www.folhadelondrina.com.br
Ampliando o conhecimento musical
Na Escola Municipal Norman Prochet, há oito anos os alunos do primeiro ao quarto ano estão tendo a oportunidade de ter aulas, uma vez por semana, com estagiários do curso de música da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Estendido também aos colégios estaduais Nilo Peçanha, Moraes de Barros e Ana Molina Garcia, além da creche da UEL, o projeto atende uma pequena parte da demanda da cidade. ''Infelizmente somos o único curso de licenciatura da cidade e não temos alunos suficientes. É comum os diretores de outras escolas solicitarem o nosso projeto de estágio curricular obrigatório'', comenta Erico Engelmann, professor supervisor do estágio.
Para a diretora da escola, Angélica Maria de Freitas, as aulas de música seriam inviáveis se não fosse o projeto da UEL. ''O projeto é extremamente organizado e é visível a melhora no desenvolvimento dos alunos, principalmente na questão de desinibição e capacidade de se concentrar'', diz. ''É um privilégio termos os alunos da UEL aqui e definitivamente as escolas públicas não estão em condições de se adaptarem adequadamente à lei. Faltam professores que dominem esse conhecimento específico'', pondera.
E pelo desempenho dos alunos do quarto ano as aulas de música são realmente especiais. Durante uma aula realizada na semana passada, sob o comando das estagiárias Nara Lopes e Monique Kodama, eles estavam atentos e animados com as explicações sobre ''células rítmicas''. Após exercícios de alongamento dos braços e pernas, eles fizeram algumas atividades de percussão corporal e ao interpretarem a canção ''Café da Manhã'', composta por Nara Lopes, exercitaram a percepção de alguns parâmetros do som, como ritmo, melodia, pulso. ''O estágio é muito importante para a nossa formação pelo seu aspecto prático e é interessante observar o quanto as crianças menores são mais acessíveis para esse tipo de conhecimento'', afirmam as estagiárias.
''O objetivo é trabalhar a expressão musical como um todo, ampliar a percepção do fenômeno sonoro. O som é algo abstrato e procuramos trazê-lo mais para o concreto'', explica o professor Engelmann. (A.P.N.)