduíche. Atualmente, ele faz pós-doutorado na universidade norte americana, dando prosseguimento aos estudos do doutorado-sanduíche e estudando mecanismos que induzem à dor em processos infecciosos. Segundo seu orientador, Felipe tem uma longa e produtiva trajetória de pesquisa na UEL, tendo participado de programa de iniciação científica, graduado em Biomedicina, Mestrado, e publicado artigos. A própria tese já rendeu dois artigos internacionais.

A pesquisa envolve as áreas de Farmacologia e Fisiopatologia da inflamação e dor, e partiu do estudo de flavonoides, grupos de moléculas encontradas em grande variedade de vegetais (em frutas cítricas, por exemplo), produto de seu metabolismo, e que auxiliam em sua proteção e desenvolvimento. Ao empregar modelos metodológicos consolidados, o estudo indicou que o flavonoide denominado naringena apresenta efeitos neuronais e em céulas inflamatórias como macrófagos (células de defesa), explicando seu efeito analgésico e anti-inflamatório. Segundo o professor Waldiceu Verri, há mais de dez anos o grupo de pesquisa tem publicado artigos sobre efeitos analgésicos dos flavonoides.

Além disso, na Harvard Medical School, sob orientação do professor Isaac Chin desde o Doutorado-sanduíche, Felipe tem investigado o mecanismo da dor e aqueles pelos quais os neurônios envolvidos nela controlam o sistema imune durante infecções por bactérias reconhecidamente agressivas. O êxito nas pesquisas laboratoriais sinalizam para um avanço em estudos clínicos, que podem revelar o potencial de moléculas, por exemplo, para o desenvolvimento de novos medicamentos para o controle de infecções.

O professor Waldiceu avalia que esta tese premiada é resultado de uma formação do aluno na UEL, resultado da contribuição de todo um corpo docente do Centro de Ciências Biológicas, o que faz da conquista um reconhecimento a um trabalho contínuo de todo o CCB.

Criado em 2001, e atualmente com nota 6 na avaliação da Capes, o Programa de Pós-Graduação em Patologia Experimental da UEL oferece cinco linhas de pesquisa, desenvolvidas por 20 professores, cada qual com seu respectivo laboratório. No caso do professor Waldiceu, trata-se do Labdor (Laboratório de Dor, Inflamação, Neuropatia e Câncer), que desenvolve pesquisas sobre dor e inflamação. As linhas têm como foco principal a investigação de fenômenos patológicos e mecanismos imunológicos moleculares e bioquímicos de lesões teciduais causadas por agentes químicos ou microbiológicos. Além de contar com recursos de agências de fomento, o Programa também envia pós-graduandos a outros países, como é o caso de Felipe Almeida e outros, que foram ou estão nos Estados Unidos e Austrália, e outro, que irá para Harvard em janeiro.

O Prêmio da Capes consiste em diploma, medalha e bolsa de pós-doutorado nacional de até 12 meses para o autor da tese; auxílio para participação em congresso nacional, para o orientador, no valor de R$ 3 mil; distinção a ser outorgada ao orientador, coorientador e ao programa em que foi defendida a tese. Na avaliação do professor Waldiceu Verri, o Prêmio divulga, incentiva e reconhece o trabalho, dedicação e o esforço de alunos, pesquisadores e professores para a formação de profissionais de alto nível e o progresso científico do Brasil.
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Agenda

Semana da Matemática
Estão abertas as inscrições da 32ª edição da Semana da Matemática, que será realizada no período de 6 a 11 de novembro no Prédio do PDE, localizado no Campus Universitário. A edição deste ano soma esforços com o IX Encontro Nacional de Grupos PET Matemática (ENAPETMAT) em parceria com o Biênio da Matemática no Brasil, cujo tema é "Criar Oportunidades, Disseminar Conhecimentos".
Os eventos têm como objetivo promover reflexões, debates e análises sobre a pós-graduação, pesquisa e graduação, tanto da Matemática quanto do ensino de Matemática. Mais informações pelo endereço uel.br/eventos ou pelo e-mail semat@uel.br. 

Alimentação para idosos
O Grupo de Estudo sobre Envelhecimento (GESEN/UEL) promove no próximo dia 10 de novembro, a partir das 14h30, no Auditório da Catedral, Encontro de cuidadores e familiares de idosos com Alzheimer. A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição. O tema do Encontro é Alimentação para idosos com Alzheimer, com palestra da nutricionista Natália Brandão. O Encontro conta com apoio Pastoral da Saúde da Catedral Metropolitana de Londrina. Além do Gesen, a promoção é do Instituto ?Não me Esqueças?. 

Violência contra criança
Será realizado no dia 25 de novembro, das 8 ao meio dia, e das 13 às 17 horas, na Sala de Eventos do Centro de Letras e Ciências Humanas (CCH), o 5º Seminário de Prevenção da Violência contra crianças e adolescentes no âmbito escolar (VDCA). Inscrições pelo endereço www.ue.br/eventos. O valor da inscrição é de R$ 20,00.
Mais informações no endereço labted.

Variação linguística
A UEL promove, de 29 de novembro a 1º de dezembro, o II Simpósio de Variação Linguística e Ensino (SIMVALE), com o tema Variação Linguística e Ensino de Língua. O professor Carlos Alberto Faraco (UFPR) fará palestra de abertura dia 29, às 20 horas, com o tema "Da importância da Pedagogia da Variação para o ensino da Língua Portuguesa".
Serão realizadas conferências, mesas-redondas, simpósios e comunicações individuais no Centro de Letras e Ciências Humanas. O SIMVALE contribuirá para o aperfeiçoamento acadêmico dos alunos de pós-graduação e de graduação, além de propiciar a capacitação profissional de professores da educação básica e do ensino superior, por meio do contato com pesquisas atuais sobre o ensino da Língua Portuguesa, sob a perspectiva da variação linguística. Inscrições no endereço uel.br/eventos.

Programa Inovatec
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), e com o apoio do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), divulgam a Chamada Pública para o Programa INOVATEC.
O Programa pretende fomentar a participação de estudantes de graduação em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) de interesse do setor empresarial, em parceria com instituições de ensino superior e empresas. O Programa concederá até 200 bolsas de Iniciação Tecnológica e Industrial (ITI) do CNPq para estudantes regularmente matriculados em curso superior ou superior tecnológico, além de auxílios à pesquisa aos professores (coordenadores de projeto). As empresas serão responsáveis pelo custeio integral dos auxílios aos projetos, no valor de R$ 4.800, para despesas de custeio e capital. As propostas podem ser submetidas até 15 de dezembro deste ano, por meio do endereço portal da indústria.
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Ciências Biológicas completa 45 anos

RAQUEL PIMENTEL*

O ano de 2017 marca o calendário da UEL com uma série de datas comemorativas, entre elas os 45 anos do curso de Ciências Biológicas, cuja memória se confunde, em certa medida, com a História da própria Universidade. Desde 1972, o trabalho dos tantos professores, estudantes e servidores que ali passaram, culminaram no reconhecimento da graduação em nível nacional e em sua expansão, caracterizada nos cursos de pós-graduação lato e stricto sensu.

Em 1968, o urbanista Elias Plácido Vieira César elaborou o pré-projeto detalhado, determinando de acordo com as áreas do conhecimento o zoneamento do que, três anos depois, veio a ser a Universidade Estadual de Londrina. Sobre esta ideia foi construído o Departamento de Psiquiatria do Conjunto Médico da Cidade Universitária, onde atualmente funciona a Reitoria, e o Centro de Ciências Biológicas (CCB), sede do curso de Biologia.

Na junção das Faculdades de Direito; de Ciências Contábeis; Filosofia; Ciências e Letras; Odontologia e Medicina, em 1971, nasceu a UEL que, no ano seguinte, ganhou o curso de Ciências Biológicas, apontado pelo último Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) entre os 15 melhores cursos de graduação do Brasil.

O curso foi o segundo de Ciências Biológicas do Paraná e começou em espaços apertados, salas em construção, laboratórios compartilhados com outras graduações, carência de material para aulas práticas, bibliotecas deficientes e poucos equipamentos, mas o esforço dos corpos docente e discente fizeram a diferença. Aos poucos, consolidou-se.

Em seu desenvolvimento, o curso viu nascer diversos programas, projetos de ensino, pesquisa e extensão, que por sua vez levaram à criação do Mestrado e do Doutorado em Ciências Biológicas, o Mestrado e Doutorado em Genética e Biologia Celular, e as Especializações em Genética Aplicada e em Ensino de Biologia.

Nestes 45 anos, mais de 2.200 estudantes tornaram-se biólogos, e mais de duas centenas, mestres e doutores. A Biologia da UEL está presente em inúmeras áreas da atuação. Existem egressos professores em instituições públicas e privadas de todo o país, em centros de pesquisas, nas secretarias de meio ambiente, em órgãos do governo e até na NASA (box).

Programação de aniversário

Em outubro, foram realizados dois dias de solenidades e celebrações pelos 45 anos. No primeiro deles, houve a dispersão das cinzas na Mata dos Godoy de Peter Westcott, um dos primeiros professores do curso, falecido em 1990.

A professora Gisele Nóbrega, egressa do curso e atual diretora do CCB, conta que Peter era muito ligado à Mata e à Universidade. "O Peter era um professor muito ligado com o aspecto ambiental e com a Mata dos Godoy, onde realizou diversas pesquisas. Ele tinha também uma relação estreita com a UEL, tanto é que deixou metade da sua herança para a Universidade".

Seu legado financeiro proporcionou a construção de um bloco de salas de pesquisa no Departamento de Biologia Animal e Vegetal, nomeado Peter Westcott, onde fica o Herbário da UEL, o curso de Pós-Graduação em Ciências Biológicas, e 7 laboratórios de pesquisa.

No segundo dia de comemorações, foi realizada uma celebração entre alunos e professores, além de homenagens a docentes aposentados, troca de experiências e o relato de muitas histórias passadas nestes 45 anos.

Hoje o curso de graduação é oferecido nas modalidades de licenciatura e bacharelado, tendo como proponentes o Departamento de Biologia Animal, que compreende as áreas de Genética, Biologia Celular e Molecular, Embriologia e Metodologia de Ensino, e o Departamento de Biologia Animal e Vegetal, que engloba os campos de pesquisa da Zoologia, Botânica e Ecologia.

Estão em execução hoje os projetos de ensino Bioma, Empresa Júnior de Consultoria Ambiental e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Funcionam ainda 62 projetos de pesquisa, e 7 de extensão, oferecendo uma experiência enriquecedora aos estudantes.

De acordo com a professora Mariana Bologna, o curso oferece "uma formação completa, um olhar diferente, uma experiência com outra estrutura curricular". "Mais do que fazer disciplinas, os alunos têm a chance de atuar em um número muito diversificado de projetos durante a graduação, e isso permite que eles tenham experiências em diferentes áreas", complementa Gisele Nóbrega.

*Estagiária de Jornalismo da COM

A UEL NA NASA

O biólogo formado pela UEL em 2002, Ivan Gláucio Paulino Lima, atualmente é microbiologista sênior na NASA (Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço). Ivan conta que sua passagem pela Universidade foi o início de sua carreira acadêmica e relembra o período com saudades e gratidão.

"O tempo da minha graduação foram anos importantíssimos para a minha formação profissional, pois foi o período que tive o primeiro contato com o processo científico. Sou muito grato por toda a dedicação e paciência dos meus orientadores e professores que contribuíram cada um do seu jeito para que eu pudesse desenvolver minha trajetória acadêmica.

Tenho lembranças incríveis do meu período na UEL, desde as aulas práticas das diversas disciplinas até as excursões para Vila Velha, Ponta Grossa, Guaraqueçaba e Pantanal, das reuniões no Centro Acadêmico, dos encontros no Restaurante Universitário (na época recém inaugurado). Sinto muita saudade da interação positiva entre docentes e discentes na UEL.

Na NASA, meu trabalho envolve o estudo de microorganismos resistentes à radiação e até que ponto eles conseguem resistir a ambientes extraterrestres, como o planeta Marte. Atualmente sou microbiologista sênior na missão espacial Eu:CROPIS, uma parceria da NASA e a agência espacial alemã, DLR. Um satélite será colocado em órbita da Terra e através da rotação dele serão simuladas as gravidades de Marte e da Lua, além da microgravidade do espaço, com o objetivo de verificar como esses ambientes influenciam experimentos biológicos. Os resultados obtidos nessa missão serão úteis para direcionar programas de exploração tripulada do espaço e de expansão da presença humana no sistema solar", relata.
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EDUEL

PRATELEIRA

Rede autopoiética: a vida da vida
Autoria: Luiz Carlos Bruschi

Resumo: O livro busca a essência da vida; a vida da vida, explorada em dois aspectos: a organização da vida é feita em rede, e não há organismos vivos que não mostrem formas de associação interna e com o meio que os circundam; os organismos vivos são sistemas abertos que trocam matéria e energia com o meio, mantendo-se íntegros à custa do aumento da desordem térmica deste, e permanecem em constante autoconstrução. A obra sugere a visão de uma biosfera como sistema, portanto, devemos atender às nossas necessidades básicas sem comprometer as futuras gerações.

As razões da voz: entrevistas com protagonistas da poesia sonora do século XX
Autoria: Enzo Minarelli; Frederico Fernandes

Resumo: A obra traz uma significativa mostra do pensamento sobre a poesia experimental ao longo do século XX e da primeira década do século XXI. Trata-se, basicamente, de uma coletânea de entrevistas realizadas por Enzo Minarelli com poetas-performes que se conhecem de círculos restritos de festivais poéticos e apresentações comuns ao cenário europeu e norte-americano, mesmo em que pese o fato de uma delas ter sido realizada no Festival Internacional de Teatro de Londrina, o Filo, em 2010.

História e pensamento da Reforma
Autoria: Carlos Jeremias Klein

Resumo: Com o livro ?História e Pensamento da Reforma?, o autor pretende contribuir para a história do cristianismo, às vésperas dos quinhentos anos da Reforma Protestante. Até meados do século passado, os escritos no campo protestante enfatizavam apenas os pontos positivos do movimento, enquanto os católicos destacam os aspectos trágicos, como a secularização e mesmo incentivo ao ateísmo.

A máscara e o enigma
Autoria: Bella Jozef

Resumo: De acordo com a autora, os textos aqui incluídos constituem-se numa formulação teórica de aproximação à literatura de nosso tempo, uma pesquisa crítica sobre o tema da modernidade através dos procedimentos que a caracterizam, ou seja: a paródia, o lúdico, o erotismo e o fantástico que nos dão uma visão mais ampla e inventiva do real. O leitor encontrará diálogos entre a teoria crítica e a produtividade literária, fundamentais na constituição de uma literatura e uma cultura que se quer própria.

Estes e outros títulos podem ser adquiridos na Livraria EDUEL.
Mais informações, pelo telefone 3371-4691. Ou pelo e-mail - livraria-uel@uel.br

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EXPEDIENTE


Publicação semanal da Universidade Estadual de Londrina
Reitora: Profª Drª Berenice Quinzani Jordão
Vice-Reitor: Prof. Dr. Ludoviko Carnasciali dos Santos
Editado pela Coordenadoria de Comunicação Social - COM
Coordenadora da COM: Ligia Barroso
Editor: José de Arimatheía
Fotógrafos: Gilberto Abelha e Daniel Procópio
Jornalista Diagramador: Moacir Ferri - (MTb-3277 PR)
Jornalista Diagramador e Editor eletrônico: Nadir Chaiben (MTb 3521-PR)
Endereço: UEL - Campus Universitário - Caixa Postal 6001 - CEP 86051-990 - Londrina - Paraná - Página na Internet: www.uel.br
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