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13/12/2019  

Quando se trata de solo, sempre há solução

José de Arimathéia

"O pior cenário é não estudar o solo ou fazer um estudo sem informações de qualidade", afirma a professora Raquel.
Vai construir ou reformar?  Uma das preocupações da construção civil é realizar um estudo das fundações, a fim de determinar as condições do solo sobre o qual se fará a obra e assegurar seu êxito. Embora não haja lei que obrigue a realizar tal estudo, ele geralmente é feito como forma de prevenir problemas futuros.
A prevenção é sempre possível, como explica a professora Raquel Souza Teixeira (Departamento de Construção Civil), que coordena o projeto de pesquisa "Avaliação das características físicas, químicas, mineralógicas e mecânicas de solos do norte e noroeste do estado do Paraná". Segundo ela, um estudo geotécnico bem feito, com informações de qualidade, sempre será útil e evitará problemas. Um projeto baseado num bom estudo geotécnico ergue um prédio para durar pelo menos 50 anos. Se não for assim, ou o estudo não se baseou em informações qualificadas, ou não foi levado em conta, ou o edifício sofreu intervenção indevida ou até extrapolou o uso para o qual foi projetado.
Por isso, para Raquel, quando se trata de solo, sempre existe uma solução técnica, e uma diferente para cada construção que se quer fazer. O conhecimento existe, e o projeto que ela coordena se dedica a aprimorar estes saberes, no Laboratório de Geotecnia da UEL - quase tão antigo quanto o próprio curso de Engenharia Civil da UEL (implantado em 1972).
Os participantes do projeto - alunos de graduação (Iniciação Científica), Mestrado e Doutorado e docentes - avaliam diferentes aspectos dos solos de Londrina, Mandaguaçu e Tuneiras do Oeste (v. mapa) pensando nas possibilidades para a construção civil - fundações, escavações, taludes, barragens de solo, pavimentos, entre outras obras. Os locais escolhidos contemplam três tipos de solos distintos: o de Londrina é de origem basáltica e mais argiloso; o de Mandaguaçu é de origem arenito, mais arenoso; e o de Tuneiras é de origem basáltica, de granulometria arenosa, mas intermediária aos dois primeiros.
O projeto vai a campo e coleta amostras, que variam conforme os ensaios (testes) a serem feitos. Por sua vez, existe um teste para cada tipo finalidade para o projeto. Quase todos os ensaios são balizados por normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Mapa do Estado do Paraná indicando as regiões com três tipos de solos diferentes: 1 - Tuneiras do Oeste; 2 - Mandaguaçu; 3 - Londrina
Basicamente, os ensaios verificam as características físicas, químicas, mineralógicas e de comportamento do solo, ou seja, avaliam como o solo reage diante de fatores como chuva e carga (peso), que podem levá-lo a recalques e até ruptura, comprometendo a construção sobre ele. Raquel observa que o solo das regiões estudadas são conhecidos como lateríticos, são típicos das regiões tropicais e subtropicais do planeta e sofrem um alto grau de intemperismo - um processo natural (chuva, calor, ataque químico, etc.) de desgaste das rochas. Ainda assim, cada região é única e exige um estudo específico. A professora lembra quando, décadas atrás, engenheiros estrangeiros tentaram aplicar sua tabela de classificação de solos no Brasil e não conseguiram, dadas as especificidades de cada lugar. E mesmo assim, a professora enfatiza que um estudo geotécnico bem realizado leva tudo isso em conta."O pior cenário é não estudar o solo ou fazer um estudo sem informações de qualidade", afirma.         
Cultura de Pesquisa
Para a professora Raquel, a atividade de pesquisa tem a máxima importância, não apenas para gerar conhecimento útil à sociedade, e especificamente no caso da construção civil, uma atividade forte e ininterrupta. Para além disso, ela defende que os projetos de pesquisa criam nos estudantes uma cultura de investigação, de questionamento, de busca por soluções de problemas apresentados. Ciência de qualidade, e não achismos. E tudo dentro de normas, técnicas e legais. "É por isso que eu gosto quando os alunos de primeiro ano entram na Iniciação Científica. É preciso desenvolver uma cultura de ciência, para propor soluções", salienta. Com pesquisa, sentencia a professora, há formação de qualidade no meio acadêmico e técnico.
Esta matéria foi publicada no Jornal Notícia nº 1.404. Confira a edição completa:




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