COLÉGIO DE APLICAÇÃO

 Histórico

 


 

 

Criação dos Colégios de Aplicação

 

 

Os Colégios de Aplicação foram criados pelo Decreto Federal nº 9053 de 12/03/1946, com a função específica de ser um tipo de Estabelecimento de Ensino em que os próprios alunos dos Cursos de Licenciatura fizessem a aplicação, numa situação real de ensino-aprendizagem dos conhecimentos técnicos adquiridos no seu Curso de Graduação, servindo também de Campo de experimentação pedagógica para renovação e melhoria do ensino Fundamental e Médio.

Sabemos que a eficiência de uma Universidade mede-se pela qualidade de profissionais que ela forma e a qualidade desses profissionais está na dependência direta do treinamento que tiveram enquanto alunos da Universidade e que o treinamento dos profissionais do magistério depende, obviamente, das condições de estágio que a Universidade lhes proporciona. Com esta finalidade foram criados os Colégios de Aplicação junto às Instituições de Ensino Superior, oferecendo condições de melhor formação profissional aos futuros educadores.

 


 

DECRETO Nº 9.053 DE 12 DE MARÇO  DE 1946

 

Cria um ginásio de aplicação nas Faculdades de Filosofia do País. (D.O. 14.03.46)

 O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, decreta:

Art. 1º - As Faculdades de Filosofia federais, reconhecidas ou autorizadas a funcionar no território nacional, ficam obrigadas a manter um ginásio de aplicação destinado à prática docente dos alunos matriculados no cursos de Didática.

Art. 2º - Os ginásios de aplicação obedecerão em tudo ao disposto no artigo 72 da Lei Orgânica do Ensino Secundário e respectiva regulamentação, devendo funcionar na própria sede da Faculdade ou em local próximo.

Art. 3º - Relativamente ao número de anos, à seriação das disciplinas, ao regime de provas e promoções e aos programas de ensino, os cursos ginasiais assim estabelecidos, ficam sujeitos à Lei Orgânica do Ensino Secundário, promulgada pelo Decreto-lei nº 4.244, de 09 de abril de 1942, e às suas modificações posteriores.

Art. 4º - Nas Faculdades federais o cumprimento destes dispositivos ficará sob a responsabilidade do Diretor da Faculdade; nas Faculdades reconhecidas, sob a responsabilidade do Diretor e do Inspetor Federal junto à Faculdade.

Art. 5º - Caberão ao catedrático de Didática geral de cada Faculdade a direção e a responsabilidade do Ginásio de Aplicação.

Art. 6º - Os alunos do curso de Didática, sob a orientação do catedrático de Didática geral e dos respectivos assistentes de Didática especializada, serão encarregados, por turno, das diversas cadeiras do curso ginasial.

Art. 7º - A direção de cada Faculdade deverá contratar professores licenciados, devidamente registrados, para a regência das cadeiras correspondentes às seções didáticas que não estejam em funcionamento ou nas quais não haja alunos matriculados.

Art. 8º - A fiscalização do Ginásio de Aplicação caberá ao Diretor da Faculdade, quando se tratar de estabelecimento federal, e ao respectivo fiscal da mesma Faculdade, quando se tratar de estabelecimento reconhecido ou autorizado a funcionar.

Art. 9º - A matrícula nos ginásios de aplicação será limitada a uma turma, no máximo de trinta alunos, em cada série.

Art. 10 - Será permitida a cobrança de uma taxa de matrícula, a qual não poderá exceder a CR$ 50,00 (cinqüenta cruzeiros) por mês, aos alunos que pretenderem inscrição nos ginásios de aplicação.

Art. 11-  Fica concedido às Faculdades já em funcionamento um ano de prazo para execução das determinações constantes do presente Decreto-lei.

Art. 12 - Nas Faculdades de Filosofia que venham a criar a partir da data de expedição do presente Decreto-lei, os ginásios de aplicação deverão começar a funcionar a partir do ano em que haja alunos matriculados no curso de Didática.

Art. 13 - Revogam-se as disposições em contrário.

 

Rio de Janeiro, 12 de março de 1946,

125º da Independência e 58º da República.

 

 

EURICO G. DUTRA

Ernesto de Souza Campos   


História do Colégio de Aplicação da UEL

 

 

O Colégio Estadual Professor José Aloísio Aragão, mais conhecido como "Colégio de Aplicação da Uel", nasceu por iniciativa do Professor José Aloísio Aragão, docente da antiga Faculdade Estadual de Filosofia Ciências e Letras de Londrina, em 20 de junho de 1960 pelo Decreto 30.178, como Ginásio Estadual de Aplicação. Na época, funcionava junto à antiga Faculdade Estadual de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, nas dependências do Grupo Escolar Hugo Simas. Atendia inicialmente apenas alunos do sexo feminino.

Sua fundação deu-se em obediência ao Decreto Federal de nº 9053/46, que determinava a criação de Colégios de Aplicação, junto a Instituições de Ensino Superior, com o objetivo de oferecer melhor formação profissional aos futuros educadores, com a função básica de servir de campo de experimentação pedagógica aos alunos de graduação e ao mesmo tempo oportunizar a comunidade, renovação e melhoria do Ensino Fundamental e Médio.

Em 18 de setembro de 1967, o então Ginásio de Aplicação foi elevado à categoria de Colégio de Aplicação pelo Decreto nº 6.779/67.

O Colégio de Aplicação, anexo à Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, passou para a Fundação Universidade Estadual de |Londrina, criada pelo Decreto Estadual nº 18.110 de 28/01/70 e Reconhecida pelo Decreto Federal nº 69.324 de 07/10/71.

Hoje, o Colégio de Aplicação está incorporado como órgão suplementar da Universidade Estadual de Londrina (UEL), vinculado academicamente ao Centro de Educação, Comunicação e Artes (CECA), sofrendo gerência Acadêmica da Secretaria de Estado da Graduação (SEED) e administrativa da Universidade Estadual de Londrina.

 

 


 

Fundador

 

 

Professor José Aloísio Aragão

Idealizador e Fundador do Colégio de Aplicação da Uel

 

Um professor afável, inteiramente ligado à sua escola e seus alunos.

Ao nascer, o Colégio de Aplicação recebeu dele a primeira modelagem.

Tinha que ser uma escola exemplar, um verdadeiro laboratório educacional. Os alunos, além do período de aulas, pela manhã, regressavam à tarde para o estudo dirigido. Além disso, pela demonstração de suas tendências, eram encaminhados aos clubes de teatro, letras, ciências e outros, dentro dos quais poderiam realizar atividades culturais extracurriculares.

Ao início de cada dia letivo, todos os alunos do Colégio se reuniam com o Diretor, que lhes falava. Inspirado sempre, anunciando os programas, revendo o que deveria ser feito, o sentido mais profundo das atividades, este era o Diretor do Colégio, o Professor Aragão.

Pertencia ao quadro docente da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Londrina, nas cadeiras de Didática Geral e Literatura Brasileira.

É do Professor Mário Takahashi, secretário da Faculdade de Filosofia, o comentário sobre Aragão: "Um idealista! Voltava-se inteiramente à carreira docente. Sua dedicação, porém, era mais visível na direção do Colégio de Aplicação. Dependência da Faculdade, era como esta, uma escola pobre, sem muitos recursos. Isto não importava ao professor, que procurava realizar assim mesmo. Afinal, ele próprio nem sabia quanto estava ganhando, como sempre acontece a quem exerce a profissão como um sacerdócio, através da entrega total. E neste sentido, ele o fazia bem, pois era o otimismo em pessoa."

 Nascido em Ipueiras, Ceará, em 10 de março de 1930, o professor José Aloísio de Aragão, licenciou-se em Letras Clássicas, pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará.

Foi diretor do Ginásio Agápito dos Santos, professor do Colégio Lourenço Filho e Colégio Estadual do Ceará.

Foi orientador e professor de Didática Geral do Curso de orientação para professores e presidente das bancas examinadoras dos exames de suficiência, realizados em Belo Horizonte em 1960.

Exerceu o cargo de Diretor Técnico de Educação da Secretária de Educação do Estado do Ceará.

Professor da CAPES - Curso de Aperfeiçoamento para Professores do Ensino Secundário, em Fortaleza - 1955 à 1957;em Belém do Pará, 1958; em Juiz de Fora,1959; em Londrina, 1960.

Londrina o reteve, para a Faculdade de Filosofia e Colégio de Aplicação.

Em 1964, Brasília o requisitou e ele foi organizar e ser o primeiro Diretor do Centro Integrado de Ensino Médio da Universidade de Brasília, levando a experiência de Londrina para a Capital Federal.

Foi Diretor do Ensino Médio do MEC, também em 1964.

Em 1967, a municipalidade de Brasília chamou-o para ser o Coordenador do seu Ensino Médio.

Depois, foi para a Faculdade de Filosofia de rio Claro, em 1970.

Havia concluído, em 1969, o seu doutoramento, na Universidade Estadual de Campinas, em Ciências (Educação).

Ainda em Rio Claro, organizou, implantou e foi o primeiro Diretor do Colégio de Aplicação da Faculdade de Filosofia, em 1971.

Faleceu em janeiro de 1972.

Não o esqueceremos, pois foi um obreiro dedicado a educação. Não o esqueceremos principalmente neste Colégio de Aplicação de Londrina que ele criou e carinhosamente dirigiu.

 


 

Missão do Colégio de Aplicação da UEL

 

 

"Oferecer ensino formal, qualificado, gratuito e democrático nos níveis fundamental, médio e profissional; servindo de campo de experimentação pedagógica para a Universidade Estadual de Londrina, destinado a crianças, jovens e adultos, visando a preparação de pessoas para o EXERCÍCIO DA CIDADANIA".

 


 

© Universidade Estadual de Londrina
Rodovia Celso Garcia Cid | Pr 445 Km 380 | Campus Universitário
Cx. Postal 10011 | CEP 86057-970 | Londrina - PR

e-mail: adrianar@uel.br