Domínios
da Imagem chega ao segundo ano de existência
e a seu número 03. Temos recebido correspondências
de pesquisadores, museus, centro de pesquisas, bibliotecas
universitárias entre outras do Brasil e do exterior
solicitando a manutenção do envio, a permuta
e enviando cumprimentos pelo conteúdo e pela
iniciativa desta produção científica. Todas estas palavras nos confirmam
o caminho trilhado e nos fortalece na continuidade do
trabalho, sabedores que podemos nos aprimorar nesta
empreitada.
Já dizíamos
na apresentação do número 01 da revista que
Domínios
da Imagem tem
por objetivo difundir o diálogo intelectual entre
pesquisadores que atuam em diferentes regiões
do país e do exterior, bem como fomentar a interlocução
entre distintas áreas que tratam dos domínios
da imagem. Um passar d´olhos permite ver que estamos
atingindo este objetivo.
Neste número,
o debate sobre as artes contemporâneas está
presente em quatro artigos, que partem de premissas
e abordagens diferentes. Luciane Garcez comenta e relaciona
três obras de arte, algumas, em um olhar desatento,
inusitadas, no interior de seus processos artísticos
e seus desdobramentos. Paulo Alves apresenta, como ele
mesmo afirma, uma “colagem discursiva” centrada em um
ensaio de Nelson Brissac sobre a teoria da “passagem?,
onde mostra que este conceito enquadra temas do campo
das imagens. O entrecruzar arte/cidade está presente
no artigo de Alecsandra Matias de Oliveira e Elza Ajzenberg,
no qual abordam as relações
existentes entre memória e arte, registradas
através de monumentos arquitetônicos da
cidade de São Paulo.
A relação
memória e fotografia está presente no
texto de Saulo Germano Sales Dallago, onde procura estabelecer conceitos
de “memória voluntária” e “involuntária”,
presentes na obra de Marcel Proust “Em busca do Tempo
Perdido?. A fotografia novamente aparece em mais três
textos. Rodrigo Massia discute a atuação
da Associação dos Fotógrafos Profissionais
do Rio Grande do Sul nas décadas de 1940 e 1950. Airton José Cavenaghi
busca uma interpretação para as primeiras
tentativas de registro fotográfico produzidas
por Joseph Nicéphore Niépce, localizando-o
no espaço histórico e social. Por fim,
em Daniel G. Grilli a fotografia
se apresenta como uma importante fonte histórica
para se compreender as transformações
da indústria vitivinícola de Mendonza
(Argentina).
O cinema foi
discutido por Francisco das Chagas Fernandes Santiago
Júnior, onde faz uma reflexão sobre a
relação de representação
com o de imagem cinematográfica. Alexandre Guida
Navarro, antropólogo, traz sua contribuição
ao estudar a distribuição espacial das
imagens de serpentes emplumadas no sítio arqueológico
de Chichén Itzá, localizado na Península
de Yucatán, México.
Carmem S. G.
Aranha investiga a relevância de se criar uma
descrição literária diante da obra
de arte. O texto de João Batista Gonçalves
Bueno se insere no debate do ensino de História
ao tratar das imagens no livro didático, com
determinados autores e tempos sociais definidos.
Por fim, na seção
de resenhas temos as contribuições de
Isabel Bilhão e Zueleide Casagrande de Paula.
A primeira com o livro de Mônica Almeida Kornis,
“Cinema, televisão e história? e a segunda
com a coletânea organizada por Lorenzo Mammi e
Lilia Moritz Schwarcz, “8 x Fotografia: Ensaios?.
Dessa forma,
intentamos proporcionar e incentivar o intercâmbio
entre diversas áreas e abordagens sobre a imagem,
capturada em vários ângulos e possibilidades
de leituras.
Uma boa leitura
a todos!
Alberto Gawryszewski
Ana Heloisa Molina
Angelita Marques
Visalli
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