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Adriel Visoto participa da exposição SOBRE O QUE PODE SER FAMILIAR – ARTE LONDRINA 4. Enviamos algumas perguntas para que possamos conhecer melhor o processo e as referências do artista.

 

1. COMO UM TRABALHO COMEÇA?

Meus trabalhos sempre partem de experiências pessoais, nascem de situações nas quais me encontro imerso num determinado período. Eu poderia dizer que tais experiências se configuram como princípio gerador da maioria das obras que produzo no momento, no entanto, é sempre difícil identificar a gênese de um trabalho, muitas vezes ele tem um início incerto, começa num outro ou mesmo dá origem a uma obra posterior. É um fluxo constante, um encontro entre experiências pessoais, idéias e prática artística.

 

2. QUE ARTISTAS OU TEÓRICOS VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTES? POR QUÊ?

Em minha pesquisa tenho me interessado cada vez mais por artistas contemporâneos que de alguma forma expõem a própria intimidade em seus trabalhos, de modo que suas experiências de caráter privado se tornam o eixo central de suas respectivas produções poéticas. Nesse sentido, artistas como Leonilson, Felix Gonzalez Torres, Jean Cocteau, Karen Kilimnik, Sophie CalleTracey Emin e Wolfgang Tillmans são alguns dos nomes que venho pesquisando com mais cuidado. Da mesma forma me interessam essas discussões no campo teórico, que podem ser observadas em autores como Michel Foucault, Georges Bataille, Gaston Bachelard, Hal Foster, entre outros.

 

3. O QUE VOCÊ ESTÁ LENDO?

Atualmente estou lendo alguns textos do “Powers of Horror” da Julia Kristeva, onde ela trata do conceito de abjeto, e “Just Kids” uma auto biografia da Patti Smith em que a autora narra sua relação com Robert Mapplethorpe.

 

4. QUE TIPO DE COISA CHAMA SUA ATENÇÃO NO MUNDO?

Tudo aquilo que me parece estranho, acontecimentos que fissuram a trivialidade cotidiana.

 

5. O QUE VOCÊ ESTÁ PRODUZINDO AGORA?

Estou trabalhando numa série de desenhos e aquarelas monocromáticas em azul e simultaneamente fazendo alguns experimentos com vídeos capturados com vhs.

 

6. QUE SITES VOCÊ COSTUMA VER?

Sempre dou uma olhada nos sites que publicam editais como o Mapa das Artes, o Resartis e o GiraSP, algumas revistas eletrônicas como Dazed and Confused, Butt e Aesthetica, além de estar inevitavelmente conectado nas redes sociais. Gosto muito do tumblr, para ver imagens, referências e descobrir novos artistas.

 

7. QUE MÚSICAS VOCÊ OUVE?

Atualmente tenho ouvido muito o ultimo álbum da Alice Caymi, Rainha dos raios, Pinups do Bowie, e algumas bandas e projetos de música eletrônica como Rhye, Hercules and Love Affair, The Knife e Pillar Point.
8. QUE EXPERIÊNCIA COM ARTE FOI IMPORTANTE PARA VOCÊ?

Durante a graduação trabalhei por algum tempo no Instituto Inhotim e no Museu de Arte da Pampulha, ambas foram experiências que enriqueceram muito o meu referencial artístico e me permitiram uma relação mais estreita com a produção contemporânea, com os artistas e com as próprias instituições. As viagens e o contato que tive com outras grandes coleções também foram sem dúvida bastante transformadoras.

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