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09/02/2018  

EMAU leva arquitetura à população menos favorecida posssui-foto

Agência UEL

Maquete: Novo espaço da Funcart para apresentações artísticas, com capacidade para até 200 pessoas

Levar a arquitetura para as camadas menos favorecidas, que não podem contar com orientação e acompanhamento técnico especializado, além de possibilitar a prática profissional para os estudantes. Estes são os objetivos do Escritório Modelo de Arquitetura e Urbanismo (EMAU) da UEL, que completou 13 anos de atividades, tendo atendido neste período 201 alunos e envolvido 16 professores. O EMAU trabalha sem fins lucrativos, proporcionando projetos, serviços, assessoria e tecnologia para instituições filantrópicas, assentamentos, e coletivos.

Entre os trabalhos mais atuais está o desenvolvimento de projetos para o Espaço de Apresentação Funcart, de Londrina; a sede do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) da UEL; o Centro de Memória e Cultura Kaingang, em Tamarana; a reforma da sede do Movimento dos Artistas de Rua de Londrina (MARL) e o projeto para regularização da ocupação do Jardim Bela Vista, em Jataizinho.

A proposta do Escritório segue definições da Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FENEA), que em 2007 apontou que os EMAUS deveriam ser geridos pelos próprios acadêmicos, com apoio de um orientador, e que as decisões deveriam ser tomadas de forma horizontal, por consenso. Todo o trabalho deve ser feito de maneira não assistencialista, realizado com a comunidade organizada e executado em parceria.

O professor Rovenir Duarte, orientador do Escritório na UEL, lembra que as experiências colocam os estudantes na linha de frente de trabalhos sociais. Atualmente os cerca de 10 estudantes que integram o EMAU utilizam a sala do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Arquitetura (NEPEA), no Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), no Campus Universitário. O estudante do 3º ano de Arquitetura, Jean Simões, que até o ano passado integrava a diretoria da FENEA, lembra que o trabalho desenvolvido pelo grupo quebrou barreiras e iniciou uma nova cultura dentro do curso, de tentar atender a comunidade carente com projetos, ideias e assessoria, uma verdadeira democratização da arquitetura.

No Jardim Bela Vista, em Jataizinho, os estudantes foram chamados para atender cerca de 150 famílias que integram a Associação de Moradores do local. Segundo o site do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), a ocupação teve início nos anos 2000 após o processo de falência de uma antiga cerâmica. Alguns dos ex-empregados decidiram ocupar o terreno de uma antiga fábrica, que acabou originando a ocupação. No Bela Vista os estudantes assessoram as famílias para urbanizar a área.

Para obter a regularização fundiária será preciso antes ter um projeto de loteamento com quadras e áreas públicas devidamente traçadas. "Para os estudantes é uma experiência única. Eles trabalham com maquetes a partir da realidade crua", afirma o professor Rovenir.

Sede do Neab - Outro projeto desenvolvido pelo escritório foi para a construção da nova sede do NEAB da UEL, que está em fase de execução. O projeto foi feito a partir da reconstrução de uma residência em madeira da década de 1930, pertencente à família Kitahara, trazida para a UEL pelo professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, Humberto Yamaki.

Coube aos acadêmicos fazer o projeto arquitetônico da sede, que está sendo construída em peroba ao lado da Casa do Pioneiro, localizado no Calçadão do Campus Universitário. Partes da antiga residência acabaram se deteriorando, o que exigiu o acompanhamento do professor Antonio Carlos Zani, também do Departamento de Arquitetura e Urbanismo, e dos estudantes para adaptações.

Já o Centro de Memória Kaingang prevê um projeto com aproximadamente 500 metros quadrados de área, que deverá ser executado com recursos do programa Venh Kar, com apoio da Copel, e do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e da própria comunidade. O projeto prevê espaço para exposições de artesanatos e artefatos, local de reuniões, biblioteca, auditório e sala de vídeo. O projeto ainda está em fase de execução e está sendo feito a partir de um contato com um grupo de oito indígenas. Segundo os estudantes, uma das dificuldades é a comunicação e troca de conhecimentos. Para facilitar a discussão dos detalhes do espaço, eles utilizam cartas e uma maquete.

Um projeto já finalizado é a reforma da sede do MARL, um galpão de 350 metros quadrados, localizado na Avenida Duque de Caxias (Centro). Trata-se de um prédio antigo de valor histórico e cultural. Para este espaço os estudantes propuseram intervenções para atender às necessidades do Movimento. A proposta é a construção de um mezanino, a construção de um sanitário para atender ao público e de uma fachada, que deverá receber grafites.

Atualmente cerca de 10 estudantes integram o EMAU e utilizam a sala do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Engenharia e Arquitetura (NEPEA), no Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU)
 

Já o projeto mais conhecido é o estudo preliminar para o novo espaço da Funcart para apresentações artísticas diversas, com capacidade para até 200 pessoas. Como a área é considerada de preservação ambiental, às margens do Lago Igapó, a proposta é que sejam utilizados 13 contêineres, que podem ser retirados e que deverão provocar baixo impacto na região. 

O projeto prevê 850 metros de área construída com palco, camarim, estrutura de iluminação, depósito, escritório e fototeca, além de uma área no hall de entrada, que deverá funcionar como centro de memória da Fundação. O projeto ainda depende da captação de recursos para ser viabilizado.



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