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09/08/2017  

Jornal Notícia 1366

Agência UEL

        

Vem aí o Doutorado Profissional

Professora lança biografia do artista japonês Kazuo

Padronizar documentos para simplificar a gestão

A dispersão urbana como novo modelo de cidade

Webquest inova na educação permanente da equipe

Cirurgias inéditas reforçam excelência do HU

Planetário de Londrina recebe 14 mil pessoas por ano

Acontece

Projeto emprega literatura como forma de inserção

EDUEL

EXPEDIENTE

Vem aí o Doutorado Profissional


Professora Maria Helena Fungaro: "É uma questão de tempo até que os departamentos proponham novos cursos"

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

O Ministério da Educação, através da Portaria 389, de 24 de março deste ano, autorizou a criação de programas de Doutorado Profissional. A Portaria traz normas gerais também para o Mestrado, mas a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) tem prazo até o final de setembro para regulamentar a oferta, avaliação e acompanhamento dos Programas. Os mestrados profissionais foram criados nos anos 90 e existem 718 ao todo, no Brasil.

De acordo com a Portaria do MEC, os programas de mestrado e doutorado profissional objetivam capacitar profissionais qualificados para o exercício da prática profissional avançada e transformadora de procedimentos, visando atender demandas sociais, organizacionais ou profissionais e do mercado de trabalho; transferir conhecimento para a sociedade, atendendo demandas específicas e de arranjos produtivos com vistas ao desenvolvimento nacional, regional ou local; promover a articulação integrada da formação profissional com entidades demandantes de naturezas diversas, visando melhorar a eficácia e a eficiência das organizações públicas e privadas por meio da solução de problemas e geração e aplicação de processos de inovação apropriados; e contribuir para agregar competitividade e aumentar a produtividade em empresas, organizações públicas e privadas.

Mestrados - A UEL oferece, atualmente, seis mestrados profissionais: Clínicas Veterinárias, Ensino de Física (ProFis), Letras (Profletras), Letras Estrangeiras Modernas, Química (ProfQui, que está abrindo sua primeira turma neste semestre) e Matemática (ProfMat), que existe desde 2011 e já titulou 39 novos mestres. No total até agora, 199 mestres foram titulados. O curso de Gestão de Serviços de Saúde não possui turma em andamento e outros dois foram desativados - Toxicologia Aplicada à Vigilância Sanitária e Gestão da Informação. Este é o curso que teve mais servidores técnico administrativos da própria UEL como alunos: 23.

O professor Marcelo de Souza Zanutto, coordenador do Mestrado Profissional em Clínicas Veterinárias e membro da Comissão de Avaliação dos MP, esteve em Brasília no final de julho, participando de reuniões para tratar das avaliações dos programas de todo o Brasil, que estão em curso e cujo resultado deverá ser divulgado em outubro. Ele explicou que os critérios de avaliação são essencialmente os mesmos dos mestrados acadêmicos (como produção docente e discente), mas o quesito "inserção social" tem mais peso no cômputo da nota do MP. Zanutto disse que há interesse em criar o Doutorado Profissional em Clínicas Veterinárias. O Mestrado Profissional da UEL nesta área é o único no Brasil e, de acordo com o coordenador, mais da metade dos titulados é da própria Universidade.

Para a professora Maria Helena Pelegrinelli Fungaro, Diretora de Pós-Graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UEL, que também esteve em Brasília, tanto o mestrado quanto doutorado profissional agregam conhecimento e valor aos servidores, e que é uma questão de tempo até que os departamentos da UEL proponham novos cursos.
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Professora lança biografia do artista japonês Kazuo

A professora Maria Fusako Tomimatsu (Departamento de Letras Estrangeiras Modernas) publicou o livro ?Kazuo Wakabayashi: um imigrante artista? (Editora Porto de Ideais, 2017), resultado de sua pesquisa de Doutorado. O lançamento foi realizado em junho, junto com a abertura da exposição de obras do artista na Galeria Joh Mabe - Espaço, Arte & Cultura, em São Paulo.

A cerimônia contou com a presença de Wakabayashi, hoje com 86 anos. A biografia do artista nipobrasileiro foi produzida pela professora da UEL dentro do Programa de Doutorado de Estudos Comparados de Literaturas de Línguas Portuguesas, da Universidade de São Paulo, em 2014, com orientação do professor livre-docente Maurício Salles Vasconcelos.

O livro é a íntegra da tese, dividida conforme trajetória de vida de Wakabayashi. A pesquisa é a primeira a resgatar vida e obra do pintor que nasceu em Kobe (Japão), e chegou ao Brasil em 1961, fixando residência em São Paulo, local em que mora até hoje. A publicação traz o universo da imigração japonesa sob um olhar artístico, e contribui para o comparativismo contemporâneo no que diz respeito às relações entre Literatura e outras artes.

As produções artísticas de Kazuo Wakabayashi podem ser divididas em duas etapas. A primeira é um conjunto de obras de cores escuras, de tom universal e sem qualquer indicação de sua origem étnica. Já a segunda fase, que se inicia por volta dos anos 80, consiste em obras de cores vibrantes, cujo detalhe apresenta elementos da cultura japonesa, tais como personagens do teatro kabuki, estampas da indumentária tradicional e outros elementos japoneses.
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Padronizar documentos para simplificar a gestão


O projeto, iniciado há três meses pela SAUEL já identificou, segundo Holtz (esq), 800 tipos documentos no CLCH, PCU e nas Pró-reitorias de Graduação, de Extensão, e de Pesquisa e Pós-graduação

BIA BOTELHO

O Sistema de Arquivos da UEL (SAUEL) deu início a um trabalho minucioso: identificar todos os tipos de documentos emitidos pelos setores, órgãos e Centros de Estudo da Universidade. Além da identificação, o objetivo é criar um padrão para que todos os setores da UEL utilizem a mesma nomenclatura. Para isso, foi criado um subprojeto "Estudo das tipologias documentais no âmbito da UEL", pertencente ao Projeto de Pesquisa "Metarrepresentação do assunto em condensações infor-macionais", coordenado pela professora Rosane Lunardelli, do Departamento de Ciência da Informação.

Segundo a docente, existe atualmente um número muito grande de tipos documentais, e em alguns locais o mesmo documento recebe nomes diferentes. Ela dá como exemplo o conflito entre o que é um documento de comunicação interna e um memorando. A falta de entendimento a respeito das diferentes finalidades aliado ao uso de diversos títulos para um mesmo documento é o grande "calcanhar de Aquiles", afirma Rosane, e "isso traz problemas quando a UEL arquiva ou busca encontrar este documento". De acordo com Elizabeth Leão de Carvalho, bibliotecária no SAUEL, outra dificuldade é com o documento ofício. Ela explica que esta espécie documental é emitida para órgão externo, porém alguns locais da Universidade utilizam ofício internamente. Outra questão importante segundo a equipe do projeto é a necessidade de ter um padrão para elaboração de todos os documentos. "Sem orientação, cada local faz de uma forma", afirma Elizabeth, que se preocupa também com a fase histórica dessa massa documental e a importância de sua preservação.

Edson Holtz, diretor do SAUEL, conta que um mesmo tipo documental possui nomes diferentes no Sistema de Bibliotecas da UEL, formado pelas Bibliotecas Central (BC), Setorial do Centro de Ciências da Saúde (BS/CCS), da Clínica Odontológica Universitária (BS/COU), do Escritório de Aplicação de Assuntos Jurídicos (BS/EAAJ) e de Ciências Humanas (BS/CH), órgãos que desenvolvem função semelhante.

Holtz compara a situação ao acordo ortográfico da Língua Portuguesa. ?É como se existissem vários países dentro da Universidade. Padronizar a nomenclatura vai facilitar o trabalho de quem vir depois da gente, as novas gerações de funcionários e docentes?, afirma.

Etapas ? O projeto, iniciado há três meses pelo SAUEL já identificou, segundo Holtz, 800 tipos documentos no Centro de Línguas e Ciências Humanas, Prefeitura do Campus Universitário, e nas Pró-reitorias de Graduação, de Extensão, e de Pesquisa e Pós-graduação.

Holtz afirma que esse trabalho, além da identificação, orienta também quanto ao tempo do descarte de cada documento, o que permite que muito espaço físico seja liberado, entre outras coisas. Ele lembra que durante a identificação na PCU, por exemplo, foram encontrados guardados 15 anos de fotocópias de folha de frequência de quase 500 funcionários. Como o original estava na Pró-Reitoria de Recursos Humanos, não havia necessidade de fotocópia. Isso mostra também, de acordo com o diretor, que há sobreposição de trabalho.

A expectativa é chegar a 1.500 documentos, com a identificação nos demais Centros de Estudos e Pró-reitorias, além dos Hospitais Universitário e Veterinário, Hemocentro e Colégio de Aplicação. Para a atividade, o diretor conta que se basearam em modelos utilizados pela USP, Unicamp e Instituições Federais de Ensino Superior. Porém afirma que, nesse formato, o trabalho realizado na UEL é novo e diferenciado. ?Esse trabalho do SAUEL merece todo o nosso aplauso, porque não é algo fácil?, reconhece a professora Rosane Lunardelli.

Paralelo ao levantamento realizado pelo SAUEL a respeito dos tipos documentais e seus títulos, a identificação de como cada local denomina seus documentos, o que se repete, o tempo de arquivamento, o valor probatório, o subprojeto coordenado pela professora Rosane está elaborando uma lista de termos preferidos a serem empregados. ?Nessa lista são apresentados os termos que devem ser utilizados quando se tratar de determinada série e tipo documental e qual é a definição de cada um deles?, ressalta. A conclusão desta etapa deve ser finalizada no primeiro semestre de 2018.

Os passos seguintes serão de buscar elaborar um layout com a estrutura ou formato que cada documento deve ter. A professora explica que, com a lista de palavras, de termos preferidos e suas definições a respeito de cada um, a UEL estará em unidade, o que facilitará o trabalho posterior. ?O projeto é fundamental para a gente e também acredito que poderá servir de ponto de partida para outras universidades. Vamos padronizar para simplificar a gestão?, afirma Rosane.

Além da participação de Edson Holtz, colaboram também com as atividades as servidoras do SAUEL, Elizabeth Leão de Carvalho e Valéria Diatchuk e outros voluntários. Fazem parte do projeto de pesquisa, além da coordenadora, Rosane Lunardelli, a estudante do curso de Arquivologia e bolsista de Iniciação Científica, Bruna Nunes Crippa, e a mestra em Ciência da Informação e aluna do curso de Arquivologia, Tatiana Tissa Kawakami.

Tempo - Holtz afirma que é preciso "correr contra o tempo", pois há diversos servidores que realizam atividades relacionadas à documentação que estão se aposentando. "As pessoas estão saindo e não estão sendo substituídas. Essa passagem de conhecimento vai se perder e portanto precisamos ter algo registrado", afirma.

Outro ponto destacado pelo diretor do SAUEL é a duplicidade no suporte que agora, além de impresso, é também digital. Segundo ele, também no meio digital são utilizados nomes diferentes para o mesmo documento e é preciso padronizar também as pastas digitais. "Precisamos de ferramentas para educar as novas gerações que estão chegando, seja na utilização em caixas de papel ou em pastas do computador", afirma.

"Nós precisamos correr um pouco antes dessa transição do papel para o digital e não esperar ser atropelado por ela. Daí a iniciativa do projeto e a tentativa de implementar este suporte tanto no papel quanto em digital", afirma Holtz. Rosane Lunardelli lembra: "Se não tiver uma padronização de termos para que seja possível a organização desses documentos, ninguém recupera nada e o problema persiste. Só vai transferir o caos para o digital".
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A dispersão urbana como novo modelo de cidade


Os professores Eduardo Marandola (Unicamp) e Werther Holzer (UFF) participaram de mesa-redonda e do lançamento de três livros

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

As cidades possuem um dinamismo próprio e desafiam os modelos estabelecidos de desenvolvimento, particularmente aqueles baseados na economia, como o de "Região Metropolitana". Um conceito que pode explicar estas dinâmicas é a "dispersão urbana", tema da mesa-redonda que trouxe os professores Eduardo Marandola (Universidade de Campinas) e Werther Holzer (Universidade Federal Fluminense) à UEL no dia 27 de julho: "Dispersão urbana e novas formas das cidades: mobilidade, experiência e planejamento".

O crescimento das cidades tem seguido, por décadas, o modelo de Região Metropolitana (RM), no qual existe uma sede, um centro (econômico e de serviços), densamente povoado, e núcleos urbanos menores à volta, periféricos, com menos recursos. Neste modelo, a funcionalidade impõe o modelo, explica o professor Holzer. Na verdade, lembra o pesquisador, o próprio modelo de RM não foi desenvolvido em plenitude, mas sobretudo administrativamente.

O professor Eduardo comentou que mesmo as RMs mais novas podem apresentar características um pouco diferentes das mais antigas, surgidas décadas atrás. Nas mais recentes, a sede é relativamente menor e o entorno cresce e ganha importância, levando à chamada "penduralidade", ou seja, as pessoas vem e vão dentro da região, por opção. Em razão de tais fenômenos, defendem os pesquisadores, é essencial pesquisar e compreender a dispersão urbana para um planejamento urbano mais adequado, já que ela vai exigir investimentos seus diferentes daqueles do modelo tradicional.

Para o professor da UFF, que pesquisa o tema desde 2003, este modelo nunca foi bem sucedido no Brasil, e a autonomia concedida aos municípios pela Constituição de 1988, como ente federativo ("fictício"), só piorou, pois não leva em conta as especificidades de cada local e região. O professor Eduardo observou que a Paraíba é o estado com mais RMs, de modo que praticamente todos os municípios de lá pertençam a uma, e em Santa Catarina o cenário é quase o mesmo.

A mobilidade das populações verificada nos últimos anos é crucial para entender o modelo de dispersão urbana, e é sua característica principal. Nele, urbano e rural são mais difusos, mais interpenetrados, a configuração não é mais radial, mas há percursos variados, e os próprios eixos de deslocamento podem gerar uma "cidade estrada". A ideia é que, a partir das diferentes conformações de mobilidade, surgem uma variedade de opções, em dispersões não metropolitanas. "As pessoas estão optando por viver em outros locais, por renda ou por outros fatores, como qualidade de vida, proximidade com entes familiares ou serviços específicos", descreve Holzer. Por isso, hoje, existem muitas pessoas que vão à cidade para trabalhar mas moram em chácaras, e em volta delas existem pequenos mercados, hotéis, bancos e postos de combustíveis - não há mais uma separação clássica.

Tudo isso pode surgir a partir de iniciativas individuais, de pessoas que escolhem tais lugares para morar ou abrir um negócio. Com o tempo, o fluxo aumenta e o espaço é utilizado extensivamente - outra características do modelo de dispersão. Assim, grandes contingentes de população podem simplesmente mudar de cidade, e núcleos urbanos podem fenecer ou se expandir conforme esta dinâmica, às vezes por um fator aparentemente mais pontual, como a construção de uma hidrelética - ela atrai trabalhadores, que acabam ficando. É o caso de Foz do Iguaçu e Itaipu. O programa Minha Casa Minha Vida é outro destes fatores citados pelo professor da UFF, que deslocou grandes quantidades de pessoas sem lhes fornecer a estrutura adequada.

O professor lembra que o modelo de RM não prevê fatores que possam causar grande mobilidade e, consequentemente, não planeja a infraestrutura necessária para lidar com ela. Além disso, a ideia de RM parte do princípio de que ela vá crescer continuamente. "Só que o país envelhece e pode haver até estagnação, pois o crescimento vegetativo brasileiro vem baixando", comenta. Está em 1,26%, menor que o da Irlanda e Israel, por exemplo.

Mesmo as cidades planejadas não escapam destas novas dinâmicas e da mobilidade. Mas no caso de Brasília, tombada com apenas 30 anos, as populações atraídas tiveram que se fixar em outros locais, criando as cidades satélites - ou seja, não são uma expansão de Brasília. "Brasília é um modelo que não funcionou. Ela é um grande centro administrativo e as pessoas que foram para lá depois foram "jogadas" na periferia. Mas mesmo lá ocorrem outras dinâmicas", afirma o professor Holzer.

O ponto chave é o grau de escolha que as pessoas possuem em realizar a mobilidade, seja por condições econômicas favoráveis (para adquirir um imóvel e um carro, por exemplo) ou por mudança de estilo de vida. "Desde os anos 90 os centros crescem menos. Nas cidades menores, as relações entre o urbano e rural estão mudando, ficando mais entrelaçadas. E mesmo os mais pobres possuem algum grau de escolha de mobilidade, então ela acontece", explica o professor Eduardo.

Para o professor Holzer, é aí que se constata a importância da pesquisa, pois esta dispersão só pode ser observada num estudo qualitativo. Além disso, ele defende o amplo debate entre o modelo de cidade compacta e densa das RMs e do de uso extensivo da cidade dispersa. Mas já existem estudos. Holzer fala de uma tese, recém concluída, que aborda um contraponto à RM: o conceito de "slowcittà". Já existem centenas na Europa certificadas como tal, e designam núcleos urbanos, mesmo grandes, que adotaram um modo de vida calmo e tranquilo, diametralmente oposto à famosa "correria do dia a dia".

Além da mesa-redonda, os professores participaram do lançamento de três livros. O primeiro é "A Geografia Humanista: sua trajetória 1950-1990" (Eduel), de autoria do professor Werther Holzer; o segundo é "A Escola Francesa de Geografia: uma abordagem conceitual" (Perspectiva), do geógrafo francês Vincent Berdoulay e prefaciado pelo professor Eduardo; o terceiro, coorganizado por este, é "Dispersão urbana e mobilidade social" (Blucher).
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Webquest inova na educação permanente da equipe


Rita Domansky, coordenadora do projeto, espera ver o Webquest ser aplicado como nova estratégia em mais instituições

BRUNA CORCHELRI*

Webquest, projeto que está sendo implantado no HU, vai inovar na capacitação educacional contínua da área de enfermagem do Hospital. A nova estratégia pedagógica, desenvolvida a partir deste mês, vai modernizar a educação permanente e levar as atividades de qualificação até a unidade onde o enfermeiro trabalha, com uso de notebooks e orientação de tutores treinados. A intenção é facilitar os treinamentos e que os resultados do projeto sejam reaplicáveis em mais instituições do Sistema Público de Saúde.

O projeto de pesquisa 'Webquest como estratégia pedagógica de educação permanente em saúde", coordenado pela enfermeira Rita de Cássia Domansky, da Diretoria de Enfermagem do HU, obteve financiamento de R$ 29.777,00 do edital "Programa de pesquisa para o Sistema Único de Saúde: gestão compartilhada em saúde - PPSUS", programa gerido de forma compartilhada entre o governo federal e estaduais.

A coordenadora do projeto do HU explicou que a verba federal é dividida entre os estados e os acordos de repasse aos projetos selecionados são feitos por meio de fundações estaduais de apoio à pesquisa - no caso do Paraná, a Fundação Araucária - com as secretarias estaduais de Saúde (SESA) e de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI).

O PPSUS objetiva incentivar atividades de pesquisas que promovam a formação e melhoria de qualidade da saúde pública do Paraná, representando uma contribuição para o desenvolvimento de inovações no contexto do SUS.

Recursos humanos - "É competência do SUS ordenar a capacitação educacional contínua dos profissionais, mas esse trabalho enfrenta problemas resultantes da insuficiência de recursos humanos na área da saúde", observa Rita. Frente a esta necessidade de modificação na forma tradicional de qualificação dos profissionais, o projeto coordenado pela professora, junto a uma equipe de docentes e discentes do curso de Enfermagem e da Assessoria de Qualidade do HU, propõe a implantação do método Webquest a fim de inovar o espaço pedagógico na área.

"A proposta do 'Webquest como estratégia pedagógica' procura solucionar a dificuldade em realizar capacitações sem afastar os profissionais de seus postos de trabalho para participação de atividades educativas. A implementação do Webquest, de forma individualizada no horário e ambiente de trabalho, por meio de notebooks e fones de ouvido, e na presença de tutores treinados, vai facilitar e ampliar a execução das atividades de educação permanente", ressalta.

A coordenadora entende que, com pouco tempo e recurso, o método vai viabilizar a execução das atividades na unidade de trabalho do profissional. "Assim, vamos conseguir replicar de maneira mais rápida e efetiva a educação permanente", diz.

Segundo ela, as aulas terão em torno de 20 a 30 minutos, e ao final de cada exposição de conteúdo serão aplicados testes para assimilação da matéria. O resultado é emitido quando finaliza o teste, e as respostas erradas podem ser corrigidas e refeitas com o auxílio dos tutores.

Primeira etapa - A pesquisa será desenvolvida entre julho de 2017 a julho de 2019, totalizando 24 meses de projeto. Parcela da verba já está liberada para uma primeira etapa, para compra de notebooks e software e para melhorias da infraestrutura para o projeto. A população do estudo será constituída pelos 712 profissionais integrantes da equipe de enfermagem do HU, independentemente do tipo de vínculo contratual.

A coordenadora também descreveu a divisão do projeto em três etapas: Desenvolvimento da Webquest e capacitação dos tutores, que quando alunos são do último ano da graduação de Enfermagem, residentes ou os próprios enfermeiros das unidades; Implementação da Webquest, de forma individualizada, no local de trabalho do profissional com presença dos tutores que irão orientar a aplicação do método e tirar eventuais dúvidas; E, por fim, será realizada uma verificação de satisfação, a partir da análise do questionário de avaliação de reação.

"A exploração desse novo método para a qualificação dos profissionais é uma tentativa de driblar as dificuldades do cotidiano da prática e gestão de serviços em saúde, a fim de modificar a formalidade e agilizar o processo de capacitação", diz a coordenadora do projeto, que espera ver o método Webquest ser aplicado como nova estratégia na educação permanente em mais instituições do sistema público de saúde.
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Cirurgias inéditas reforçam excelência do HU

Em junho, foram realizadas com sucesso, no HU, duas cirurgias inéditas para o Sistema Único de Saúde na região, nas áreas de Urologia e Oncologia. Nos últimos 12 meses, também foram realizadas outras cirurgias inéditas, todas para o SUS, no hospital, evidenciando ainda mais a excelência em atendimentos e serviços prestados pelo Hospital Universitário da UEL. Na Urologia, foi realizada a cirurgia de estenose, que corrige grandes estreitamentos de uretra. A técnica faz enxerto com mucosa oral do próprio paciente na região posterior da uretra, para corrigir o problema de estreitamento longo. O chefe da disciplina de Urologia e responsável pela cirurgia, Marco Aurélio de Freitas, afirma que o objetivo é fazer o paciente voltar a urinar pela via normalmente. Segundo ele, as vantagens desse procedimento são de não fazer incisão peniana, corrigir o problema em um tempo só e a preservação na circulação da uretra. "Através de uma abordagem perineal, apenas um lado da uretra é dissecada para evitar a vascularização", explica. A cirurgia é inédita em Londrina e na região e no Brasil foi realizada poucas vezes. "Essa é uma técnica indiana, que depois de muito estudo e pesquisa tivemos a certeza que poderia ser feita no HU para esses casos específicos. O paciente já está em casa e se recupera bem", comenta o urologista. Na área da Oncologia Cirúrgica, foi realizada a HIPEC (Hyperthemic Intraperitoneal Chemoterapy), também inédita no SUS do Paraná, feita para retirar tumores malignos no peritônio, membrana que envolve os órgãos abdominais. O responsável pela cirurgia, Mario Liberati, explica o procedimento, que ocorre em um tempo só. ?É realizada a remoção do foco do tumor e em seguida é colocado um dreno para fazer a Quimioterapia?. Ele conta em quais casos essa cirurgia é viável. "Por ser uma cirurgia trabalhosa, que envolve uma grande equipe, ela é feita em último caso, quando outros métodos não foram eficazes o suficiente", explica Liberati. Sobre o resultado, comenta: "A cirurgia foi bem sucedida e o paciente já está bem e em casa". O residente que também participou da cirurgia, Eilson Barbosa, destaca a importância da equipe para o sucesso da cirurgia: "Tudo que envolveu a cirurgia exigiu uma grande equipe do hospital, como médicos, enfermeiros e até profissionais de farmácia".
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Planetário de Londrina recebe 14 mil pessoas por ano


Fujii comenta que, para os estudantes, a experiência é nova e engrandecedora, pois as crianças não costumam observar o céu noturno

ADRIAN RIBEIRO *

O Planetário Municipal de Londrina é um dos órgãos suplementares da Universidade Estadual de Londrina, ligado ao Museu de Ciência e Tecnologia e a um projeto de extensão da Universidade. Seu funcionamento é gerido pelo Departamento de Física do Centro de Ciências Exatas (CCE) e atende aproximadamente 14.000 pessoas por ano.

O órgão é uma instituição científica com fins educativos. Seu principal objetivo é a difusão e melhoria do ensino em Ciências e Astronomia, com ênfase na inclusão social de crianças que estudam em escolas localizadas na periferia da cidade.

Localizado na Rua Benjamin Constant, número 800, ao lado do Museu Histórico de Londrina, o prédio do Planetário possui o teto abobadado, em formato de cone, com diâmetro aproximado de seis metros. O auditório no qual são realizadas as sessões fica no centro da estrutura e possui capacidade para até 43 expectadores.

Inicialmente, o órgão foi idealizado pelos professores Cleiton Joni Benetti Lattari e Rute Helena Trevisan. O prédio foi construído pela Prefeitura de Londrina, através de uma parceria desta com a UEL, no ano de 1992. No entanto, um projetor que pudesse garantir o funcionamento do espaço não foi adquirido de imediato, de modo que o espaço permaneceu inutilizado por vários anos.

Em 2005, o espaço foi revitalizado. Finalmente, em 2007, através de uma doação efetuada pela Fundação Vitae de Apoio à Cultura, Educação e Promoção Social, foi adquirido um projetor. O espaço foi oficialmente inaugurado no dia primeiro de junho de 2007 e o primeiro coordenador do projeto foi o professor Sérgio Mello de Arruda.

As sessões do Planetário funcionam com projeções que envolvem jogos de luz e sombra. O projetor fica no centro do auditório, sendo composto por uma esfera opaca, cheia de furos, e uma lâmpada. Com a projeção das luzes através dos furos da esfera é possível simular o céu noturno de qualquer parte do planeta, em qualquer dia do ano.

O atual coordenador, professor Américo Tsuneo Fujii (Departamento de Física), destaca a função educativa do Planetário, ao observar que a maior parte das sessões é realizada para crianças, em visitas agendadas através das escolas municipais da cidade. As escolas municipais que desejarem organizar visitas ao planetário estão isentas do pagamento de taxa de ingresso.

Fujii comenta que, para os estudantes, a experiência é nova e engrandecedora, pois as crianças não costumam observar o céu noturno. Ele destaca o fato de que o ambiente urbano, repleto de luzes artificiais, não oferece as condições ideais para a observação das estrelas e planetas. Apesar de o contato com os conhecimentos astronômicos ser raro, quando apresentado no Planetário, de forma prática e ao mesmo tempo lúdica, os alunos recebem muito bem, ficando inclusive abertos a novas experiências na área.

Além das atividades realizadas com crianças e adolescentes, o Planetário também realiza atividades para pessoas da terceira idade. Fujii comenta que com os idosos a experiência é totalmente diferente. Ele diz que uma boa parte dos idosos já possui determinados conhecimentos sobre as estrelas e durante a sessão fazem comparações entre o que já sabem e os novos conhecimentos adquiridos.

Atualmente, o planetário possui 12 sessões, sendo seis voltadas para o público infantil e seis pensadas para o público jovem e adulto. Além destas apresentações, também há uma focada na inclusão social de deficientes visuais. Intitulado "O céu nas tuas mãos" o projeto simula as constelações em bolas de isopor que possuem alto relevo, estimulando o tato dos deficientes visuais.

Em dez anos de existência, mais de 50 alunos da UEL, entre funcionários e bolsistas já passaram por ele. Contatos podem ser feitos pelo telefone (43) 3326-0567 ou pelo e-mail planetário@uel.br . A programação completa até o final do ano está disponível no endereço uel.br/cce/mct/planetario

Programação

No último sábado de cada mês, o Planetário exibe filmes em sessão abertas ao público, sem agendamento prévio, e vários com entrada franca. No dia 26 de agosto, será ?Os mosconautas no mundo da lua?, que conta a história de três moscas que acabaram indo para a lua com os astronautas. O filme é uma animação de 2008 e tem duração de 1h25. Em setembro (30), será a vez de "Pequenos invasores" (2009, 1h25 de duração), que fala de uma família que vai passar as férias fora e aluga uma casa e recebem a visita de pequena alienígenas com planos de conquistar o mundo. Em outubro (28), será exibido "Monstros vs alienígenas", animação de 2009 (1h35 de duração) que conta como confusos monstros terrestres decidiram defender o planeta de invasores alienígenas. Em novembro (25), o Planetário exibirá "Wall-E", animação de 2008 (1h40 de duração) que tem um pequeno robô como protagonista, num futuro no qual a Humanidade abandonou a Terra depois de entulhá-la de lixo e ele ficou por aqui. Além destes, outros 8 filmes infantis estão programados.

*Estagiário de Jornalismo da COM
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Acontece

Cursos de Especialização
Cinco cursos gratuitos de Especialização (EAD) estão com inscrições abertas até 17 de agosto. Interessados podem fazer a inscrição no endereço www.labted.net/editais. Ao todo são ofertadas 1.260 vagas para os seguintes cursos: Ensino de Biologia, Educação Física Inclusiva, Educação Física na Educação Básica, Ensino de Inglês para Crianças e Química para Educação Básica.
O valor da taxa de inscrição é de R$ 81,00, sem pagamento de mensalidades ao longo do curso. As vagas são para diversas cidades, ou polos do estado. Com duração entre 18 e 24 meses, os cursos serão ministrados em ambiente virtual de aprendizagem (AVA), com início em novembro. Embora divididas em polos, não há obrigatoriedade do aluno residir na cidade, mas a exigência é que as obrigações presenciais sejam cumpridas.
Os cursos são ofertados pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPPG), com apoio do Núcleo de Educação a Distância (NEAD) e fomento da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Mais informações no endereço: http://www.labted.net/.

Colóquio em Organização
O Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e o Departamento de Ciência da Informação promovem o 2º Colóquio em Organização, acesso e apropriação da informação e do conhecimento (COAIC). O Colóquio será realizado nos dias 24 e 25 de agosto. Inscrições no endereço www.uel.br/eventos.
A edição deste ano do Colóquio, cujo tema é ?Perspectivas para disseminação, acesso e (re) uso da informação?, enfoca a reflexão e o compartilhamento das pesquisas científicas em Ciência da Informação e áreas de interface, congregando pesquisadores, pós-graduandos e profissionais.
De acordo com a comissão organizadora, o COAIC reforça o desenvolvimento e o fortalecimento do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação.
Mais informações pelo endereço uel.br/eventos, ou pelo telefone (43) 3371 5914. 

Exposição Arte Londrina
Está aberta, até 15 de setembro, a terceira e última exposição do edital Arte Londrina 5 - As Coisas se Escoram Tortas. A exposição foi constituída a partir de curadoria compartilhada entre Danillo Villa, chefe da Divisão de Artes Plásticas da Casa de Cultura da UEL e do curador convidado, Ricardo Basbaum. Estão expostos vídeos, desenho, assemblage, pintura, instalação e objetos.
Os 16 artistas selecionados para esta exposição têm em comum a manipulação de objetos para compor uma superfície. O processo ocorre a partir da observação daquilo que de tão comum se torna de certo modo invisível, desaparecendo na tessitura do cotidiano. Meias, tapetes, linhas e papéis amassados entre outros, são exemplos do que não é raro ou caro, mas que recortados de seus contextos indicam uma subversão dos hábitos. Mais informações na Divisão de Artes Plásticas, pelo fone (43) 3322-6844.

Geografia Política
A UEL promove, de 15 a 17 de novembro, o IV Simpósio Nacional de Geografia Política, Território e Poder (GEOSIMPÓSIO), o II Simpósio Internacional de Geografia Política e Territórios Transfronteiriços (GEO-TRANSFRONTEIRIÇO) e o I Congresso Brasileiro do Centenário da Guerra do Contestado.
O I Congresso Brasileiro do Centenário da Guerra do Contestado visa a divulgação e debates sobre o importante episódio registrado na formação territorial brasileira, inteiramente ligado ao tema central dos eventos da Geografia Política, Território e Poder. A inclusão do evento ocorre em função da negligência da Geografia brasileira sobre as questões amplas e complexas, que envolvem esta que foi a maior guerra civil camponesa registrada em solo nacional no início do século XX. Mais informações sobre os eventos no endereço geosimposio2017
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Projeto emprega literatura como forma de inserção


"O ensino da leitura e a educação podem estar presentes fora da escola, mas há outros espaços e públicos em que se opera esse espaço de educação", afirma a professora Sheila (à esq.)

RAQUEL PIMENTEL*

Leitura criativa como direito à infância e à adolescência. O nome resume a proposta do projeto de extensão do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas, a de garantir a esse público o acesso à literatura, empregando-a como ferramenta na formação, inserção social e expansão de horizontes dos indivíduos.

Coordenado pela professora Sheila Oliveira Lima, o projeto é desenvolvido há 14 meses no Lar Anália Franco, instituição que abriga crianças e adolescentes afastados de suas famílias. Participam hoje como colaboradoras as alunas do curso de Letras Amanda Gomes do Amaral, Angela Rodrigues da Silva e Giovanna Triani, responsáveis pela abordagem e desenvolvimento das atividades com os moradores da entidade.

A extensão nasceu de duas propostas, conta a professora. A primeira foi servir de braço para um projeto de pesquisa que estuda o processo de formação de leitores. Além da fundamentação teórica, intervenções literárias realizadas por um estudante do projeto na Penitenciária Estadual de Londrina evidenciaram algumas demandas sociais sob as quais a extensão poderia atuar. "Ao perceber essas demandas, que já são relatadas por autores que tratam da leitura em uma perspectiva reconstrução e construção da própria narrativa do sujeito, pensamos em trabalhar um processo de formação de leitores em um cenário no qual a leitura possa representar um apoio simbólico nessas situações de crise", relata.

Dado o pontapé, foi realizado contato com o Lar Anália Franco e, desde então, o trabalho com crianças e adolescentes tem sido desenvolvido com base em autores como Antonio Candido, Tzvetan Todorov e Michele Petit, que defendem o acesso à literatura como um direito, a cargo da inserção em um mundo articulado e que, a partir do conhecimento, atue de modo a propiciar a construção e reconfiguração dos indivíduos.

Espaço - A primeira intervenção no Lar foi a criação do "Espaço da Leitura". Em uma sala do abrigo, foram disponibilizados diversos livros para que os moradores realizassem uma leitura individualizada, acompanhada por algum dos colaboradores. A promoção de um trote solidário de arrecadação de livros na semana de recepção dos ingressantes pelo Centro Acadêmico de Letras e doações externas tornaram possível a construção do Espaço.

Alguns dos livros arrecadados contêm dedicatórias às crianças e adolescentes do lar e, segundo a professora, tornaram-se os preferidos. "São os livros que eles mais gostam. Eles olham e falam 'nossa, ele mandou pra gente'?, e pela pesquisa desenvolvida nós sabemos o quanto é importante essa vinculação afetiva do leitor com o texto, do leitor com o autor e toda essa aura em torno da leitura", conta Sheila.

Além do Espaço da Leitura, os colaboradores realizaram no ano passado atividades no Centro de Educação Infantil contíguo ao Lar, que recebe tanto moradores do abrigo como crianças da comunidade. Uma vez por semana, era realizada uma leitura compartilhada, a fim de construir uma interpretação e compreensão coletiva do texto.

Após a leitura, as crianças conversavam com os colaboradores sobre o que se interessaram, o que gostaram mais no texto, e produziam um desenho.

Uma das histórias lidas com as crianças foi "O Príncipe Triste", texto de Rui Oliveira e Lilia Schawarz, que apresenta uma história dentro da História do Brasil, sobre a trajetória de Dom Pedro II. Outra leitura desenvolvida foi "O pato, a morte e a tulipa", narrativa que, por meio de uma amizade incomum, questiona "para onde vamos?" e busca uma interpretação subjetiva de cada criança.

Adolescentes - Na fase atual do projeto, o trabalho está focado nos adolescentes do Lar. As colaboradoras têm realizado visitas às sextas-feiras nas casas que integram o abrigo e, por meio de narrativas fílmicas, têm buscado a inserção dos moradores no cenário da literatura. "O filme foi um caminho possível que pensamos para levar até a leitura mais autônoma", relata a professora.

Com a reprodução dos filmes, a proposta é construir uma interpretação subjetiva dos adolescentes sobre as histórias e o posicionamento como personagens dentro dos cenários exibidos. O projeto realiza reuniões semanais para discutir as abordagens e escolha dos filmes. Os selecionados costumam ser longas metragens que promovam o debate e as trocas entre as estudantes e os moradores, buscando abrir espaço para a narrativa literária.

Além de fazerem as escolhas, Sheila e as alunas colaboradoras pedem também sugestões aos adolescentes. Um dos escolhidos que, segundo elas, proporcionou uma interação interessante foi o clássico "Branca de Neve".

Embora a escolha tenha sido uma princesa da Disney, a reação dos moradores foi surpreendente, menos romântica e fantasiosa. "Os comentários que eles fizeram foram 'onde já se viu essa Branca de Neve sair com esse príncipe' Ela nem conhece ele!", ou então "eu ficaria com os anões". Eles foram capazes de estabelecer uma relação com filme e com o personagem da Branca de Neve muito mais crítica, pensando na própria vida como a gente espera que aconteça na literatura, lendo aquele texto tentando compreender a própria narrativa" relembra Sheila.

O projeto de extensão tem sido uma experiência enriquecedora também para os estudantes colaboradores que, no processo, têm aprendido junto com os moradores. "Eu gosto de ir lá, é desafiador. Eles vivem uma realidade muito diferente e distante, temos que aprender a pensar como eles, tentar entendê-los. Além de levarmos algo, também trazemos algo pra gente, sobre o jeito que veem o mundo", afirma Giovanna Triani.

Para Ângela, o contato não é unilateral: "É uma troca, uma coisa simultânea. A princípio talvez pareça que estamos ensinando alguma coisa, mas na verdade é uma troca o tempo todo. O que a gente disponibiliza é só um caminho para o texto literário, e ao mesmo tempo eles estão mostrando diversas outras coisas pra gente". E Amanda completa: "Na verdade não é só a reconfiguração subjetiva deles mas sim nossa, também. É uma via de mão dupla em que tanto nós como eles estamos mudando e nos repensando através do diálogo. É muito legal".

Lar - O Lar Anália Franco recebe crianças e adolescentes de 0 a 18 anos em situação de abrigo judicial que, por algum motivo, foram afastadas temporariamente de suas famílias. "O afastamento é um dado importante, porque as crianças estão lá em situação provisória, mesmo que, para algumas delas, essa condição já dure anos. Então para criarmos uma relação com eles é algo mais complexo, o percurso e oscilações na trajetória daquelas crianças e adolescentes têm que ser consideradas e a própria expectativa deles, que é de sair de lá", diz a professora Sheila.

Além do contato com crianças e adolescentes, o projeto planeja realizar nos próximos meses um trabalho com as "mães sociais", funcionárias do Lar que são cuidadoras dos moradores. "O ensino da leitura e a educação podem estar presentes fora da escola, há outros espaços e públicos em que se opera esse processo", completa a professora.

* Estagiária de Jornalismo na COM
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