Exposição pode ser visitada até dia 31 de maio
Os primeiros estudos da Botânica até o século XVII são resgatados na exposição “De Teofrastus a Lineu”, montada no hall de entrada da Biblioteca Central da UEL, como parte da programação da 10ª Semana de Museus. Em 20 painéis e livros científicos, o visitante terá condições de entender a evolução da Botânica, por meio dos pesquisadores que iniciaram os primeiros estudos visando a identificação das variedades do reino vegetal. A promoção é do Herbário da UEL, com apoio da Universidade de Caxias do Sul. A mostra pode ser conferida de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas e aos sábados das 8 às 18 horas, até dia 31 de maio.
Segundo a professora Ana Odete Santos Vieira, do Departamento de Biologia Animal e Vegetal, a mostra conta, de forma resumida, 2 mil anos de ciência produzida pelos primeiros estudiosos da área. Ela explica que a taxonomia vegetal, que trata basicamente da identificação das plantas, é o ramo mais antigo de estudos da botânica. Estes estudos ocorreram na Grécia, cerca de 300 AC, através dos estudos e textos de Teofrastus, um discípulo de Aristóteles. Teofrastus é denominado "Pai da Botânica", tendo descrito aproximadamente 500 espécies de plantas.
Por sua vez o filósofo Aristóteles é considerado o pai da Biologia, primeiro estudioso a classificar e relacionar os seres vivos em divisões e categorias. Além destes dois, a mostra destaca a obra de personalidades como Hildegard Van Bingen, Gaspard Bauhin, Andrea Cesalpino, dentre outros.
A trajetória termina para a exposição, em 1753, com a publicação do livro “Species Plantarum”, no qual Carl von Linné, ou Lineu, registrou os nomes de espécies vegetais conhecidas, com uma organização hoje denominada de sistema binomial, no qual cada espécie só recebe um nome científico composto de duas partes. Este livro é considerado, pelo Código Internacional de Nomenclatura Botânica, como um marco para a taxonomia vegetal.