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12/12/2018  

Grupo estuda animais silvestres

Leonardo Pedroso*

A professora Karina Keller e o aluno de Veterinária Lucas Paz: discusão da teoria como forma de preparar o aluno para os diversos desafios na prática com esse tipo de animal

O GEAS estuda conteúdos específicos fora da grade curricular, além de despertar consciência ambiental nos participantes

Em atividade desde junho de 2017, o Grupo de Estudos de Animais Silvestres (GEAS) é um programa de formação complementar da Universidade Estadual de Londrina que visa proporcionar aos participantes experiências no contato com animais silvestres. O GEAS atua no estudo de conteúdo específico e visa suprir a deficiência na grade curricular com palestras, reuniões e apresentações organizadas por alunos dos cursos de Medicina Veterinária, Biologia e Zootecnia. O objetivo do grupo é capacitar os estudantes para trabalhar com pets exóticos e despertar a atenção dos participantes para a conservação ambiental.

O grupo de estudos foi originalmente formado em 2015, por iniciativa de alunos do curso de Medicina Veterinária da UEL que entraram em consenso sobre a necessidade de estudos nessa área. Segundo Karina Keller Marques da Costa Flaiban, professora do Departamento de Medicina Veterinária Preventiva e coordenadora do GEAS, o grupo é uma das alternativas para ajudar na complementação da grade curricular dos cursos. "É uma característica regional. Não estudamos esse tipo de conteúdo aqui. No entanto, a falta dessa experiência pode prejudicar um profissional", alerta a coordenadora.

Segundo a organização do grupo, são realizados 15 encontros por semestre. O objetivo do GEAS é a troca de experiências entre os alunos, que realizam atividades como: estudos de caso e júris simulados sobre os conteúdos estudados. Atualmente, 31 membros participam dos encontros do GEAS. Além dos estudantes da UEL, o grupo de estudos conta com a participação de alunos do Centro Universitário Filadélfia (Unifil) e da Universidade Norte do Paraná (Unopar).

Os estudantes que participam do grupo há mais tempo organizam o cronograma de atividades, de acordo com as necessidades de todos os membros. Os conteúdos estudados pelos membros do GEAS são divididos em módulos e categorias. Assim, os estudantes pesquisam sobre o manejo, anatomia, fisiologia, nutrição e ambientação de animais de diversas de diversas espécies que não são profundamente examinadas na grade curricular. Além das atividades de pesquisa, estudantes que atuam em estágios na área realizam palestras sobre as suas experiências. "Buscamos fugir da metodologia tradicional e os diferentes níveis de formação contribuem para a integração entre os alunos", relata a coordenadora Karina Keller.

O desenvolvimento do mercado de pets exóticos também é uma das motivações para os alunos participarem das atividades do GEAS. Nessa categoria, se enquadram animais de estimação como: cobra-do-milharal, hamsters, coelhos, jabutis e cágados. Os estudos realizados no grupo atuam como complemento na formação para a área específica. "Nós discutimos na teoria como forma de preparar o aluno para os diversos desafios na prática com esse tipo de animal", completa a coordenadora do GEAS.

Além da experiência com animais silvestres, o GEAS ainda tem como objetivo despertar atenção dos participantes para a conservação ambiental. Segundo o participante e bolsista do programa Lucas Paz César Nogueira, aluno do quarto ano do curso de Medicina Veterinária da UEL, o GEAS o ajudou a cultivar senso crítico sobre o meio ambiente. "A aproximação com as espécies nos faz discutir e buscar informações de saúde pública", completa o aluno.

Entre as diversas atividades desempenhadas no grupo, Lucas Paz relembra quando o GEAS trabalhou em campanha de conscientização sobre a febre amarela durante o ano de 2017. Nesse período, um surto da doença se deu pelo Brasil e o grupo trabalhou na confecção e divulgação de material gráfico sobre o processo de transmissão da doença. O grupo distribuiu o material em pontos estratégicos da UEL, como no Restaurante Universitário. O objetivo era esclarecer a população sobre a doença e alertar sobre a situação dos macacos, pois os animais estavam sendo mortos mesmo sem transmitir a doença. "O uso da informação bem trabalhada pode ajudar nessas questões", ressalta o participante do GEAS.

A forma de se relacionar com a Natureza também é uma questão abordada nas atividades do GEAS. O grupo mudou o comportamento em relação ao jeito de consumir, chamando a atenção dos participantes sobre as consequências da decomposição de plástico na natureza. "Trocamos escovas de dente de plástico por escovas de bambu. Também paramos de utilizar canudos de plástico e substituímos pelos de metal", relata Lucas Paz.

O trabalho do grupo recentemente foi reconhecido por profissionais do Ensino Médio. Os participantes do GEAS foram convidados a ministrar uma aula sobre animais silvestres para alunos do Colégio Estadual Antonio Raminelli, em Cambé. Um jogo da memória com fotos, nome e informações sobre os animais silvestres foi desenvolvido pelos membros do GEAS para a aula. "Decidimos que esse método seria mais adequado e interativo para os alunos", afirma Karina Keller.

O grupo também colhe frutos do reconhecimento em eventos de escala nacional. Em junho de 2018, o GEAS organizou o I Simpósio de Medicina Veterinária de Animais Selvagens. O evento contou com a presença de representantes importantes da área como o venezuelano Joshua Polanco, médico veterinário e colaborador do Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (CEMPAS) da Universidade Estadual Paulista (UNESP), de Botucatu. Além disso, uma pesquisa sobre a grade curricular de todos os cursos de Medicina Veterinária no Brasil, realizada pelo GEAS, foi apresentada na última edição do Congresso Brasileiro de Animais Selvagens, promovido pela Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (ABRAVAS).

* Estagiário de Jornalismo na COM


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