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09/05/2017  

JORNAL NOTÍCIA 1.360 - 10 de maio de 2017

Agência UEL

        

Terremoto espiritual na Cristandade: Lutero e a Política

"Infectologia ressurge como potencial especialidade no Paraná"

Jogo virtual sobre diabetes conquista prêmio internacional

Uma forma acadêmica de acolher

Tirinhas

Jogo virtual sobre diabetes conquista prêmio internacional

Doutoranda do CCB apresenta tese com dupla titulação

UEL ganha mestrado em Ciências Farmacêuticas

Acontece

Pesquisadora Júnior vai representar o Brasil em feira internacional

Estudei na UEL

EDUEL

EXPEDIENTE

Terremoto espiritual na Cristandade: Lutero e a Política

MARCOS ANTÔNIO LOPES*

Neste início de 2017 muito se tem abordado a figura de Martinho Lutero, o monge que há 500 anos desintegrou a estabilidade do mundo cristão nos primórdios dos Tempos Modernos. Ao destravar as porteiras para o advento da interpretação livre e direta das Sagradas Escrituras, ele se tornou a maior notoriedade de seu tempo, e uma das personalidades inaugurais do mundo moderno. Diante da imensa coragem de Lutero, o observador hodierno se sente diante de uma espécie de primeiro intelectual interventor, de um escarafunchador de feridas, de um escavador de precipícios, que não se contentou em alcançar o fundo das coisas, sempre disposto a ir um tanto além dos limites estabelecidos.

Com efeito, sua personalidade foi vastamente definida, em muitos traços até destoantes. No dizer do historiador R.H. Tawney, as declarações de Lutero sobre a moralidade social predominante em sua época soam como explosões ocasionais de um vulcão caprichoso, com um ou outro raro jato de luz entre a torrente de fumaça e chamas, sendo ocioso explorá-las em busca de uma doutrina coerente e consistente. Segundo Tawney, Lutero assemelhou-se a um selvagem a quem se apresenta um dínamo ou uma máquina a vapor. Estava tão apavorado frente a um engenho do qual desconhecia o funcionamento para sentir qualquer espécie de curiosidade. As tentativas de lhe explicar o mecanismo da máquina apenas o enraiveciam. Assim procedendo ele somente seria capaz de repetir que lá dentro havia um diabo, e que bons cristãos não deveriam se misturar com o mistério da iniquidade.

De fato, conceitos e atitudes de Lutero podem parecer aterrados a um conjunto arcaico de valores, como um movimento de restauração dos princípios perdidos do Cristianismo primitivo, que a ortodoxia da Igreja soterrou em grossas camadas de dogmatismo. Mas, se tomarmos a Reforma Luterana em perspectiva histórica como fenômeno social, logo se perceberá que o êxito do protestantismo dependeu bem menos da ação de reformadores enérgicos e persuasivos que da já muito amadurecida predisposição da sociedade laica, bem como do apoio decisivo de seus representantes mais graduados, como a nobreza e os príncipes alemães. Por isso a Reforma não se confundiria como uma nova heresia, a ser alcançada e debelada pela ordem religiosa e política, como foram os vários movimentos de rebeldia perseguidos e debelados ao longo da Idade Média. Ora, nos inícios da Idade Moderna a ordem social estava mudando em um processo acelerado de transformações políticas, econômicas, científicas e técnicas. Nesse cenário de amplas mudanças, Lutero foi capaz de transferir traços de dignidade ao que poderia ter sido mais uma dentre muitos atentados à dogmática reinante. De maneira inédita e surpreendentemente rápida, uma "heresia" vingou em solo cristão, sem que fosse asfixiada pela Igreja e seus apoiadores seculares.

A partir de Lutero os reformadores desejaram restabelecer antigos valores do Cristianismo, que haviam se perdido em meio ao desvirtuamento da Igreja corrupta e moralmente falida. O impulso e sucesso da Reforma exigiam alguém de pulso. Lutero encarnou o espírito de resistência e obstinação. Seu temperamento forte e agressivo sustentou um movimento contrabalançado por intensas ondas de repressão, o que permite dizer que aquele trabalho de enfrentamento não era tarefa para humanistas de gabinete, mas para um polemista convicto da verdade de seus princípios e movido por uma coragem poucas vezes vista em um homem de ideias e de letras. Prova de seu raro destemor está na imagem que ele entregou acerca da Igreja no texto A liberdade do homem cristão, de 1520. Aí, a já milenar instituição foi definida como "o mais desregrado covil de ladrões, o mais vergonhoso de todos os bordéis, o próprio reino do pecado, da morte e do inferno". Depois de Maquiavel, que escreveu antes da Reforma no terreno mais neutro do humanismo italiano (e por isso pôde dizer tudo o que disse sobre religião, sem receios de repressões), a política moderna só se tornará compreensível quando se levar em conta também as questões de fé, o problema religioso. Ora, cada vez mais a política foi sendo "contaminada" pela religião, a ponto de se estabelecer, no século XVII, uma doutrina do direito divino dos reis.

A Reforma ressacralizou a política. Entretanto, há um caráter paradoxal na Reforma: ela esteve ligada às tradições primevas do cristianismo (ênfase na espiritualidade e pureza da fé), mas colaborou com as forças progressistas que elaboraram o mundo moderno. Isso porque a Reforma destroçou os sonhos de uma única comunidade religiosa e política europeia sob domínio das até então duas forças universalistas, o Império e a Igreja, o par secular e espiritual que por tantos séculos deram corpo ao conceito de Cristandade. O movimento protagonizado por Lutero fraturou a catolicidade, enfraquecendo a autoridade moral da Igreja, que passou a ser rejeitada por milhões de pessoas em diferentes quadrantes da Europa, levando ao seu enfraquecimento político. Dessa forma, a Reforma foi copatrocinadora de um dos maiores fenômenos históricos da Época Moderna: a centralização e o fortalecimento das monarquias nacionais, abrindo uma época de maior autonomia da autoridade política em relação à clerical. Paradoxalmente, influenciou ainda na formação de um clima de maior liberdade, apesar do conservadorismo político de Lutero, estimulador de massacres contra camponeses alemães, que desejaram colocar alguns de seus princípios em prática, no que sofreram violenta repressão.

*Marcos Antônio Lopes é professor do Departamento de Ciências Sociais.
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"Infectologia ressurge como potencial especialidade no Paraná"


"Por ser uma especialidade com diversas sub-especialidades, tem uma estreita ligação com a medicina intensiva", aponta Cláudia Carrilho

CHICO YUDI

O I Congresso Paranaense de Infectologia, realizado em Londrina nos dias 31 de março e 1º. de abril, deu uma grande demonstração de que essa área desperta importante interesse em acadêmicos e profissionais de saúde.

"Tivemos mais de 60 médicos, vários enfermeiros, farmacêuticos, estudantes e residentes de medicina, enfermagem e farmácia da região centro-sul", expõe Cláudia Carrilho, da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HU, da UEL, e uma das coordenadoras do I Congresso de Infectologia.

Os números do evento superaram todas as expectativas: 628 inscritos; 120 trabalhos enviados - dos quais 102 aceitos - e cinco premiados e inscritos no Congresso Brasileiro de Infectologia; 55 aulas em apenas um dia e meio; 15 palestrantes de Curitiba, 6 de Maringá, 1 de Ponta Grossa, 2 de cascavel, 2 de Foz do Iguaçu, 1 de Paranavaí e 1 de São Paulo.

A Sociedade Brasileira da Infectologia (SBI) prestigiou o evento, com a presença de seu presidente Sérgio Cimerman na posse da nova diretoria da Sociedade Paranaense de Infectologia, gestão 2017-2018, que aconteceu no dia 31, primeiro dia do evento.

"A Infectologia ressurge como potencial especialidade no Paraná, as vagas de residência nessa área têm sido preenchidas, tanto na área médica como de enfermagem. Por ser uma especialidade com diversas sub-especialidades, como virologia, infecção hospitalar, fungos, resistência antimicrobiana, infectopediatria e doenças emergentes, tem também uma estreita ligação com a medicina intensiva", ressalta Carrilho.

Descentralização - Segundo ela, para o Paraná, também foi importante a posse da nova diretoria da Sociedade Paranaense de Infectologia, "há anos adormecida em nosso Estado". A nova diretoria é formada por infectologistas de Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa, portanto representada por profissionais de diversas regiões do estado. "É a primeira diretoria com característica descen-tralizadora. Isso é importante para que a infectologia tenha um papel ativo em todo o Estado", destaca.

"O fato de ter sido apresentado, no Congresso, o perfil de resistência antimicrobiana em hospitais do Paraná deixou claro que este problema está presente em todo o Estado, inclusive em cidades menores. Essa situação tem levado a Secretaria de Estado da Saúde (SESA), juntamente com a Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar (Aparcih), a criar um termo de cooperação entre a Secretaria e hospitais, com o objetivo de melhor enfrentar essa situação", afirma Carrilho.

O congresso discutiu também pontos importantes nos novos critérios de sepse, o Sepse 3, com palestras dos intensivistas Jair Biatto, de Maringá, e Cíntia Grion, do HU de Londrina. Uma presença aguardada foi a do analista de sistemas Jacson Fressato, criador do Robô Laura, que identifica paciente com perfil para desenvolver sepse, uma infecção generalizada. Fressato deu a palestra "Inovação e futuro", dentro do Fórum de Resistência Antimicrobiana.

A escolha do local - o Centro de Eventos do Aurora Shopping - foi também um grande acerto, "um local perfeito, local completo, com áudio, estacionamento, praça da alimentação e excelente localização".

"Para nós paranaenses, esse Congresso foi a porta de entrada para um importante espaço que a Infectologia assume no Estado. Estavam todos ansiosos por conhecimento nessa área", finaliza Cláudia Carrilho.

A nova diretoria da SPI

A nova diretoria da Sociedade Paranaense de Infectologia, empossada no dia 31, ficou assim constituída:
Presidente: Carla Sakuma - Cascavel
Vice-presidente: Jaime Rocha - Curitiba
1ª. Secretária: Cláudia Carrilho - Londrina
2ª. Secretária: Gabriela Gehring - Ponta Grossa
1º. Tesoureiro: César Helbel - Maringá
2ª. Tesoureira: Luciane Botelho - Curitiba
Informática: Maria Emília Avelar - Maringá
Comissão de Divulgação: Mônica Gomes - Curitiba
Comissão de Divulgação: Priscila Nader - Londrina

Homenagens

Durante o Congresso de Infectologia, duas homenagens foram feitas: à ex-aluna e residente do setor de Moléstias Infecciosas (MI) do HU, Márcia Arias Wingeter (da UEM), falecida ano passado, e à pioneira do curso de Medicina da UEL Joselina Nascimento Passos, falecida em 25 de março deste ano.

Josefina, nascida em 1941, veio para Faculdade de Medicina de Londrina em 1971, junto com seu marido Elias Moutinho dos Passos " ele como docente de patologia e ela na área de doenças transmissíveis. Como professora da UEL, participou de vários congressos médicos com diversos trabalhos, vários deles publicados em revistas de especialidades. Na década de 1980, prestou concurso para Inamps, onde trabalhou por 15 anos, sendo responsável pelo serviço de AIDS até 1995, quando se aposentou. Buscando uma melhor qualidade de vida, optou por morar na Gamboa do Morro de São Paulo, na ilha do Tinharé, no município de Cairu, onde construiu uma pousada e um camping e por 15 anos prestou serviço médico para a comunidade local, construindo o projeto social "Aprender é Viver", dando assistência a 60 crianças filhos de pescadores da ilha.
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Duas décadas de fotografia

RAQUEL PIMENTEL*

2017 é um ano memorável para a Universidade Estadual de Londrina na área da Fotografia. Nele se completam 10 anos do início do Mestrado em Comunicação da UEL e 20 da abertura do curso de Especialização, a primeira pós-graduação em Fotografia do Brasil.

Paulo César Boni, um dos professores que arregaçaram as mangas a fim de dar forma a este ideal, hoje se orgulha do reconhecimento que a Universidade alcançou e revê momentos pelas lentes da memória. "Começamos em 96, éramos os únicos do Brasil. Em uma turma de 25 alunos já tivemos representantes de nove Estados, até estrangeiros nós recebemos."

Em 1996 surgia o Curso de Especialização em Fotografia na Universidade. À época, a UEL congregava professores que trabalhavam com imagem, mas em locais e com focos diferentes. Isaac Camargo foi um dos colaboradores na consolidação deste projeto. Professor do Departamento de Artes do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), Isaac produzia e publicava artigos sobre fotografia e artes visuais. O professor Miguel Contani, do Departamento de Letras Vernáculas (Centro de Letras e Ciências Humanas) realizava análises de fotografias no campo da Semiótica e foi mais um a unir forças neste propósito. "Estávamos produzindo sobre o mesmo tema [a fotografia], mas fazendo esforços separadamente, e eles não estavam repercutindo. Daí surgiu a ideia do curso de Especialização, para unir forças" conta Boni.

O curso começou a funcionar com professores da casa, mas ao longo do tempo passou a receber grandes nomes da Fotografia, dos mais variados pontos do Brasil. A UEL recebeu profissionais conceituados que colaboraram para a formação de bons fotógrafos e também de professores e ex-alunos que vieram a fundar instituições de fotografia, cursos stricto (Mestrado e Doutorado) e lato sensu (Especializações) em outras instituições de ensino.

Em 2005, já consolidado o curso de Especialização, surgiu a perspectiva de criar um curso de pós graduação stricto sensu, processo que exigiu alguns anos de preparo: discussões, definições, planejamento e ações que trouxessem resultados palpáveis. Neste sentido, foi necessária a criação de um produto que servisse como escoadouro da produção científica intelectual concebida pela Especialização. Aquilo que surgia como proposta apenas de um acervo veio a se tornar um periódico de excelência. Nascia a revista Discursos Fotográficos.

A Discursos Fotográficos de número um foi lançada em noite festiva no Dia Mundial da Fotografia, 19 de agosto de 2005, na antiga livraria Porto, no Shopping Catuaí. A primeiro edição contava com o conselho editorial, órgão responsável pela revisão e orientação para produção de uma revista acadêmica, com nomes como o professor Boris Kossoy, da Universidade de São Paulo (USP) e Jorge Pedro Sousa, da Universidade Fernando Pessoa da cidade do Porto (Portugal), e apresentava produções de artigos de professores e estudantes do curso, cenário que veio a mudar logo na edição seguinte.

A segunda publicação anunciou a possibilidade de publicações externas, que logo chegaram. A revista contou com contribuições de um pesquisador português, um paulistano e uma parisiense. Edições posteriores apresentaram artigos de  pesquisadores de outros lugares do mundo.

Em 2012, a revista ganhou o Prêmio Funarte Marc Ferrez de Fotografia, uma espécie de Oscar da fotografia brasileira que premia os melhores projetos do país. Inscrita na categoria "reflexão crítica sobre fotografia", a Discursos fotográficos foi premiada na oitava edição deixando muitos surpresos, em razão do volume e da altíssima qualidade de concorrência, merecida como reconhecimento do trabalho que a revista realiza pela fotografia e pela cultura.

Hoje a revista tem periodicidade semestral e se consolidou como um importante periódico acadêmico na área da fotografia. A Discursos Fotográficos continua cumprindo sua proposta de gerar e democratizar conhecimentos na área de visualidade, além de servir de  instrumento auxiliar de ensino em sala de aula e, principalmente, fonte de pesquisa para a produção de trabalhos e elaboração de artigos para periódicos científicos e de livros.

Simultaneamente ao desenvolvimento da revista, consolidava-se o motivo inicial para qual ela foi criada: o curso de Mestrado em Comunicação. Em atividade desde 2007, o Programa foca a comunicação visual em periódicos, televisão, design, cinema e fotografia com o objetivo gerar e difundir conhecimentos promovendo o estudo e a reflexão no âmbito da comunicação e a formação de profissionais para a carreira docente.

O Mestrado hoje se encarrega da produção e publicação da revista que continua sendo feita com produção própria, mas principalmente com artigos de outras universidades, de outros estados e países. A edição mais recente, de número 21 (2016), conta com dois artigos estrangeiros, publicados em espanhol. A Discursos Fotográficos pode ser acessada pelo endereço eletrônico uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos.

A Revista e os livros publicados por alunos e docentes são apenas um indicativo de êxito do objetivo dos cursos de Especialização e de Mestrado: formar bons fotógrafos e também profissionais para o ensino da fotografia.  "O objetivo de formar bons fotógrafos e bons professores nós atingimos em plenitude", diz o professor Paulo Boni.

A UEL continua formando bons profissionais e já vê resultados da semente plantada há duas décadas. Fotógrafos de muitos cantos do Brasil passaram por aqui e ótimos professores também. Os ensinamentos da UEL servem de base para os centros e instituições de ensino de vários lugares. "Hoje existem mais de 40 cursos de Especialização em fotografia no Brasil e muitos deles têm nossos ex-alunos como fundadores, coordenadores e professores", resume Boni.

*Estagiária de Jornalismo na COM
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Uma forma acadêmica de acolher


Lúcia Sadayo Assari Takahashi, coordenadora da tutoria: "a ferramenta enriquece o processo de ensino e aprendizagem"

JOSÉ DE ARIMATHÉIA

Em 2007, o curso de Agronomia da UEL passou uma reforma curricular e, entre as mudanças, implantou um projeto pedagógico que criou a figura do tutor - um professor vinculado ao Departamento de Agronomia - regulamentada pelos Conselhos Superiores da instituição. A tutoria funciona como uma disciplina anual do primeiro ano do curso.

A ideia surgiu da realidade observada pelos professores. Os ingressantes têm quase todas as suas disciplinas de primeiro ano, básicas, em outros centros de estudo, diminuindo o contato direto com a área do curso que escolheram. Com a tutoria, os estudantes passaram a ter pelo menos 1 hora semanal (claro que acaba extrapolando, pelo ritmo do curso) com um professor e profissional da Agronomia.

De acordo com a professora Lúcia Sadayo Assari Takahashi, coordenadora da tutoria desde sua criação, a ferramenta enriquece o processo de ensino e aprendizagem, permite aprofundar os conteúdos das aulas, esclarecem questões acadêmicas e reduzem algum eventual desnível no conjunto de conhecimentos, competências e habilidades dos novos alunos. Como resultado, eles conhecem melhor o curso, a área, as disciplinas e seus conteúdos, a vida acadêmica, as perspectivas profissionais, e o próprio funcionamento da UEL. Houve ainda outros "efeitos colaterais", positivos, como a redução na evasão da curso. Não era o objetivo da tutoria, mas a professora explica que, ao conhecer melhor a área logo no início, os ingressantes podem decidir mais rapidamente se escolheram certo ou não.

Em média, a cada ano, 25 professores exercem a função de tutores, com três alunos cada um. O critério é aleatório - ordem alfabética. Isso não significa que cada grupo desenvolva suas atividades isoladamente. Pelo contrário: o contato entre tutores e tutorados é constante e faz parte do espírito da iniciativa. A aluna do 2o ano, Ana Beatriz Barbosa, por exemplo, foi tutorada do professor Amarildo Pasini, ano passado, mas frequentou, como "ouvinte" (segundo ela), o grupo da professora Lúcia Takahashi. "Ela foi adotada", brincou a professora. Para Ana, a tutoria foi uma ferramenta de escape das tensões da vida universitária, e a professora Lúcia foi uma boa conselheira.

Rafael Tanna, do 4o ano, também teve dois tutores, mas oficiais. Em certa época, houve uma demanda que gerou a troca de tutores no início do segundo semestre. Para o estudante, foi muito positivo, por causa dos pontos de vista diferentes, assim como as abordagens e práticas distintas. A troca de tutores, porém, acabou sendo apenas uma experiência temporária.

Jean Marcos de Matos e João Henrique de Almeida Jr., também do 2o ano, foram tutorados da professora Lúcia ano passado. Para Jean, a tutoria foi um espaço para desabafar e conseguir um apoio que ele, vindo de outra cidade e distante da família, conseguiu aqui. Ele enfatiza que a tutoria fortalece os laços entre alunos e professores, que compartilham sua experiência de docência, pesquisador e profissional. João destacou que cada tutor e cada aluno tem seu ritmo, mas o saldo é sempre positivo, porque na tutoria se pode tratar de qualquer assunto acadêmico. E às vezes mais, segundo a professora Lúcia: "Muitos alunos perguntam da nossa vida profissional e até pessoal. E às vezes até choram por causa de uma situação", conta.

Vínculo - O vínculo formado no primeiro ano pode se fortalecer e se prolongar por muito tempo. É o caso de Lucas Moraes, que foi um tutorado no primeiro ano de graduação e hoje é doutorando em Agronomia, na área de concentração de Manejo Sustentável do Solo e Engenharia Agrícola, e seu orientador, professor João Tavares, foi seu tutor no primeiro ano de graduação. "A tutoria muda tudo", ele resume. Ele comenta que a tutoria não é algo simples, e que faz uma diferença muito grande no curso e depois dele. A tutoria, segundo ele, dá autonomia ao aluno, que pode escolher seus rumos, mas tem que assumir responsabilidades e escolher bem, pois haverá cobranças. "A tutoria baliza nossa autonomia e mostra caminhos. É como um pai fora de casa", completa. O resultado é um amadurecimento acadêmico que prepara o aluno para a Pós-graduação, que funciona com este binômio: autonomia e responsabilidade.

Maturidade - Quem partilha de uma perspectiva muito semelhante é o professor Maurício Ursi Ventura. Para ele, a tutoria contribui para a maturidade do ano, oportuniza o diálogo aberto, permite a interação com colegas, inclusive da Pós-graduação, que acabam se tornando tutores informais. "Os novos alunos encontram aqui uma realidade muito diferente do Ensino Médio. Aqui têm que lidar com um certo grau de liberdade e autonomia, e novos métodos de leitura e estudo. A tutoria ajuda nisso", diz.

O professor Adilson Luiz Seifert também lembra que os alunos chegam ansiosos e com dúvidas, porque não conhecem o meio acadêmico. E destaca que, para compensar isso, a tutoria tem trabalhado com o Regimento Interno da Universidade, para que os novos alunos se inteirem do funcionamento da instituição e conheçam as instâncias adequadas para resolver as mais diferentes questões. O saldo é positivo: ele observa que a Agronomia já foi o curso com mais problemas disciplinares na UEL. "Hoje é um dos mais tranquilos", completa. Além disso, o que se fala na tutoria extrapola seu âmbito. Como todos os conteúdos podem ser discutidos lá, as outras disciplinas acabam se beneficiando.

As palavras da graduanda Ana Beatriz parecem sintetizar a década bem sucedida da tutoria no curso de Agronomia da UEL: "A tutoria virou uma rotina. Uma boa rotina", sentenciou.
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Tirinhas


Clarissa/Camila/Julia/Fernanda/Marcela/Gabriela
Mariana/Gabriel/Guilherme/Rafael/Antoine

O Notícia publica mais duas tirinhas elaboradas por alunos do 2º ano do curso de Design Gráfico, do Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), dentro do projeto "Consumo Consciente", que visa combater o desperdício de comida no Restaurante Universitário, e que é desenvolvido em parceria com o Serviço de Bem Estar à Comunidade (SEBEC) e administração do RU. As histórias em quadrinhos trazem personagens que mostram situações corriqueiras, bem características do cotidiano do RU. Com capacidade de servir 4.000 refeições/dia, o Restaurante tem uma das maiores capacidades do país neste critério.
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Jogo virtual sobre diabetes conquista prêmio internacional


Alan Felinto e Vânia Vargas integram a equipe que desenvolveu o jogo

BIA BOTELHO

O jogo virtual ?Gamelitto Adventures?, idealizado e desenvolvido por professores e servidores da UEL, conquistou o primeiro lugar na categoria Doenças Crônicas do prêmio internacional The Games4Health Challenge, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. A premiação foi divulgada no último dia 3. De 10 categorias de premiação, o game ainda faturou outras duas menções - primeiro lugar como melhor vídeo de divulgação e como projeto mais votado pelo público nas redes sociais. Com isso, recebeu a premiação de U$S 7 mil. Ao todo, 86 Universidades de diversos países participaram da competição.

Segundo a psicóloga do Hospital Universitário (HU), Vânia Vargas, idealizadora do game, trata-se de um jogo da área da saúde, com a temática da Diabetes Mellito tipo 1, voltado para a faixa etária de 6 a 12 anos. O game health utiliza de um pet virtual, o Gamellito, que propõe à criança a realização de automonitorização, aplicação de insulina, alimentação e atividade física em um personagem que tem DM1. ?É uma forma da criança reproduzir o que ela vive?, afirma.

O jogo faz parte da pesquisa desenvolvida por Vânia Vargas, no programa de Doutorado do Instituto de Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP), cujo tema é Desenvolvimento e avaliação de dispositivo educativo e terapêutico estratégico no atendimento de crianças com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1). A psicóloga atua no atendimento de criança com diabetes desde 1993.

De início, o jogo era em um tabuleiro, no qual as crianças jogavam em grupo e realizavam a parte educativa e de tratamento. Foi então que a psicóloga teve a idéia de transformar o jogo em uma competição virtual. Para isso, procurou o professor Alan Salvany Felinto, do Departamento de Computação da UEL, que coordena o projeto de formação complementar na área de ensino Desenvolvimento de games em ambientes virtuais. A parceria envolveu também o curso de Design Gráfico, com a colaboração da professora Rosane Fonseca de Freitas Martins. Por isso, a parceria é considerada transdiciplinar.

GAME - De acordo com Vânia, o game tem um enredo. O pet Gamellito é de outro planeta e está com um problema de saúde. Ele pede então ajuda a crianças da Terra para tentar descobrir seu problema e, assim, a criança interage com o personagem e a doença. ?É uma forma de mostrar o que ela sabe e conhece sobre a diabetes?, explica.

Além de interagir com o Gamellito, as crianças terão um quiz para responder durante o jogo. Com isso, médicos e profissionais da saúde que as acompanham, poderão ter acesso ao que respondem e saber o que entendem e como lidam com a doença. Como psicóloga, Vânia conta que atende muitas crianças com DM1 e algumas tem dificuldade em falar sobre a doença, por isso o jogo tem um papel importante na aceitação da doença. ?Brincar é um jeito de ensaiar a vida, para quando ela for adulta?.

A base do game é a literatura científica. Como possui um design atraente e linguagem simples para a criança, ele se torna uma ferramenta educativa. ?Ele trata um conteúdo chato, que muitos não querem falar, de forma leve?, afirma Felinto.

O game está em fase de teste com os desenvolvedores. Depois passará por avaliação de uma equipe da saúde e, por fim, das crianças. Após todas as avaliações ele estará pronto para ser utilizado. Felinto afirma que até o final do segundo semestre o Gamelitto Adventures estará disponível para ser baixado em smartphones e tablets.

O vídeo utilizado no The Games4Health Challenge, está disponível em inglês, com explicações sobre o funcionamento do jogo, no link www.youtube.com/watch?v=pXk0m_3tcHE.
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Doutoranda do CCB apresenta tese com dupla titulação

O Centro de Ciências Biológicas da UEL registrou no dia 6 de abril a primeira doutoranda com dupla titulação. A biólo-ga Fernanda Aparecida Pires Fazion apresentou seu trabalho dentro do Programa de Genética e Biologia Molecular da UEL e de Microbiologia da Université Paris Saclay/AgroParisTech, de Paris, obtendo assim titulação no Brasil e na França. A defesa foi feita em francês, no Laboratório Escola de Pós-Graduação (LABESC) da UEL, com transmissão em videoconferência para o país europeu.

A banca foi composta pela professora da UEL e orientadora, Gislayne Fernandes Lemes Trindade Vilas-Bôas, pelo orientador francês, Didier Lereclus, professor do Institute National de la Recherche Agronomique (França), professor Jacques Mahillon Université, da Catholique de Louvain (Bélgica), a professora Olivia Arantes, aposentada da UEL, e Luiz Filipe Protasio Pereira, do Instituto Agronômico da Paraná (IAPAR).

A tese Papel dos plasmídeos no grupo Bacillus cereus em larvas de insetos foi realizada em dois anos e meio na UEL, sendo que a doutoranda permaneceu 18 meses na Université Paris Saclay. A pesquisa se baseia nos plasmídeos, parte da estrutura celular das bactérias, até então pouco estudada. O estudo analisou como a bactéria se comporta dentro de larvas de inseto, funcionando como um bioinseticida.

Fernanda é graduada em Ciências Biológicas pela UEL com mestrado em Genética e Biologia Molecular também pela UEL. Ela afirma que esta oportunidade abrirá portas para que outros estudantes também consigam a dupla titulação. ?É uma honra para mim ser a primeira do CCB?, afirmou.

A UEL mantém convênio de cooperação com a universidade francesa por meio do Laboratório de Genética e Taxonomia de Bactérias, do CCB. O projeto tem apoio da CAPES e a COFECUB, da França. 
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UEL ganha mestrado em Ciências Farmacêuticas

A UEL ganha a partir deste mês mais um cursos de mestrado, a partir do início das atividades do programa de Ciências Farmacêuticas. Coordenado pelo Professor Nilton Syogo Atakawa, o novo mestrado vai se iniciar com seis estudantes aprovados no primeiro processo de seleção. A cerimônia que marcou o início das atividades foi realizada no dia 18 de abril, no anfiteatro do Centro de Ciências da Saúde (CCS), no Hospital Universitário (HU).

A pós-graduação Strictu sensu em Ciências Farmacêuticas da UEL divide-se em duas linhas de pesquisa. A primeira é a de Desenvolvimento e qualidade de produtos e serviços farmacêuticos. Esta contempla os campos de estudos de novas tecnologias farmacêuticas e Farma-coepidemiologia, ciência que estuda o uso e eficácia de medicamentos na busca de melhorias. Nela, os mestrandos serão qualificados para prestar assistência como o atendimento em drogarias e hospitais.

A segunda linha é a de Bioprospecção, produção e avaliação biológica de moléculas de interesse farmacêutico. Nela os estudantes vão buscar novas substâncias, sintetizá-las e realizar testes em antioxidantes, antiinflamatórios e remédios cardíacos a fim de conseguir melhoramentos e descobertas de novos medicamentos.

O planejamento para o programa teve início em 2014, quando professores e pesquisadores submeteram o projeto do cursos à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). O programa foi aprovado em julho do ano passado e começa as primeiras atividades com 18 professores e pesquisadores. Com mais este programa, a UEL passa a contabilizar 46 mestrados, 22 doutorados e 104 especializações, além de 73 residências. 
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Acontece

Mostra para o SUS
O iNESCO-Instituto Nacional de Estudos em Saúde Coletiva e a Escola de Saúde Pública do Paraná inscrevem até o dia 2 de junho, trabalhos e relatos de experiências para a 3ª Mostra Paranaense de Projetos de Pesquisa para o SUS que será realizada em 28 de julho, em Curitiba.
O objetivo da mostra é o de contribuir para a expansão e a qualificação da saúde no Paraná, por meio da apresentação de resultados de projetos e pesquisas realizadas ou em desenvolvimento por docentes e estudantes de graduação e pós-graduação das carreiras da área da saúde, e da difusão de ações praticadas por profissionais, técnicos e líderes comunitários também comprometidos com o desenvolvimento e a melhoria do SUS no Estado.
Todos os selecionados também concorrerão ao 2º Prêmio Inova Saúde Paraná. Inscrições no site www.congressosaudepublica.org.br  e informações também pelo email: inesco@congressosaudepublica.org.br

Hospital Veterinário
O Hospital Veterinário da UEL deixará de receber pagamentos por boletos bancários a partir de 1o de junho. As outras formas de pagamento já existentes ? dinheiro, cheque ou cartões de débito e crédito ? permanecem inalteradas. O motivo, segundo a diretora do HV, professora Patrícia Mendes Pereira, é a inadimplência: cerca de um terço dos serviços acabam não sendo pagos, e todos os casos registrados são por boletos bancários. O prejuízo corresponde a 700 mil reais. A diretora do hospital lembra ainda que cada boleto tem um custo de quase R$ 2,50 e, além disso, os inadimplentes são notificados por carta registrada, e cada uma também tem um custo, de aproximadamente R$ 5,50. Mais informações sobre o sistema de cobranças do HV podem ser obtidas pelo e-mail direcaohv@uel.br ou pelo telefone (43) 3371-4628.

Mostra de Botânica
Está aberta na Biblioteca Central a exposição Dia Nacional da Botânica, com painéis e acervo bibliográfico sobre plantas, flores e paisagens. A mostra teve início no dia 17 de abril, em comemoração ao Dia Nacional da Botânica e como parte das festividades dos 45 anos de atividades do curso de Ciências Biológicas da UEL. A exposição pode ser visitada até 18 de maio, Dia Internacional da Fascinação pelas Plantas.
Entre as curiosidades está uma cópia da obra Flora brasiliensis, do botânico Carl Friedrich Philipp von Martius, produzida entre 1840 e 1906. O livro contém um meticuloso levantamento da flora brasileira e tratamentos taxonômicos de mais de 22 mil espécies, reunidos em 15 volumes, divididos em 40 partes, totalizando 10.367 páginas. O livro faz parte do acervo da BC e é utilizado para o desenvolvimento de projetos de botânica na instituição e em outras no Paraná.

Projetos de pesquisa
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) divulgou novos editais para seleção de projetos conjuntos de pesquisa para os programas CAPES/MATH-AmSud e CAPES/STIC-AmSud. Os programas são iniciativas da cooperação francesa com Argentina, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai e têm como objetivo fortalecer a colaboração e a criação de redes de pesquisa, no domínio da matemática (MATH) e das ciências e tecnologias da informação e da comunicação (STIC). O prazo para submissão de propostas é até 15 de maio na página da Secretaria internacional do STIC e até 31 de maio na CAPES, conforme descrito nos Editais.
Cada projeto deverá planejar as atividades considerando a duração máxima de dois anos. A divulgação dos resultados está prevista para novembro deste ano. Poderão ser aprovados até cinco projetos de cada edital, que terão início em 2018. O financiamento compreenderá a realização de missões de pesquisa (missões de trabalho e missões de estudos) entre os grupos participantes. O edital pode ser acessado no endereço http://capes.gov.br.

Prêmio para licenciaturas
Estão abertas as inscrições para a 7ª edição do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, iniciativa da Fundação Carlos Chagas, que busca reconhecer e valorizar projetos inovadores na área de Licenciatura. O Prêmio busca a divulgação de ações educativas propostas por docentes no ensino superior. As inscrições vão até 28 de agosto, no site da Fundação, no endereço /www.fcc.org.br/fcc/premio-professor-rubens-murillo-marques/inscricao. Os autores dos dois melhores projetos receberão R$ 20 mil, publicação do trabalho e troféu. Além disso, poderão ser concedidas menções honrosas aos trabalhos que se destacarem. Nas últimas edições, mais de 300 trabalhos foram avaliados pela comissão.
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Pesquisadora Júnior vai representar o Brasil em feira internacional


A estudante Maria Vitoria Valoro e seu orientador, professor Galdino Andrade Filho

BIA BOTELHO

A estudante do Ensino Médio Maria Vitoria Valoro, pesquisadora de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr) da UEL, conquistou o primeiro lugar na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), realizada de 20 a 24 de março, na USP, em São Paulo. A estudante conquistou o feito na categoria Ciência da Saúde a partir de estudos desenvolvidos no Laboratório de Ecologia Microbiana, do Centro de Ciências Biológicas (CCB) da UEL. O trabalho foi orientado pelo professor Galdino Andrade Filho, do Departamento de Microbiologia. O prêmio dá direito a participação na feira Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), que será realizada em maio deste ano em Las Vegas (EUA)

Além do primeiro lugar, Maria Vitoria se destacou por apresentar o melhor projeto do Paraná; além dos prêmios Inovação Tecnológica e Reconhecimento Científico da Sociedade Brasileira de Microbiologia. Segundo a estudante, a FEBRACE é a maior feira de ciência para jovens e exibiu 300 trabalhos acadêmicos. Os estudantes tiveram que apresentá-los durante uma semana para diversos avaliadores.

Desde junho de 2016, Maria Vitoria, que está no 3º ano do Ensino Médio do Colégio Interativa de Londrina, comparece duas vezes na semana no Laboratório de Ecologia Microbiana e desenvolve voluntariamente pesquisa com a bactéria KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase), microorga-nismo super resistente a antibióticos.

Com base nos estudos da doutoranda Caroline Santos, que pesquisa a produção de metabolitos da bactéria burkholderia que age sobre fungos, inibindo os patógenos, Maria Vitoria realizou sua pesquisa baseada na atuação desses metabolitos com bactéria com KPC. ?E o resultado deu muito certo?, afirmou o professor Galdino.

A estudante então produziu relatório, artigo e pôster, e inscreveu o trabalho para a Feira de Ciências do colégio em que estuda. Ela foi selecionada como o melhor trabalho e, a partir daí, disputou a etapa nacional no último final de semana. No Colégio, os estudantes são incentivados a realizarem pesquisa pelo professor de Biologia, Fabio Bruschi, que incentivou Maria Vitoria a participar da iniciação científica na UEL.

?Eu tinha uma visão pequena do que era pesquisa. Aqui pude ver um laboratório de verdade e me senti adulta. Tive muito incentivo do professor Galdino?, completa a aluna. O professor brinca que os estudantes de ensino médio chegam ao Laboratório como se estivessem conhecendo a NASA e afirma que ?esse impacto é muito importante?.

Segundo Galdino, cerca de 10 estudantes de escolas realizaram pesquisas em seu Laboratório. ?Procuro ser um incentivador de Iniciação Cientifica júnior, uma iniciativa que transforma as pessoas. Você muda a vida desses adolescentes e os traz para o mundo da ciência?, afirma. Maria Vitória, por exemplo, pretende continuar as pesquisas, por isso, este ano prestará vestibular para o curso de Farmácia.

Laboratório - De acordo com Galdino, o Laboratório de Ecologia Microbiana realiza pesquisas aplicadas, com produtos para o mercado e desenvolvimento de patentes. Ele afirma que seis produtos já foram patenteados pelo Laboratório.

As pesquisas são realizadas de forma interdisciplinar com os cursos de Agronomia, Biologia e Farmácia. Atualmente, conta com 15 pessoas, entre o professor, estudantes de pós-doutorado, doutorado, mestrado, iniciação cientifica e iniciação cientifica Junior. 
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Estudei na UEL


Maurício Arruda, arquiteto e apresentador do programa Decora (GNT)

?Tô aqui sentado na minha cozinha em São Paulo, respondendo alguns e-mails atrasados e entre eles o pedido para escrever uma pequena coluna no jornal NOTICIA da UEL. É quase meia-noite e meia, o dia foi puxado, mas o pedido caiu como uma massagem. Melhor dizendo, em algumas da melhores memórias da minha vida. Lembrar dos tempos de UEL (me formei na turma de Arquitetura e Urbanismo de 1997) é uma mistura de gratidão, liberdade e orgulho.

Eu caí no curso de arquitetura empurrado por um professor da turma noturna de Administração no final do ano de 1991. Tinha escolhido administração por pura falta de maturidade. Ele me viu desenhando alguma coisa, ou alguém em um caderno, parou a aula, se dirigiu até a minha mesa e me disse: ?Olha, você é um ótimo aluno, mas está no curso errado?. Saí dali na mesma noite, atravessei o calçadão até a altura da biblioteca e desci as escadarias até o CTU. Quando vi a fileira de cartolinas pregadas no corredor com desenhos de prédios e casas decidi prestar de novo vestibular dali a três meses. Só estudei matemática, errei apenas a primeira questão. Estava nervoso. Passei em 12o lugar.

Alguns anos depois eu estava com outros amigos do lado de fora da sala de aula esperando o professor Kleber (Ferraz Monteiro) chegar. Ele era uma espécie de ídolo para minha turminha. Assim que ele entrou, entrei atrás, mas percebi que meus amigos ficaram do lado de fora. Voltei imediatamente e pedi que todos entrassem para que ele pudesse começar logo a aula. Assim que ele me ouviu dando ordens, voltou atrás e me disse: ?Você vai aprender mais arquitetura nos corredores do que dentro das salas de aula?. Essas duas frases, de dois professores distintos, de cursos diferentes, foram essenciais na minha formação.

É claro que houve muitos outros momentos brilhantes durante os 6 anos que frequentei a UEL, mas esses são inesquecíveis. O primeiro me colocou no lugar onde eu deveria estar, me fez encontrar quem eu iria me tornar. E o segundo me colocou de frente com o avesso, a esquerda. Como a internet ainda não existia, meu Google era a Biblioteca Central, física, silenciosa, burocrática e eu conhecia todos os livros de arte e arquitetura, mas meu trabalho de Sísifo preferido era encontrar significado nos livros de filosofia. Um desafio de garimpeiro que sempre me atraiu.

Em uma daquelas tardes em que você se pergunta como as azaleias podem estar tão felizes debaixo daquele sol londrinense, parei no meio do estacionamento em direção ao meu carro, segurando uma brochurinha de Nietzsche e jurei pra mim que aquela frase me faria companhia dali pra frente: ?Daquilo que sabes conhecer e medir, é preciso que te despeças, pelo menos por um tempo. Somente depois de teres deixado a cidade, verás a que altura suas torres se elevam acima das casas?.

Já passa da uma hora da manhã, vou terminando por aqui, juntando esses pedaços, feliz de saber que quanto mais a vida me distancia da UEL, mais vejo como suas torres se elevam, e como estar diante da imprevisibilidade é uma experiência constante mais importante do que ser?.
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EDUEL

PRATELEIRA

VAGAS PARA PRESTADORES DE SERVIÇO VOLUNTÁRIO

A UEL abriu inscrições para prestação de serviço voluntário na EDUEL. O Edital pode ser acessado no link < http://www.uel.br/proex/Download/edital-psv-eduel.pdf >.

Inscrições: de 10 a 29 de maio de 2017

Entrevistas: dia 30 de maio, a partir das 14h30 na Editora da Universidade Estadual de Londrina, no campus da UEL.

Prova Escrita: dia 31 de maio, às 9h, na EDUEL (somente para os cursos de Letras, Jornalismo, Relações Públicas);

Divulgação do edital final de seleção do PSV: até o dia 07 de junho de 2017.

Lembrando que:
a) Não é necessário vínculo com nenhuma instituição. Qualquer um pode se inscrever;
b) A seleção dos candidatos ao serviço voluntário na EDUEL será realizada pelo responsável da unidade, por meio de análise de currículo, de entrevista e de prova escrita. Dependendo da área da vaga, a prova escrita poderá ser substituída pela análise do portfólio do candidato;
b.1) Requisitos:
b.1.1) O candidato deverá ter idade superior a 18 anos;
b.1.2) Os candidatos, preferencialmente, poderão ser das áreas de:
i) Design Gráfico;
ii) Ciências da Computação;
iii) Jornalismo;
iv) Letras (Português/Literatura);
v) Letras Estrangeiras Modernas;
vi) Relações Públicas;
vii) Análise e Desenvolvimento de Sistema;
viii) Marketing e Propaganda;
ix) Biblioteconomia;
x) Fotografia.

Os candidatos poderão ser também de outras áreas que se relacionam aos serviços prestados pela EDUEL, bem como da comunidade de Londrina e da região;

c) Serão ofertadas 27 vagas, assim distribuídas:
i) Design Gráfico: 03 vagas;
ii) Ciências da Computação: 02 vagas;
iii) Jornalismo: 05 vagas
iv) Letras (Português/Literatura): 02 vagas;
v) Letras Estrangeiras Modernas: 05 vagas;
vi) Relações Públicas: 02 vagas;
vii) Análise e Desenvolvimento de Sistema: 02 vagas;
viii) Marketing e Propaganda: 03 vagas;
ix) Biblioteconomia: 02 vagas;
x) Fotografia: 01 vagas.

d) A carga horária será de, no máximo, de 20 horas semanais e as atividades do voluntário deverão ser realizadas de segunda a sexta-feira em dias e horários de atuação definidos durante o processo de seleção.
Mais informações, pelo telefone 3371-4691. Ou pelo e-mail - livraria-uel@uel.br
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EXPEDIENTE


Publicação semanal da Universidade Estadual de Londrina
Reitora: Profª Drª Berenice Quinzani Jordão
Vice-Reitor: Prof. Dr. Ludoviko Carnasciali dos Santos
Editado pela Coordenadoria de Comunicação Social - COM
Coordenadora da COM: Ligia Barroso
Editor: José de Arimatheía
Fotógrafos: Gilberto Abelha e Daniel Procópio
Jornalista Diagramador: Moacir Ferri - (MTb-3277 PR)
Jornalista Diagramador e Editor eletrônico: Nadir Chaiben (MTb 3521-PR)
Endereço: UEL - Campus Universitário - Caixa Postal 6001 - CEP 86051-990 - Londrina - Paraná - Página na Internet: www.uel.br
COM: Fone (43) 3371-4361 - 3371-4115 - Fax 3328-4593 (redação)
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