O desenho está presente em meu trabalho de maneiras muito diversas, mesmo quando não utilizo lápis e papel. A forma como eu penso a curadoria de uma exposição ou a preparação de uma aula não é muito diferente do que faço ao diagramar os livros de artista, neles existe um desenho que manifesta o desejo de produzir sentido pela parataxe ou justaposição dos elementos. Durante um período eu desenhei utilizando instrumentos de escrita, pincel de cartazista, pincel japonês, bico de pena, pena de bambu e outros materiais. Depois veio a Enciclopédia Visual, uma série de desenhos feitos no computador, criados a partir de fotografias e de imagens de cartazes e revistas de artes gráficas. Os trabalhos mais recentes foram desenhados com letras de decalque, das antigas cartelas de letraset.    

 

Amir Brito Cadôr (São Paulo – SP), graduação em Artes Plásticas e mestrado em Artes na Unicamp, doutorado em Artes na UFMG. Artista, editor, curador, professor de Artes Gráficas na EBA/UFMG, tem desenvolvido trabalhos em artes gráficas, poesia visual e livros de artista publicados desde 2009 pelas edições Andante. A investigação a respeito da história da escrita, do livro e das artes gráficas perpassa sua produção artística nos últimos 20 anos.

 

http://andantelivros.blogspot.com

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Amir Brito, Algaravias, 2020. Letraset sobre papel, 30 x 42 cm.
Amir Brito, Discurso, 2018. Letraset sobre papel, 30 x 42 cm.

Amir Brito, Escrita Secreta, 2018. Letraset sobre papel, 30 x 42 cm.

Amir Brito, Poliglota, 2018. Letraset sobre papel, 30 x 42 cm.

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