APRESENTAÇÃO


 

O número 4 da revista Domínios da Imgaem é muito especial, pois é lançado junto com a realização do II Encontro Nacional dos Estudos da Imagem. Como na primeira vez, a proposta do evento está atrelada ao incentivo e desenvolvimento do conhecimento científico sobre os estudos da imagem no Brasil e, particularmente na região norte do Paraná, assim como no restante do Estado, fortalecendo os grupos de pesquisa já formados e estimulando a formação de outros. O Encontro deverá, novamente, apresentar êxito quanto ao seu caráter multidisciplinar, ao envolver pesquisadores das mais diversas áreas de conhecimento e instituições.

 

O espaço da revista tem por objetivo difundir o diálogo intelectual entre pesquisadores que atuam em diferentes regiões do país e do exterior, e prioriza os domínios da imagem. Os artigos ora aqui apresentados, demonstram uma abrangência de fontes, indagações e investigações acerca das visualidades.

 

Cássia Louro Palha analisa a participação de cineastas no telejornalismo brasileiro durante a década de 1970, tendo como exemplo o filme "Boa Esperança: a viola X a guitarra", de João Batista Andrade, apresentado no Globo Repórter, em 1976.

 

Em "Imagens fiéis da terra", Daniel de Souza Leão Vieira, aborda a recepção e a utilização da obra de Frans Post pela cultura visual de Pernambuco, no período de 1925 a 1937.

 

Gisele Ambrósio Gomes, a partir da análise de três pinturas a óleo, trata das representações femininas nos retratos do século XIX, que se encontram no acervo do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora.

 

Hernán Ramírez discute a relação entre memória, política e imagem a partir do caso mexicano, tendo como base a narrativa arquitetônica monumental no percurso de Zócalo a Chapultepec.

 

Margareth Acosta Vieira realiza um exercício de reconstrução da trajetória de um lugar chamado Grupelli, distrito da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. A partir de um conjunto de três registros fotográfico das primeiras décadas do século XX, busca perceber as transformações ocorridas nas edificações pertencentes ao local.

 

Anúncios publicitários e as representações da imagem feminina em seu cotidiano familiar, publicadas na revista Claudia, no período de 1961 a 1985 são os objetos de estudo de Maria Paula Costa.

 

Myriam Southwell e Maria Silvia Serra, com base em análises de entrevistas com inspetores do ensino fundamental, tratam das vinculações entre a escola e o consumo social do cinema, no período de 1920 a 1930, na Argentina.

 

O estudo da simbologia do gorgoneion nos escudos gregos é o tema de Patrícia Boreggio do Valle Pontin que faz um levantamento sistemático dessas imagens para melhor compreender a disposição do homem grego diante da guerra.

 

Paulo Augusto Tamanini elege o ícone bizantino para analisar a construção de sentidos junto aos imigrantes ortodoxos ucranianos estabelecidos em Santa Catarina.

 

Capas de álbuns e singles da banda Iron Maiden são as fontes que Rodrigo Medina Zagni utiliza para identificar, no conjunto das representações simbólicas, emissores e receptores do fenômeno heavy metal.

 

Já Veruska Anacirema Santos da Silva enfoca o Clube de Cinema da Bahia para refletir as possibilidades de significação social estabelecidas nas práticas sociais do cinema.

 

Na sessão resenha, Rafael Alves Pinto Junior nos apresenta o texto de Georges Didi-Huberman acerca da pintura encarnada e as reflexões sobre história da arte deste crítico.

 

Salientamos, para finalizar, que o presente número da revista conta com uma abrangente gama temática e abordagens temporais, indicando assim, as inúmeras possibilidades de trabalho com fontes visuais.

 

Desejamos a todos uma boa leitura!

 

 

Ana Heloisa Molina

Isabel Aparecida Bilhão