A artista Sandra Lapage participa da exposição ARTE LONDRINA 5 – PELA ESTRADA E FORA. Enviamos algumas perguntas para que possamos conhecer mais sobre o processo e as referências da artista. 

 

1 – COMO UM TRABALHO COMEÇA?

Atualmente, com a atração por um material. Meu processo está em constante movimento e mudança. Quando se trata de colaboração, costumo reagir àquilo que me é proposto.

 

2 – QUE ARTISTAS OU TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES? POR QUÊ?

William Kentridge, pela imensa obra e pelo lindo “Six drawing lessons”;

Umberto Eco, pela beleza de uma inteligência que foi capaz de escrever “Serendipities”, pela observação da futilidade de tentar controlar o universo;

El Anatsui e Rauschenberg pelas assemblagens com objetos encontrados;

Marisa Mertz como representante da arte povera, um dos movimentos pioneiros a elevar objetos do cotidiano ao status de arte e a valorizar a estética do cotidiano (as caixas de Joseph Cornell são de grande importância para mim também);

E finalmente, sempre, Michel de Montaigne, pela humildade e trabalho monumental centrado na dúvida como exercício filosófico.

 

3 – O QUE VOCÊ ESTÁ LENDO?

6 lições de física, Carlo Roseli;

El libro de los seres imaginarios, Jorge Luis Borges;

Henry Darger, Throwaway boy, Jim Elledge;

The complete Cosmicomics, Italo Calvino;

Attack of the deranged mutant killer monster snow goons, Will Watterson.

 

4 – QUE TIPO DE COISA CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

Procuro encontrar beleza no cotidiano, o que é um esforço contínuo.

 

5 – O QUE VOCÊ ESTÁ PRODUZINDO AGORA?

Uma série de mantos, os dois últimos produzidos com materiais reciclados. Eles fazem parte de uma série que chamei “Para Melusina”. Esta série se desdobra em mantos e objetos cerimoniais para uma figura feminina e pagã. Sempre trabalhando entre destruição e reconstrução, brincando com associações de chance e azar e objetos encontrados, o formato do manto corresponde, em meu universo poético, à feminilidade.

 

6 – QUE SITES VOCÊ COSTUMA VER?

Sites de notícias, duolingo para aprender novas línguas. Ocasionalmente, COLOSSAL e HYPERALLERGIC.

 

7 – QUE MÚSICAS VOCÊ OUVE?

De clássico a rock e reggae, passando por folk e jazz. Ultimamente tenho ouvido principalmente Fauré, Portishead, Primus, The Cramps, Secos e molhados.

 

8 – QUE EXPERIÊNCIA(S) COM ARTE FOI IMPORTANTE PARA VOCÊ?

A reinvenção do meu próprio processo de trabalho, o abandono da pintura. A descoberta de processos. A perda total do preciosismo. A descoberta e convivência com outros artistas.

 

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