(…) desenhar é relacionar linhas, formas, qualidades, manchas, materiais, escalas, direções, espaço, tempo. Pode ser um projeto, uma rota, um caminho, um mapa, uma viagem, um passeio, imagem, arte.

 

 Nasceu em Empoli, na Itália, em 1953, e chegou ao Brasil de navio. Aportou em Santos na antevéspera do Natal de 1962, passando a residir em Santo André, SP. Transferiu-se para São Paulo em 1994. Basicamente desenhista. Gravador. Fotografa mas não é fotógrafo. Artista artesão. Vive e trabalha onde se encontra. 

Em 1974, ingressou no curso de artes plásticas da Escola de Comunicações e Artes da USP, onde estudou desenho e gravura com Evandro Carlos Jardim, e graduou-se em 1980. Mestre (1994), Doutor (1999), Livre-Docente (2008), Livre-Docente III(2013) e Titular (2017), pela mesma instituição. De 1986 a 1995, foi professor de gravura e desenho no Instituto das Artes da Unicamp, transferindo-se em 1996 para o Departamento de Artes Visuais da ECA/USP, onde ministra desenho e paisagem e gravura. 

Tem residência artística permanente em São Paulo, a uma quadra da Av. Paulista. Acha aconselhável que o ateliê seja de fato um espaço mental – quando não se lida com meros conceitos – o que não acontece em pouco tempo. Deve permitir consultar rapidamente a biblioteca pessoal, e a audição de música de sua própria escolha. E ter cinemas próximos.

Viaja por viajar, sem esquecer que se trata de um excelente método de estudo e reflexão. Sendo impossível desconectar o olhar/desenho/pensamento/memória e viajar sem levar uma câmera fotográfica, pode-se dizer que o trabalho faz parte da viagem ou vice-versa. 

Acredita que o mais interessante na arte é vivê-la e realizá-la, o que não permite conceder demasiado tempo a discutir seus aspectos secundários. Se a inteligência existe, encontra a maneira de se evidenciar, sem hierarquias a priori, não só pela palavra. 

Considera que a arte não é uma mera curiosidade, mas não vem sempre indicada de modo inequívoco. Identificá-la é parte do conhecimento e da ética. A experiência estética, se não for encontrada na arte, pode estar em qualquer lugar, como bem demonstra a dualidade da palavra “paisagem”. E não precisaria sempre do artista para se revelar.

Com várias exposições no país e no exterior, Marco Buti teve a primeira etapa de sua produção (de 1980 a 1992) recolhida no livro *Marco Buti* (São Paulo, Edusp, 1995). Uma etapa posterior, até 2006, está registrada no livro “ir até aqui” (São Paulo, Cosac Naify, 2006). 

 

marcobuti.com.br

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“atacamachaça”, desde 2012. 

matriz de gravura em metal, que vai sofrendo alterações de gravação, apagamento e  impressão. 20 x 28,7 cm.

 

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