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Como lidar com seus filhos
Clínica de Psicologia da UEL abre inscrições para formação de grupo de pais que recebem orientações e compartilham experiências
Como dizer não para os filhos fazendo com que eles entendam a importância da imposição dos limites e queiram colaborar com os pais? Esse é um questionamento que rodeia a mente de muitos casais quando o assunto é a educação das crianças e adolescentes. No entanto, este ''fardo'' pode se tornar bem mais leve quando os pais, de primeira viagem ou não, decidem buscar informações e compartilhar as experiências com outros que já passaram por situações semelhantes.
Isso é o que afirma o psicólogo e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Alex Eduardo Gallo. ''Acredito que educar os filhos exige mais dedicação dos pais hoje em dia do que antigamente. A tarefa não se tornou mais difícil, a diferença é que hoje existem mais concorrentes para os eles do que antes'', destaca o especialista em violência familiar.
''Às vezes, o pai ou a mãe coloca o filho no quarto de castigo e aquilo nem é visto como algo penoso para a criança, porque ela tem acesso à televisão, à internet, videogames e tantas outras coisas'', detalha Gallo. ''E é para evitar que 'o tiro saia pela culatra' que os pais devem buscar orientações, informações sobre a educação de filhos e conversar com outros pais para que o casal estabeleça, juntos, as regras que julgam necessárias.''
Seis anos
De acordo com Gallo, é normal que a partir dos seis anos de idade a relação entre pais e filhos se torne conflituosa, pois, neste período, a criança começa a frequentar a escolinha e passa a vivenciar outras relações que não tinha em casa. ''Se ela vê um amiguinho com um brinquedo, ela vai querer também e é neste momento que os pais devem começar a trabalhar os limites, porque depois a coisa começa a complicar de vez'', ressalta.
O psicólogo esclarece que assim como as regras, as punições que serão aplicadas mediante a determinado comportamento da criança devem estar muito claras na cabeça dos filhos.
Segundo ele, a punição não deve ser vista pela criança como algo imposto, sem sentido nenhum, pelos pais, muito menos ser abusiva, para que ela também não se sinta desrespeitada. Ele acrescenta que os responsáveis devem explicar o motivo da punição e adequar o castigo à idade dos pequenos.
''Por exemplo, se a criança tem seis anos, os pais devem fazê-la refletir sobre o que fez, deixando-a quieta em um canto por alguns minutos, sem receber atenção deles. Já, se for uma criança de uns 10 anos, os responsáveis podem tirar dela, durante um certo período, algo que ele goste muito'', orienta.
''Ela deve aprender a conviver com a consequência de seus atos, com punição que será aplicada caso opte por fazer isso ou aquilo'', completa, enfatizando que a punição deve sempre existir para determinado comportamento inadequado e não mediante ao estado de humor do pai, porque isso confundirá ainda mais a cabeça dos pequenos e fará com que eles se sintam inseguros.
Adolescência
Com a chegada da adolescência, Gallo destaca que a relação entre os pais e filhos se torna ainda mais conflituosa, porque os filhos passam a dar mais valor à opinião dos amigos do que a dos responsáveis. E, segundo o especialista, se o adolescente não estiver acostumado às normas, terá uma dificuldade ainda maior para aceitar o que é estabelecido em casa ou no colégio e não conseguirá lidar com frustrações durante a vida.
''Por isso a importância de estabelecer regras e punir adequadamente logo cedo quando a criança faz algo de errado, mas também valorizar quando ela faz as coisas da forma correta. Isso ajuda a prevenir até mesmo ações criminosas no futuro. O adolescente não se sentirá estimulado a fazer coisas erradas para chamar a atenção dos pais'', analisa, observando que é importante que essa valorização não seja realizada mediante a presentes para que a criança não se sinta influenciada a sempre fazer algo em troca de um prêmio.
''Eu costumo sempre dizer aos pais que elogio é de graça, não custa nada e pode ser dado à vontade'', salienta.
Essas e outras orientações são repassadas pelo psicólogo Alex Eduardo Gallo durante os dez encontros do Grupo de práticas parentais da Clínica de Psicologia da UEL ''Como lidar com seus filhos''. O projeto é desenvolvido na instituição há mais de um ano e, agora, abre inscrições para a formação de um novo grupo. O curso tem duração de seis meses, é gratuito e realizado semanalmente.
Serviço: Mais informações e inscrições para o Grupo de práticas parentais da Clínica de Psicologia da UEL pelo (43) 3371-4237.
Fernanda Carreira - Reportagem Local
Estética dental
O curso de Estética Dental, versando sobre Estágio atual da adesão dental e sistemas adesivos será realizado no dia 21 de maio, no Hotel Blue Tree Premium. A iniciativa é da Associação Odontológica do Norte do Paraná (Aonp) e da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Informações pelo aonp@aonp.org.br ou fone (43) 3348-3633.
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Prometido há um ano, concurso da Guarda não sai do papel
Prometido em 1º de abril do ano passado, o concurso para 300 novas vagas para a Guarda Municipal continua indefinido pela atual administração. Na ocasião, o ex-secretário de Defesa Social Joaquim Antonio de Melo afirmou que a expectativa era que o novo contingente estaria trabalhando nas ruas em dezembro de 2011. Enquanto isso, a corporação deve registrar uma nova baixa na quantidade de guardas, 30 podem pedir exoneração após terem sido aprovados no concurso da Polícia Militar (PM).
Em pouco mais de um ano e meio em atividade, aproximadamente 50 homens deixaram a Guarda Municipal de Londrina, que começou com 250 guardas e deve terminar o semestre com menos de 200.
A defasagem no contingente levará a uma mudança na estratégia de trabalho. Segundo o diretor da Guarda Municipal, Rafael Sampaio. Alguns postos de serviço deixaram de ter vigilância 24 horas, como nos Pronto-Atendimentos Municipal e Infantil. “São locais com baixo índice de ocorrências. Com isso, uma patrulha passará a cuidar da segurança dos prédios, sem a necessidade de permanência”, disse.
Questionado se a redução no número de homens poderia diminuir a “sensação de segurança” criada pela Guarda, Sampaio afirmou que ainda é cedo para fazer qualquer tipo de avaliação. “Para isso serão necessários dados comparativos, que ainda não temos até por sermos uma corporação nova. Contudo, o trabalho de rua deve continuar com o mesmo número de homens na escala”, ressaltou.
Como 2012 é um ano eleitoral, a Prefeitura não poderá homologar qualquer contratação a partir do dia 7 de julho, ou seja, três meses antes da eleição. As nomeações só poderão ocorrer depois do processo eleitoral, que se encerra em outubro. Já que o processo de treinamento de novos guardas dura em média seis meses, novos servidores municipais estarão preparados para atuar nas ruas de Londrina somente no segundo semestre de 2013.
Procurado, o secretário de Defesa Social, Jefferson Dias Chaves, não atendeu as ligações no celular. O Núcleo de Comunicação da Prefeitura informou que não há uma data para o lançamento do edital, uma vez que o convênio com a UEL para a elaboração das provas ainda não foi concluído.
Daniel Costa