Composteira vai garantir destinação correta para carcaças de animais
A Fazenda-Escola (Fazesc) da UEL acaba de instalar dois novos equipamentos que vão garantir maior sustentabilidade aos projetos acadêmicos desenvolvidos nos 100 hectares, que abrigam setores de produção animal e vegetal, e atendem os cursos de Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária, além de fornecer alimentos para o Restaurante Universitário e HU. A unidade ganhou este mês uma composteira de carcaças e de resíduos animais e um biodigestor de fluxo contínuo, que será utilizado para tratamento de dejetos do setor de bovinocultura.
Segundo o diretor da Fazesc, professor Caio Abércio da Silva, a nova estrutura e o equipamento correspondem às exigências ambientais e a princípios modernos de produção agropecuária, a partir do uso da tecnologia adequada. Ele lembra que este rigor é importante porque a fazenda representa um campo avançado de pesquisa e estágio e de formação de mão de obra.
A composteira foi dimensionada para atender principalmente a demanda de animais que morrem naturalmente nos sistemas de produção existentes na unidade (galinhas de postura, frangos de corte, suínos, ovinos e bovinos). O processo garante a destinação correta do material, sem contaminação ao meio ambiente.
A composteira é uma estrutura feita em alvenaria. A construção tem quase 20 metros quadrados e foi feito pelos servidores da própria Fazenda-Escola. Segundo o diretor, o processo da compostagem é simples. As carcaças são depositadas e cobertas por palha de arroz, restos de cultura vegetal, etc. Ao composto é adicionada água. O processo é limpo e garante a eliminação de odores e de moscas. O tempo de decomposição varia de acordo com o tamanho da carcaça. Após o processo, todo o material pode ser usado como adubo orgânico.
Dejetos serão fermentados no Biodigestor para produção de gás e adubo
Já o biodigestor, foi adquirido com recursos próprios da Fazesc, um investimento de R$ 17 mil, após um estudo de viabilidade técnica feito pela prefeitura do Campus da UEL. O equipamento tem capacidade de atender a produção de dejetos do setor de bovinocultura de corte. Os dejetos seriam, assim, submetidos continuamente, com entrada diária, a um processo fermentativo, gerando gás metano, que pode ser utilizado como combustível. O resultado do processo é um efluente tratado, ou seja, transformado em um material menos poluente e mais apropriado para uso como adubo, dada a sua característica mais inorgânica.
O sistema trabalhará com uma produção constante de gás e de efluentes tratados, sendo que nesta dinâmica, um efluente demorará de 50 a 60 dias para ser completamente “tratado” ou transformado. O modelo está em vias de ser posto em atividade e a experiência com o modelo deverá ser ampliada para outros setores da Fazenda-Escola, como a suinocultura e o gado leiteiro. Atualmente, a biodigestão dos dejetos constitui um dos tratamentos mais empregados e viáveis para sistemas de produção animal no Brasil.