A artista Milena Edelstein reside e trabalha em São Paulo (SP). Ela participa da 2ª exposição do ARTE LONDRINA 7, EMPRESTA-ME UM DE SEUS DIAS com o trabalho Bom retiro é coreia e o vídeo Movimentos de falha em 180 dias, e respondeu algumas perguntas ao site da DaP:

COM QUEM TEM AS MELHORES CONVERSAS SOBRE O QUE TE INTERESSA COMO ARTISTA?

Acho que a arqueologia, filosofia e o cinema sempre foram campos de interesse tanto em minhas leituras quanto no modo de eu visualizar o mundo. No rastro contido nos chão e na parede, no olhar para os espaços públicos, no olhar sobre minhas ações diante do espaço.

 

COMO UM TRABALHO COMEÇA?

Normalmente inicio olhando para uma imagem que me instiga, busca mapea-la em todas as suas possíveis conexões, construo desse modo uma teia de aproximações evidente e não evidentes.

 

QUE ARTISTAS OU TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES? POR QUÊ?

Acho que existem alguns teóricos que eu sempre retomo como Walter Benjamin, Susan Sontag e Eduardo Viveiros de Castro. Gosto muito do trabalho do Chris Marker e da Valeska Soares.

 

O QUE VOCÊ ESTÁ LENDO?

“Há mundo por vir: um ensaio sobre os medos e o fins” da Deborah Danowski e do Eduardo Viveiros de Castro e “Arqueologia do Saber” de Michel Foucault.

 

QUE TIPO DE COISA CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

Os vestígios que parecem pistas, o mundo que parece cenário.

 

O QUE VOCÊ ESTÁ PRODUZINDO AGORA?

Estou coletando entrevistas.

 

QUE MÚSICA VOCÊ OUVE?

Acordei com uma música interpretada pela Elza Soares chama “Identidade”.

 

QUE EXPERIÊNCIA FOI IMPORTANTE PARA QUE VOCÊ SE ENTENDESSE COMO ARTISTA?

Quando eu percebi que fotografava não porque eu queria ser artista.

 

COMO VOCÊ VÊ A SOBREPOSIÇÃO DOS FATOS (UNS EM DETRIMENTO DE OUTROS) NA CONSTITUIÇÃO DA HISTÓRIA?

Vejo a história como uma continuidade de vozes que gritam. Tendemos a acreditar que só existe uma única história, uma história geral, no fundo isso é apenas um mecanismo de poder. É preciso “escovar a história a contrapelo” como escreveu Walter Benjamin.

 

QUAIS PONTOS DE VISTA, VOZES IMPORTAM?

Acho que todos…

 

PODE NOS FALAR COMO APARECEM IGNORÂNCIA, DEVIR E RISCO NO SEU TRABALHO?

Não falo de ignorância, acho que ignorar é não olhar para algo, e eu olho para tudo, até para a poeira. Mas falo de desvio e para o risco. No sentido de se permitir sair do que nos é imposto, o desvio como aprendizado do corpo e do olhar para cidade, o olhar de um viajante, de um errante. O desvio como possibilidade de encontrar-se.

 

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