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25/07/2019  

Vestibular indígena: Inscrições a partir de 29 de julho

Agência UEL

As universidades estaduais do Paraná realizam, nos dias 17 e 18 de novembro, a 19ª edição do Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná. A novidade é que, desta vez, ele será descentralizado, realizado nas cidades de Manoel Ribas, Nova Laranjeiras, Mangueirinha, Chopinzinho, Londrina e Curitiba - cidades com conhecida presença indígena, como os kaingangs. As inscrições serão abertas na próxima segunda-feira (29), no endereço UFPR/Núcleo.

O Vestibular dos Povos Indígenas envolve todas as sete universidades estaduais do estado, além da UFPR. A previsão é que somente na UEL farão prova aproximadamente 300 candidatos que residem nas terras indígenas da região Norte do estado. Segundo a professora Mônica Kaseker (Departamento de Comunicação), integrante da Comissão Interinstitucional para Acompanhamento dos Estudantes Indígenas, o concurso foi descentralizado após consulta pública aos representantes das comunidades feita por solicitação de lideranças indígenas.

"Nos últimos anos, o vestibular indígena foi realizado em Faxinal do Céu, na Vila da COPEL. No ano passado, a Vila recebeu entre candidatos e a equipe de organização mais de 900 pessoas atingindo seu limite máximo de leitos. Este ano, o número total de envolvidos pode ultrapassar as 1.100 pessoas nas projeções da Cuia Estadual, o que seria inviável de hospedar em Faxinal do Céu", explica.

A SETI (Superintendência de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) oferecerá transporte para que os candidatos se desloquem das terras indígenas para os locais de aplicação de provas, além de refeições e alojamento.

Inclusão - Em 2018, o Governo do Estado alcançou a marca de 230 indígenas matriculados nas sete universidades estaduais do Paraná. Os alunos, pertencentes a cinco etnias diferentes - Kaingang, Guarani, Xetá, Fulni-ô e Terena - estão distribuídos em 28 cursos de graduação. No Brasil, são 55 mil indígenas matriculados em ensino superior, e já 18 com título de Doutorado.

Na Pós-graduação, a UEL tem ainda um estudante indígena (kaingang) no Programa de Pós-Graduação em Serviço Social e Política Social, além de um doutorando em Antropologia pela UFPR, um mestre em Educação pela UEM, um mestrando em Educação pela UEM e ainda um mestre em Agroecologia pela UFFS (Universidade Federal da Fronteira Sul/SC).

Esteve na UEL este mês Florêncio Reikag, kaingang, o primeiro doutorando em Antropologia na UFPR, para participar do 3º Congresso Internacional de Política Social e Serviço Social. Ele falou dos desafios de chegar ao ensino superior e se dedicar à pesquisa acadêmico-científica. Professor, Florêncio (Mestre pela UEM) afirmou sempre estar muito envolvido com educação e cultura, nas escolas das aldeias, e sentir falta de uma produção científica dos próprios indígenas. No Mestrado, buscou professores e pedagogos indígenas no Paraná para conhecer suas realidades e idealizar avanços na formação e atuação.

CUIA - A SETI delegou competência às Universidades para que, em conjunto, organizem o Vestibular Específico Interinstitucional dos Povos Indígenas, ou Vestibular dos Povos Indígenas no Paraná. Para isso, a SETI emitiu a Resolução Conjunta nº 001/2001 com a composição de uma Comissão Interinstitucional para Acompanhamento dos Estudantes Indígenas, hoje a Resolução 026/2008.

O léxico "CUIA", além de abreviar o nome da Comissão Universidade para os Índios, recebeu o acréscimo da letra "A" para designar um utensílio importante na cultura indígena.

Quanto às atribuições dessa Comissão, a SETI publicou a Resolução 006/2007, ressaltando que compete à CUIA, entre outras atribuições, desenvolver uma cultura acolhedora e que valoriza a herança cultural e os saberes dos primeiros habitantes brasileiros, através de ações como o acompanhamento pedagógico dos estudantes, ao mesmo tempo que busca sensibilizar e envolver toda a comunidade acadêmica acerca da questão indígena, assim como estimula o diálogo, a integração e as parcerias interinstitucionais visando o mesmo fim.

A Universidade extrapola seus muros ao alcançar comunidades indígenas em seus projetos de pesquisa e extensão, assim como, especificamente através do CUIA, ligado à Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), forma profissionais qualificados capazes de atuar tanto nas aldeias e junto aos povos indígenas quanto em outros contextos.

Para a professora Mônica Kaseker, "o vestibular indígena é de suma importância para a garantia do ingresso dos povos indígenas na universidade pública, gratuita e de qualidade. É também uma forma de trazer para a universidade a riqueza da diversidade cultural e formas diferentes de ver o mundo e de construir conhecimento".

Serviço

XIX Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná

Realização: 17 e 18 de novembro.

Inscrições: 29.07 a 30.08.


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