www.folhadelondrina.com.br
Cursos recebem selo da OAB
Representantes de cursos de Direito de cinco universidades estaduais do Paraná foram a Brasília na semana passada para receber o selo de qualidade do ensino jurídico da Ordem dos Advogados do Brasil, que indica as melhores graduações da área no País. O selo foi atribuído a apenas 90 cursos de Direito, de um total de 1.219 existentes no País.
Fazem parte da lista os cursos das universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste - campus de Francisco Beltrão) e da Faculdade de Direito do Norte Pioneiro, em Jacarezinho, integrante da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp).
Para elaborar a lista, a OAB analisou 791 cursos de Direito e fez uma média ponderada das notas obtidas pelos estudantes das instituições nos três últimos Exames de Ordem e da pontuação alcançada no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2009.
Para o coordenador do curso de Direito da UEM, Aroldo Luiz Moraes, o selo aumenta a responsabilidade da instituição. A coordenadora do curso de Direito da Unioeste em Francisco Beltrão, Andréa Benedetti, afirmou que indicações como essa sempre trazem alegria e novo ânimo aos professores.
www.jornaldelondrina.com.br
Ponto de Vista
"Eu sou 12 por 8" é uma campanha criada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia para conscientizar a população sobre os benefícios de manter o controle adequado da pressão arterial e sobre os riscos da hipertensão. Hoje, no Brasil, existem mais de 30 milhões de hipertensos. A pressão alta não controlada é a principal causa das duas doenças que mais matam no Brasil: o acidente vascular cerebral e o infarto do miocárdio. A cada ano, 300 mil brasileiros são vitimados pelas doenças cardiovasculares, principalmente causadas pela hipertensão. Um número duas vezes maior que as mortes causadas por câncer, três vezes maior que as causadas por acidentes e quatro vezes maior que as mortes causadas por infecções, incluindo a aids.
O grande desafio da campanha “Eu sou 12 por 8” é que as pessoas percebam os benefícios de ter uma pressão controlada e a gravidade da hipertensão não tratada, façam um diagnóstico precoce e não abandonem o tratamento. No Brasil, estima-se que apenas 10% dos hipertensos façam o controle adequado da hipertensão.
A hipertensão arterial, popularmente chamada de “pressão alta”, é um dos problemas de saúde pública mais comuns em nossa população. Aproximadamente um em cada quatro brasileiros com mais de 18 anos apresenta níveis de pressão arterial acima de 14 por 9.
As pessoas que têm maior risco de se tornarem hipertensas são aquelas que não têm hábitos alimentares saudáveis, ingerem muito sal, não fazem atividades físicas, exageram no consumo do álcool, são diabéticas ou têm familiares hipertensos. Após os 55 anos, mesmo as pessoas com pressão arterial normal têm 50% de chance de desenvolver a hipertensão.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, quem é hipertenso e não faz o controle adequado pode ter uma redução na expectativa de vida de até 16 anos e 6 meses. É uma doença que em 90% dos casos não têm cura, mas têm controle. Para prevenir e controlar a hipertensão é importante fazer atividades físicas regulares (pelo menos 30 minutos ao dia, 3 ou mais vezes por semana), reduzir o consumo de sal da alimentação, manter o peso adequado controlar o estresse (sono adequado, controle da ansiedade e depressão, relaxamento), parar de fumar, diminuir ou suspender o consumo de bebida alcoólica e, se necessário, utilizar medicamentos prescritos pelo médico de forma contínua. O paciente nunca poderá, por decisão própria, suspender o uso do medicamento mesmo havendo o controle da pressão. O controle não significa “cura”.
Outra situação bastante comum é a não utilização da medicação eventual durante o consumo de bebida alcoólica. Isto é um erro porque o álcool é uma causa de aumento da pressão arterial e o paciente deverá utilizar o medicamento diária e continuamente.
Uma orientação para aqueles que não sabem se são hipertensos – avaliem sua pressão arterial pelo menos uma vez por ano porque a maioria dos pacientes hipertensos não têm sintomas.
*Divina Seila de Oliveira Marques é cardiologista e professora adjunta de Cardiologia na UEL.