Novos integrantes da CIPA foram recebidos na Reitoria
Integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, empossados no dia 3 de julho, foram recebidos pela reitora Nádina Moreno para apresentar seu plano de trabalho, que tem como objetivo reduzir o número de acidentes de trabalho na UEL, que hoje chega a um a cada três dias, num universo de 5.320 servidores (1.680 docentes e 3.640 funcionários).
“Embora a CIPA exista há mais de 30 anos, ela não tem uma presença visível dentro da comunidade, o que explica a situação que estamos vivendo hoje”, diz o presidente da comissão, Marcelo Ribeiro dos Santos, que é arquiteto, lotado na Diretoria Administrativa do Hospital Universitário.
Daí que, embora os itens do plano sejam basicamente aqueles obrigatórios para qualquer CIPA, previstos na legislação federal, há entre eles uma ênfase especial para a necessidade de levar informação sobre prevenção de acidentes do trabalho para a comunidade interna da UEL.
“Precisamos de ações que levem a uma transformação da cultura instalada, na qual se dá pouca atenção ao risco de acidentes”, acrescenta o presidente da CIPA. “Para isso é preciso mostrar às pessoas que elas têm a ganhar com as medidas preventivas. Com essa consciência, o funcionário que deveria portar um EPI [equipamento de proteção individual] ao fazer sua tarefa, vai solicitá-lo à chefia, e não simplesmente esperar que a chefia o forneça ou até desprezar o seu uso”.
Marcelo conhece os problemas e as soluções. Fez curso de especialização em Ergonomia e, no seu dia a dia na UEL, familiarizou-se com questões técnicas relacionadas ao ambiente de trabalho, à saúde e segurança do trabalhador. “Sempre estive envolvido em ações da CIPA”, diz.
Os números que ele e seus colegas da comissão pretendem mudar são estes: em 2011, foram registrados na UEL 130 acidentes de trabalho, e este ano não se vê tendência de queda – já estamos em 58. “E isso se refere só aos acidentes que são formalmente comunicados à instituição. Existem ocorrências que não chegam a ser informadas”.
São, na grande maioria, acidentes com o pessoal do setor operacional e, no HU, também com os auxiliares de enfermagem. As consequências são as mais diversas. “De arranhão a amputação de um dedo”, diz Marcelo, referindo-se a um caso grave acontecido recentemente. “Mas descubro, conversando nos Centros de Estudos, que às vezes um professor sofre uma queda, por exemplo, coisa pequena, mas, de qualquer forma, fica evidente a falta da cultura da prevenção”.
Um plano imediato para começar a mudar essa situação é reformular e tornar mais atraente e comunicativa a página da CIPA no site da UEL, que pode ser acessada em “comissões”, na página inicial da Universidade.
No entanto, para ir mais longe, os membros da CIPA levaram várias outras solicitações à reitora. Pediram, em primeiro lugar, a própria institucionalização da CIPA, que até hoje não foi feita, impedindo, por exemplo, que sejam destinados recursos orçamentários para as suas atividades. Processo nesse sentido está tramitando há três anos e encontra-se na Proplan. “A comissão tem existência formal para atender às exigências do Ministério do Trabalho, mas, para atingir os seus fins, precisa do apoio concreto da administração”, disse Marcelo.
A reitora ouviu a argumentação e, de imediato, prometeu providências para encaminhar as solicitações. Disse que compreende muito bem a importância da CIPA. “A qualidade de vida no trabalho foi tema do meu mestrado. Fiz uma pesquisa entre bibliotecários. Tive oportunidade de observar, naquela ocasião, que nem sempre a autonomia é um fator motivador, ao contrário, pode atrapalhar o trabalho, porque quem tem muita autonomia pode não saber o que fazer com ela. E o salário não surgiu como a principal fonte de motivação, como se possa imaginar: o bom ambiente e o reconhecimento do valor do trabalho eram mais importantes”, comentou.
A reitora deseja que os membros da CIPA apresentem ao Conselho de Administração e ao Conselho Universitário o diagnóstico que levaram até ela, com a certeza de que os dois órgãos colegiados irão se sensibilizar também. Prometeu verificar a situação e agilizar o processo de institucionalização da CIPA. Disse que o material administrativo de que a CIPA precisar (existe carência também nessa questão) pode ser solicitado ao Gabinete. E vai fazer gestões para, se for possível, atender ao pedido de uma sala em região central do Campus para instalar a CIPA, em local que, por si só, dê alguma visibilidade à comissão, como desejam seus membros.
A composição da CIPA
A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes tem 12 membros titulares, seis dos quais foram eleitos pelos servidores e outros seis foram nomeados pela Administração.
Os representantes dos servidores são: Francisco Carlos Melo Filho (vice-presidente), Cícero Cândido de Oliveira, Zilda Martins dos Reis, Eliane Faustino de Souza, Roberto Revelino da Silva e Manoel Cassiano Nascimento Filho.
Os representantes da Administração: Marcelo Ribeiro dos Santos (presidente), Carlos Eduardo Boni (secretário), Cláudio Magno Ferraz (secretário suplente), Luiz Ricardo Alves, José Braz de Oliveira e Agnaldo Bueno de Souza.