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Resultado de pesquisas do NUESTUEL, grupo de pesquisa do CCS, mostra eficiência das máscaras caseiras de tecido

Resultado de pesquisas realizadas através dos membros do Núcleo de Estudo da Saúde do Trabalhador da Universidade Estadual de Londrina (NUESTUEL) e por outros setores da instituição, verificaram que máscaras de tecido em algodão 100% disponibiliza efetiva barreira microbiana por conta de sua camada de fios grossos entrelaçados.

A pesquisa se justifica em decorrência da escassez de máscaras no mercado. As orientações de autoridades e instituições nacionais e internacionais, é que as máscaras cirúrgicas (PFF2 e N95) sejam priorizadas para o uso de profissionais de saúde, que estão na linha de frente do cuidado.

"As principais agências de saúde do mundo recomendam o uso das máscaras feitas de pano, para reduzir a propagação da COVID-19, minimizando a excreção de gotículas respiratórias de indivíduos infectados, que ainda não desenvolveram sintomas ou que permanecem assintomáticos", ressaltam os pesquisadores.

A máscara é de uso individual e não deve ser compartilhada. No momento de manuseá-la, não se deve tocar em sua superfície, para que não corra o risco de contaminar o material. O descarte deve ser realizado quando a máscara apresentar algum tipo de deterioração do tecido ou sujidades.

O Ministério da Saúde orienta para lavagem da máscara, o uso de água sanitária, diluída em água. Para cada litro, duas colheres (sopa) de água sanitária. É preciso deixar a máscara nessa solução por 30 minutos e, depois, lavá-la com água e sabão.

Os pesquisadores salientam que as máscaras caseiras podem reduzir a probabilidade de infecção e propagação do vírus, mas não elimina o risco de contágio pelo coronavírus. "As máscaras caseiras devem ser utilizadas sempre que houver necessidade de se deslocar ou permanecer em algum local onde há circulação de pessoas, como em mercados, transportes públicos, farmácias, entre outros".

A máscara de pano em 100% algodão deve ser feita em tecido duplo e cobrir totalmente a boca e o nariz, ficando ajustada no rosto, sem deixar espaços nas laterais.

"Qualquer máscara terá efeito mínimo se não for usada em conjunto com outras medidas preventivas, como isolamento de casos infectados, distanciamento social, etiqueta respiratória e higiene regular das mãos" enfatizam os pesquisadores.

O estudo é realizado por Helenize Ferreira Lima Leachi e Aryane Apolinario Bieniek, estudantes do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (doutorado) do Centro de Ciências da Saúde (CCS),  sob orientação da professora Renata Perfeito Ribeiro, do Departamento de Enfermagem;  professor Admilton Gonçalves de Oliveira Junior, coordenador do Laboratório de Microscopia Eletrônica e Microanálise; e o professor Tiago Severo Peixe, coordenador do Laboratório de Toxicologia do Hospital Universitário (HU/UEL). Além de pesquisadores do NUESTUEL.

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