Júri reuniu acadêmicos e professores de Direito,
além dos alunos do Colégio de Aplicação da UEL
O júri simulado do julgamento do italiano Cesare Battisti conseguiu integrar e chamar a atenção dos estudantes de Ensino Médio do Colégio de Aplicação da UEL, nesta sexta-feira (11) pela manhã. A iniciativa foi do projeto “Carreira Jurídica in loco”, do curso de Direito da UEL.
O objetivo foi proporcionar um treinamento real para os acadêmicos simulando um caso verdadeiro, que teve repercussão internacional. Ao final do julgamento, como na vida real, os jurados consideraram legítima a decisão do Governo Brasileiro de manter o italiano em solo nacional. O júri simulado foi realizado na quadra coberta do Colégio de Aplicação, no centro de Londrina.
A coordenadora do projeto, professora Juliana Nakayama, explicou que os debates entre as partes foram sobre a legitimidade da decisão do presidente da República. Pelos tratados internacionais entre Brasil e Itália, Battisti, que foi julgado no seu país de origem e condenado por homicídio, deveria ter sido deportado. No entanto, por decisão do governo brasileiro, o italiano acabou permanecendo no Brasil, onde respondeu por crime de falsidade ideológica.
A simulação conteve sustentações orais de representantes da Itália, da Advocacia Geral da União, do advogado do réu e do procurador Geral da República. Todas estas sustentações foram feitas por alunos de várias séries do curso de Direito. Um outro grupo, formado por professores e por alguns alunos, representou os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. A plateia foi composta pelos alunos do Colégio de Aplicação.
“Conseguimos plantar sonhos nas cabeças dos estudantes”, afirmou a professora, sobre os resultados da iniciativa. Ela explica que vários alunos buscaram informações com os acadêmicos de Direito. Dois deles são ex-alunos da escola e inclusive deram depoimentos de incentivo aos estudantes para que se mantenham firmes nos estudos, visando a graduação em uma Universidade Pública.