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07/01/2020  

Pesquisadores da UEL investem em novos tratamentos para dor

Agência UEL

Professor Waldiceu Aparecido Verri Junior, do Departamento de Ciências Patológicas, do CCB, atua no Laboratório de Dor, Inflamação, Neuropatia e Câncer

Citocinas, flavonoides, lipídios pró-resolução são alguns dos tipos de moléculas usadas em pesquisas para amenizar a dor de várias doenças. Esse trabalho é realizado pelo professor Waldiceu Aparecido Verri Junior, do Departamento de Ciências Patológicas do Centro de Ciências Biológicas (CCB), da UEL. Ele coordena o Laboratório de Dor, Inflamação, Neuropatia e Câncer. 

O professor explica que as pesquisas do laboratório são relacionadas à dor no contexto inflamatório, neuropático e de câncer. As pesquisas envolvem cerca de 20 estudantes de Iniciação Científica (IC) e de programas de pós-graduação como o de Patologia Experimental, do próprio CCB, e Ciências da Saúde, do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Para tanto, o professor e os estudantes contam com a participação em alguns editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) (universal); o Programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex) e o Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), do Ministério da Saúde. 

Waldiceu Verri Junior foi premiado, no início de dezembro, no 32º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI) do Estado do Paraná. O professor venceu na categoria Ciências da Saúde, com pesquisa de novas moléculas no tratamento de inflamações. Ele submeteu trabalho no qual foi usado modelo de artrite séptica (artrite infecciosa), sendo o agente causal o staphylococcus aureus. "A gente verificou a participação de uma molécula, a interleucina 33, e o receptor dela, o ST2, e verificamos que a inibição dela melhora a doença". 

As pesquisas envolvem cerca de 20 estudantes de Iniciação Científica (IC) e de programas de pós-graduação

Esse trabalho foi realizado em duas etapas, sendo a primeira em estudos pré-clínicos em camundongos. A segunda fase, aplicada em células humanas, teve a colaboração do reumatologista Paulo Louzada Junior, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), que forneceu as amostras de líquido sinovial de pacientes com artrite séptica. Líquido sinovial é um fluído encontrado em cavidade articular e nas bainhas dos tendões. Conforme o professor, o que foi demonstrado no modelo em camundongo aplica-se, também, às células humanas. Confira o áudio. 

Waldiceu Verri Junior afirma que grande parte das pesquisas é feita em etapas que a Universidade consegue realizar, principalmente, quando se trata de experimentos pré-clínicos (em camundongos, por exemplo). Em uma etapa posterior, a Universidade chega a experimentos translacionais com amostras de humanos. "A gente não avança mais porque não tem recursos. Não tem dinheiro suficiente para fazer uma translação melhor. Imagine quanto custa fazer um ensaio clínico", afirma o professor, lembrando que antes do ensaio clínico é preciso validar vários processos. Ele diz que não há editais que financiem pesquisas nessas etapas. "Na realidade, seriam vários milhões". 

O professor destaca outro aspecto importante do trabalho da pesquisa, realizado nos laboratórios da UEL, visa o processo de ensino e de aprendizagem, considerando a formação superior, a partir da iniciação científica e, também, a participação em programas de pós-graduação em nível de mestrado ou de doutorado. Confira o áudio. 

Os estudantes do Programa de Pós-Graduação em Patologia Experimental do CCB, Victor Fattori e Fernanda Rasquel de Oliveira, são orientados pelo professor Waldiceu Verri Junior. Victor, que está no último ano do doutorado, pesquisa alternativas analgésicas e não hormonais para redução da dor causada pela endometriose, doença que atinge o útero e afeta cerca de 10% das mulheres. Ele trabalha com mediadores lipídios pró-resolução, que ajudam a reduzir a inflamação. O estudante diz que a pesquisa ajuda a formar o senso crítico, não somente no objeto de estudo, mas de forma geral. Confira o áudio. 

A estudante Fernanda Rasquel de Oliveira estuda, no programa de mestrado, a fase aguda da artrite e pesquisa uma molécula de um composto natural (flavonoide). Para ela, a pesquisa ajuda na compreensão da doença antes de realizar os experimentos pré-clínicos, além de entender o funcionamento de vários processos que ajudarão quando se tornar professora ou pesquisadora.

Serviço

Quem tiver interesse em contratar os serviços do Laboratório de Dor, Inflamação, Neuropatia e Câncer pode fazer isso por meio do Programa de Atendimento à Sociedade (PAS). O processo é intermediado pela Agência de Inovação Tecnológica (AINTEC) da UEL. Os contatos com a Aintec podem ser feitos pelo telefone 3371-5812 ou pelo e-mail aintec.ett@uel.br.

 

 




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